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Local de trabalho é ponto de partida para meta mundial de zero novas infecções pelo HIV, zero discriminação e zero mortes por aids, defende ONU

Para a ONU é essencial enfrentar as
 doenças relacionadas ao trabalho

Em virtude do Dia do Trabalho, comemorado neste 1° de maio em vários países, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) pediu uma "urgente e vigorosa" campanha global para combater o crescente número de doenças relacionadas ao trabalho, que causam cerca de 2 milhões de mortes por ano. No que diz respeito ao HIV, a instituição mantém o compromisso de utilizar o local de trabalho como ponto de partida para cumprir a estratégia de “Chegar a zero novas infecções pelo HIV; Zero discriminações e Zero mortes relacionadas à aids”.

Segundo a agência da ONU, é essencial enfrentar as doenças relacionadas ao trabalho, pois o custo final é a vida humana. “Elas empobrecem os trabalhadores e suas famílias e comunidades inteiras podem ser afetadas quando perdem seus trabalhadores mais produtivos", disse o Diretor Geral da OIT, Guy Ryder. "Além disso, com as doenças, reduz-se a produtividade das empresas e aumenta a carga financeira do Estado à medida que aumentam os custos de cuidados médicos”, acrescentou.

Em comunicado no último Dia mundial de Combate à Aids, a OIT declarou que tem procurado desenvolver iniciativas para fomentar o reconhecimento da aids como uma questão relacionada com o local de trabalho, a mobilização da ação no mundo do trabalho e o fortalecimento da capacidade dos mandantes para adotar políticas e respaldar programas eficazes.

A OIT produziu, em 2010, a Recomendação número 200 sobre HIV/Aids e o Mundo do Trabalho, a fim de proporcionar orientação adequada a respeito de ações no local de trabalho para “Chegar a zero novas infecções”.

No entendimento da OIT, o direito ao trabalho não é somente um direito, mas também parte integrante do tratamento das pessoas vivendo com HIV. “Se queremos acabar com a aids, a proteção do setor mais produtivo da sociedade deveria ser o eixo central da resposta diante da epidemia”, diz o comunicado.

Prevenção do HIV nas empresas brasileiras

Um estudo realizado pelo Conselho Empresarial Nacional de Prevenção ao HIV/Aids (Cenaids), em parceria com o Ministério da Saúde e com o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids), divulgado em 2012, mostra que no Brasil a maioria das empresas não realiza ações de prevenção às DST/Aids no local de trabalho, mesmo que a maior parcela dos afetados pela epidemia esteja em idade laborativa.

A parcela das empresas que realiza essas ações é constituída principalmente por empresas de grande porte e as atividades de prevenção quase não existem nas empresas com até 100 funcionários. Segundo o levantamento, 2486 empresas responderam ao questionário, representando uma amostra total de mais de 576 mil instituições.

De acordo com o estudo, embora 68% das empresas pesquisadas considerem que o tema das DST e aids deve ser discutido no local de trabalho, apenas 14% delas realizaram ações e programas de prevenção nos últimos 12 meses, tendo essas empresas cerca de 475 funcionários, o que mostra que são as grandes instituições que realizam essas atividades. Essa porcentagem atinge 82 mil companhias, que abrangem cerca de 17 milhões de pessoas.

Da Agência Aids

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