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Conheça a pianista que superou o câncer com muita força de vontade

A pianista Inês Vasconcellos soube em 2011 que o câncer de mama que ela tinha tratado em 2003 havia voltado. E por ironia do destino, logo após a descoberta da doença, seu filho também foi diagnosticado com câncer.

Conheça essa história emocionante!

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Dia do Nutricionista: vamos falar de suplementação?

Quem nunca ouviu as expressões “você é o que você come” ou “saúde se faz pela boca”? Ambas são bem verdadeiras, o que tem dado destaque cada vez maior à profissão. “Os nutricionistas estão na linha frente quando o assunto é boa alimentação, dieta balanceada e segurança alimentar. Como a alimentação moderna vem a cada dia piorando, o profissional vem ganhando cada vez mais espaço na vida das pessoas que se preocupam com a saúde e o bem-estar, seja físico ou emocional”, afirma Leandra Sá, farmacêutica da Farmacotécnica.

Para uma nutrição ideal, as vitaminas, minerais e nutrientes em geral serão necessários e muitas vezes a alimentação diária não consegue abastecer a pessoa com todas essas ferramentas alimentícias. Para isso, uma forte aliada dos nutricionistas é a suplementação nutricional a partir de fórmulas personalizadas. “A vitamina D, por exemplo, é um dos nutrientes que é indicada a reposição na forma manipulada, trazendo diversos benefícios como melhora no sono, na queda de cabelo, na indisposição, no controle da ansiedade e também tem o papel de fixação de cálcio nos ossos, evitando a osteoporose”, conta Jussara de Brito, nutricionista da Clínica Arcemis.

A nutricionista conta ainda essa suplementação com os manipulados é ideal para pacientes em geral, atletas, gestantes e outras pessoas que os profissionais julguem precisar quando da avaliação da dieta que praticam. “Além disso, para uma dieta balanceada diária são necessários vários nutrientes, entre eles as vitamina A, D e C, cálcio, ferro e zinco”, completa.

A nutricionista Vivane de Castro, da Clínica CMI (Centro Médico Integrado), conta que esses produtos manipulados podem ser preparados em diversas formas. “Gotas, comprimidos de rápida dissolução na boca e sublingual são algumas das opções”, enumera. A especialista conta que o cálcio é uma boa opção para se tomar de forma manipulada, com uma ação forte contra osteoporose e depressão. “Em geral, 100mg por dia é o suficiente para essa suplementação”, informa Viviane, acrescentando que diversos complexos vitamínicos podem ser ótimos aliados nessas dietas. “Sempre recomendo aos meus pacientes e eles têm tido ótimos resultados”, afirma.

Mas Leandra alerta: cada pessoa é única e precisa de avaliação e acompanhamento. “É importante ressaltar a avaliação de cada indivíduo é fundamental para o sucesso e a segurança na suplementação e, neste aspecto, o acompanhamento pelo nutricionista garante os melhores resultados”, aconselha.

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Comer antes e depois de fazer exercício melhora desempenho e auxilia na perda de gordura

O alimento certo traz benefícios para o corpo e ajuda na queima de gordura e na manutenção da massa muscular. Escolher adequadamente o que será consumido garante energia e disposição para manter o corpo em forma e de maneira saudável.

Lara Natacci, nutricionista do programa Meu Prato Saudável do governo de São Paulo, recomenda um lanche leve antes da atividade física, mas que seja rico em carboidratos e em fibras que ajudam a manter a energia durante a prática e podem até acelerar a queima de gordura. “Pode ser uma banana com aveia, mamão com granola e até um suco com cereais integrais. Nozes e castanhas também são uma excelente opção”, diz.

Depois dos exercícios, o ideal é uma refeição ou um lanche que tenha carboidratos, vegetais e uma proteína magra. “A reposição de nutrientes é fundamental para ajudar no aumento, manutenção e recomposição da massa muscular”, esclarece.

A nutricionista indica, principalmente para quem não tem o hábito comer após os exercícios, um sanduíche de pão integral com queijo branco e peito de peru ou presunto magro ou rosbife, fatias de tomate e folhas de alface.

Lara chama a atenção para o consumo de água antes, durante e após a atividade física. “Estudos recentes recomendam o consumo de dois copos de água meia hora antes dos exercícios, e precisamos repor o que o organismo gastar”, diz.

“Alimentação equilibrada e ingestão de líquidos melhoram a qualidade da atividade física e pode ajudar a diminuir a quantidade de gordura e aumentar a massa muscular”, conclui a nutricionista.

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Hospital faz alerta no Dia Nacional de Combate ao Fumo

A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera o tabagismo a principal causa de morte evitável em todo o mundo e vem ao longo de mais de 20 anos empregando inúmeras medidas para serem adotadas no sentido de conscientizar a população global dos malefícios do cigarro e incentivar os fumantes a abandonarem o vício.

No Brasil, uma recente pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde, por meio do Instituto Nacional de Câncer (Inca), indica que 18,8% da população brasileira é fumante. E, Francine Branco, enfermeira da Medicina Preventiva do Sepaco Autogestão, alerta sobre a importância de abandonar o vício para aumentar a qualidade de vida.

Por entender toda a complexidade de abrir mão de algo que, para o dependente, significa “prazer”, a Medicina Preventiva do Sepaco Autogestão, realiza um trabalho dentro das empresas papeleiras que engloba várias medidas e atividades para que as pessoas conheçam todos os aspectos negativos do tabaco para si próprio e também para seus familiares (que se tornam fumantes passivos).

Francine explica que o tabagismo é uma toxicomania caracterizada pela dependência física e psicológica do consumo de nicotina, uma droga bastante poderosa, capaz de estimular, deprimir ou perturbar o sistema nervoso central e outras partes do corpo humano, uma vez que chega ao cérebro em apenas 7 segundos, sendo de 2 a 4 segundos mais rápida que a cocaína.

Já se constatou que o câncer no pulmão, bronquite e enfisema pulmonar estão diretamente relacionados ao fumo. Existem outras doenças graves que podem ter relação direta com o tabaco e precisam ser tratadas com severidade, tais como o infarto agudo do miocárdio, doenças vasculares – AVC (Acidente Vascular Cerebral) – e diversos tipos de câncer (boca, laringe, esôfago, rim, bexiga e colo de útero).

Durante as atividades, a equipe multidisciplinar da Medicina Preventiva, ainda destaca o risco que o cigarro traz para os fumantes passivos, pois na fumaça do cigarro é possível encontrar uma mistura de cerca de 4.720 componentes químicos, sendo 39 cancerígenos, como o monóxido de carbono, naftalina e o alcatrão. “Aprender a respeitar o próximo pode colaborar para a diminuição de mortes e garantir que cada vez mais pessoas tenham uma vida plena e saudável”, avalia Francine.

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Hábitos saudáveis são mais frequentes na população de maior escolaridade, diz pesquisa

Os hábitos alimentares saudáveis e a prática de exercícios físicos regulares são comportamentos que se relacionam ao grau de escolaridade. A constatação está na pesquisa Vigitel 2012, divulgada hoje (27) pelo Ministério da Saúde. A pesquisa ouviu 45 mil pessoas acima de 18 anos.

O consumo regular de frutas e hortaliças é menor entre as pessoas que têm menos escolaridade. Entre os que estudaram até oito anos, 34% consomem regularmente esses alimentos. Na faixa dos que têm entre nove e 11 anos de estudo, o percentual é 31%. Entre os que estudaram 12 anos ou mais, 45% consomem frutas e hortaliças regularmente.

Entre os avanços apontados pela pesquisa Vigitel 2012 está o aumento no consumo recomendado de frutas e hortaliças pela população e da prática de atividade física no tempo de lazer entre os homens. Um desafio apontado é a alta frequência de consumo abusivo de bebidas alcoólicas, especialmente entre homens e jovens.

Na área da atividade física, os homens são mais ativos no tempo livre (41,5%) que as mulheres (26,5%). Nesse grupo, os mais jovens se exercitam mais e o percentual de prática de atividade física reduz à medida que aumenta a idade.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ressaltou que é importante começar a melhorar os hábitos alimentares e incentivar os exercícios físicos ainda na infância. “Os pais precisam ajudar na alimentação das crianças e no estímulo à atividade física. É preciso orientar dentro da escola a ter uma merenda escolar adequada”, disse. Ele acrescentou que também é necessário que, nas empresas, haja estímulo à atividade física para os adultos e, por parte do poder público, ampliação de ações como as academias de saúde ao ar livre.

Já em relação às bebidas alcoólicas, a pesquisa mostra que o consumo abusivo é maior entre quem tem mais escolaridade. É considerado consumo abusivo a ingestão de cinco doses ou mais entre homens e quatro doses ou mais entre mulheres nos últimos 30 dias. De acordo com a pesquisa, 22% da população com 12 anos ou mais de estudo e 15% dos que têm até oito anos de estudo tiveram consumo excessivo.

Entre os homens com 12 anos ou mais de estudo está o maior percentual dos que dirigem após o consumo de qualquer quantidade de bebida alcoólica. O consumo abusivo de bebida ocorre principalmente na faixa etária de 25 a 34 anos, com 24,7%. Em seguida está a população entre 18 e 24 anos (21,8%).

A Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico - Vigitel 2012 - entrevistou 45 mil pessoas acima de 18 anos das 26 capitais e do Distrito Federal. [ABr]

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Maioria dos brasileiros com mais de 18 anos está acima do peso

Pesquisa divulgada hoje (27), pelo Ministério da Saúde, mostra que 51% da população acima de 18 anos estão acima do peso ideal. O excesso de peso atinge 54% dos homens e 48% das mulheres. A pesquisa é feita desde 2006 e é a primeira vez que o percentual de maiores de 18 anos com excesso de peso supera os 50%. Em 2006, 43% dessas pessoas estavam acima do peso ideal.

“Essa tendência de crescimento ou mostra que todos nós assumimos o tema do excesso de peso como grave para a saúde publica, ou chegaremos muito rapidamente aos mesmos patamares de países como o Chile e os Estado Unidos”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Os dados mostram que, além dos fatores genéticos, o excesso de peso está ligado a escolaridade. É entre as pessoas com menos anos de estudo que está a maior parcela dos que tem excesso de peso. Um total de 57,3% dos que tem até oito anos de estudo está com excesso de peso. Entre os que tem entre nove e 11 anos de estudo, o percentual é 46,7% e entre aqueles com 12 ou mais anos de estudo é 48,4%. “Essa é uma tendência mundial e que tem sido alvo de preocupação”, disse o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa.

A pesquisa mostra que a capital com maior percentual de adultos com excesso de peso é Campo Grande (56%), seguida de Porto Alegre e Rio Branco com 54%, Recife e Fortaleza com 53%. A Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico - Vigitel 2012 - entrevistou 45 mil pessoas acima de 18 anos das 26 capitais e do Distrito Federal.

A pesquisa fornece informações sobre os hábitos da população em relação à alimentação, prática de atividade física, tabagimos, consumo de álcool e existência de doenças como diabetes e hipertensão. As informações são usadas pelo governo para elaborar programas de prevenção de doenças e ações para melhorar a qualidade de vida da população. [ABr]

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Conheça os cuidados para manter a boa memória

A ansiedade, a depressão e até mesmo o uso contínuo de medicamentos para dormir podem provocar problemas sérios relacionados à memória e outras funções cognitivas, conhecida como Comprometimento Cognitivo Leve (CCL).

Segundo o psiquiatra Fabio Armentano, que coordena o Grupo de Psicogeriatria do AME, a maior parte das queixas relacionadas ao esquecimento vem de pacientes da terceira idade, mas também podem ocorrer na população mais jovem.

“Quando o paciente se queixa, nós fazemos uma investigação completa, que inclui avaliação médica e pode envolver testes das funções cognitivas, além da realização de exames laboratoriais e  de neuroimagem, como tomografia computadorizada ou ressonância magnética. O CCL tem uma série de causas possíveis, desde a depressão, a ansiedade e o efeito de medicações para o sono, até problemas clínicos como o hipotireoidismo, a deficiência de vitaminas e a diabetes descompensada”, afirma Armentano.

Não há medicamento específico para o CCL e o tratamento normalmente é focado nos fatores que, possivelmente, geram o esquecimento. Por isso, cada caso é avaliado individualmente e, muitas vezes, o acompanhamento é multidisciplinar, envolvendo psicologia, terapia ocupacional, psiquiatria, entre outras áreas.

Segundo Armentano, pacientes portadores de CCL apresentam queixas de alterações na memória, atenção ou capacidade de orientação, mas que não causam prejuízos de suas funções do dia a dia. Segundo o médico apenas uma parcela dos pacientes portadores de CCL (cerca de 10%) piorará e evoluirá para um quadro de demência, como a doença de Alzheimer. A maioria ficará estabilizada e outros podem até melhorar.

Segundo Armentano, os pacientes, independentemente da idade, devem procurar o médico quando perceberem que os esquecimentos são frequentes e prejudicam o dia a dia. “É comum não lembrarmos de algumas coisas, às vezes. Já ocorreu com a maioria das pessoas esquecer o que foi fazer ao entrar na cozinha, por exemplo, mas normalmente recordamos depois de passado algum tempo.

Quando estas falhas acontecem sempre ou de uma forma a atrapalhar as atividades, está na hora de procurar atendimento”, explica o psiquiatra.

O AME “Psiquiatria” é uma unidade referenciada do SUS (Sistema Único de Saúde), que recebe pacientes encaminhados de postos de saúde ou dos Caps (Centros de Atenção Psicossocial).

Como melhorar sua memória:

1) Mantenha-se ativo. É importante que, mesmo na terceira idade, as pessoas tenham responsabilidades e mantenham seus papeis dentro da comunidade ou da família.

2) Não abra mão de seus momentos de lazer. Esta é uma das formas mais eficazes de cuidar da saúde mental.

3) Exercite-se. Vários estudos comprovaram que atividade física contribui para melhora do desempenho relacionado ao aprendizado e à memória.

4) Mantenha uma dieta balanceada e um estilo de vida saudável, diminuindo a chance de desenvolver obesidade, hipertensão arterial, diabetes e aumento do colesterol. Estas doenças podem prejudicar as funções cerebrais.

5) Mantenha vínculos sociais. Os aspectos afetivos são extremamente importantes e auxiliam muito a memória.

6) Exercite sua memória, o que vai muito além de preencher palavras-cruzadas. Ouça música, escreva. Ao ler um livro ou jornal, faça comentários, análises ou compartilhe informações, falando sobre o que leu. Ao assistir um filme ou novela, por exemplo, experimente contar o enredo para outras pessoas.

7) Treine sua capacidade de foco, tentando concentrar-se na tarefa que está realizando naquele momento. Muitas vezes, a queixa de memória é, na verdade, relacionada com a dificuldade de se manter concentrado e isso ocorre cada vez mais nos tempos atuais, em que temos que dar conta de diversas coisas ao mesmo tempo. Lembre-se: não é possível memorizar aquilo em que não se prestar atenção.

8) Pessoas na faixa de 30 ou 40 anos, com dificuldades, devem tentar treinar a memória, aumentando sua concentração, realizando uma tarefa de cada vez. É muito comum o perfil do adulto jovem distraído, que necessita melhorar seu nível de atenção.

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Estudo mostra que idosos têm 3,7 vezes mais risco de desnutrição

Foto: Rodrigo Moraes
Um estudo feito pelo Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual mostrou que os idosos têm 3,7 vezes mais risco de desnutrição do que os pacientes adultos. Foram analisados dados de 950 pacientes, entre homens e mulheres, acima de 18 anos de idade, internados no Serviço de Cardiologia do Hospital do Servidor Público Estadual.

Depois de analisar dados sobre peso e altura para determinar o Índice de Massa Corpórea dos idosos, de acordo com o especificado pela Organização Mundial da Saúde, o resultado apontou que 46,3% dos casos tinham risco de desnutrição. Nos pacientes com mais de 60 anos o risco foi 53% e nos adultos 23%.

Segundo a nutricionista Erica Moura Fernandes, do Serviço de Nutrição e Dietética do Hospital do Servidor, o risco de desnutrição nos idosos é maior porque eles costumam desenvolver problemas de coração a partir dos 60 anos de idade. “São vários fatores que interferem no aparecimento da desnutrição, como baixa ingestão de alimentos, complicações relacionadas a doenças cardiovasculares, idade avançada e perda de peso involuntária”, disse.

O fato de viverem sozinhos também interfere na nutrição, explicou Erica, pois muitos dos idosos são responsáveis por comprar seus próprios alimentos e prepará-los. Outros não se alimentam bem porque não têm próteses ou sofrem com ausência de dentes. “Com a dificuldade para mastigar, o idoso não come carne, fonte importante para a boa qualidade nutricional. Normalmente, idosos também tomam muitos remédios o que altera seu paladar, diminuindo a vontade de comer”.

Outro fator que interfere na alimentação é a viuvez, que muitas vezes leva o idoso à depressão, estado emocional que diminui a fome. Além disso, a nutricionista destacou o baixo poder aquisitivo da grande maioria dos idosos aposentados, e recebem um benefício baixo para suas necessidades. “Eles têm que priorizar a compra dos medicamentos e não conseguem comprar os alimentos adequados”. A queda da capacidade cognitiva também pode levar o idoso a se alimentar mal. “Muitos não podem ir até o fogão e dependem de alguém para preparar sua comida, e nem sempre isso é possível”.

Devido a esses fatores a possibilidade de o idoso desenvolver desnutrição é maior, e Erica ressaltou que quando os pacientes chegam ao hospital estão bastante debilitados. “Normalmente os cardiopatas chegam a enfartar ou a ter complicações, geralmente porque não têm uma alimentação adequada. Quando chegam ao hospital são submetidos a uma dieta diferente, com pouco sal e restrições, o que interfere na aceitação alimentar”.

Erica explicou que o paciente cardiopata precisa de mais energia para digerir os alimentos, o que o faz entrar em hipermetabolismo. “Isso também pode provocar a desnutrição porque ele consome muito mais nutrientes do que uma pessoa normal”. A cardiopatia também causa inchaços o que provocam má absorção de nutrientes, resultando na desnutrição. “O paciente que está inchado tem má sensação de plenitude gástrica, ou seja, come mas não consegue aceitar o alimento”.

A nutricionista ressaltou que é importante identificar a desnutrição assim que o paciente chega ao hospital para determinar a alimentação adequada durante a internação e depois da alta. [ABr]

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O calendário a seu favor para transformar a sua vida

Por Orlando Augusto (*) 

O calendário nos indica apenas o dia e ano em que estamos, mas não é capaz de dizer como foi nosso ano até aqui, uma vez que cada um de nós teve neste período uma percepção de tempo de uma forma diferente, muito particular.

Muitas pessoas acreditam ainda que o tempo passa do mesmo jeito para todo mundo. Este foi um senso comum defendido até por Isaac Newton, considerado o pai da ciência moderna. Mas, outro gênio, chamado Albert Einstein, percebeu que esta teoria não estava certa, uma vez que o tempo corre de forma diferente.

Einstein foi além e defendeu que o tempo não é um rótulo para todo universo. Esta constatação nos deu uma imagem muito rica na qual cada um tem seu próprio tempo que corre a um ritmo particular.

Responda rápido: qual foi a percepção deste ano até agora? A maioria das pessoas nem sequer percebeu o fim deste período. Isso porque continua com os mesmos medos, as mesmas dúvidas. E os sonhos? Agendados para algum dia!

Desculpe-me se estou sendo invasivo demais, mas se você chegou até este parágrafo do artigo é porque, provavelmente, de alguma forma tem alguém aí dentro de você que clama por dias melhores e que há muito tempo vem te incomodando e pedindo para viver uma vida realmente digna, prazerosa, autêntica e, principalmente, baseada em seus sonhos e motivos e não os dos outros.

Para tanto, você sabe que tem que haver uma certa pressão criada por você mesmo, uma pressão que tire você da zona de conforto, que te desafie. Trata-se de uma pressão positiva que irá contribuir com a sua expansão e o seu crescimento. Afinal, somente quando somos postos a prova, quando realmente nos incomodamos é que nos transformamos. Enquanto você estiver 100% confortável, não se iluda. Não haverá mudanças!

Neste contexto, a humanidade é muito parecida. Não importa aonde chegamos ou quanto evoluímos. Queremos muito mais e, por isso, eu e você somos muito parecidos: não estamos dispostos a esperar que algo acidentalmente ocorra para realizarmos nossos sonhos, para sermos especiais e importantes, para que nossa vida tenha significado, propósito.

Queremos uma vida que possa ser chamada de vida de verdade, que não propicie apenas a sobrevivência e o pagamento das contas. Queremos – e podemos procurar – uma vida com propósito, com entusiasmo juvenil, com gosto. Uma vida que perceba o tempo não como carrasco, não com estresse, mas com aquela pressa por saber que tem tantas coisas boas para fazer que eu até gostaria de ter mais tempo.

Sabemos o quanto é fácil fazer promessas num momento de euforia e pensar que este ano tudo vai ser diferente e que você vai fazer acontecer, mas você sabe que esta é a vida ideal que deveríamos ter e que, infelizmente, a grande maioria das pessoas só assiste no cinema, só encontra nas páginas de um livro ou se ilude nas promessas que faz ao longo do ano.

Isso ocorre porque passado este momento de euforia de quando se fez as promessas descobrimos o quanto é difícil fazer e manter isso no dia a dia e o quanto é mais fácil apenas virar o calendário de novo e ver a vida avançar no “piloto automático”. Desta forma, os sonhos são adiados mais uma vez, por muito, muito tempo.

Que tal você, então, declarar que terá no final deste ano uma passagem para 2014 muito superior a todas que teve até hoje? Pense nisso! Busque uma forma diferente para obter resultados diferentes.

(*) Orlando Augusto é Palestrante, Trainer e Psicoterapeuta especialista em Alta Perfomance há mais de dez anos. Ministra o treinamento Os Super Humanos (www.ossuperhumanos.com.br), que utiliza o que existe de mais atual na ciência do comportamento humano num mix de tecnologias.

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Ansiedade e estresse podem levar a descontrole alimentar

Ansiedade e o estresse lideram fatores
responsáveis pelo descontrole alimentar
Alimentação emocional. Sabe o que é isso? É quando quando a pessoa come mesmo sem fome em resposta a determinadas emoções. Os riscos à saúde são grandes e as principais consequências são ganho de peso e “efeito sanfona” (o indivíduo engorda e emagrece frequentemente). Entre os sentimentos mais comuns, a ansiedade e o estresse lideram os fatores responsáveis pelo descontrole alimentar.

Segundo Lara Natacci, nutricionista do programa, sensações como tristeza, raiva ou culpa não melhoram depois que comemos. “Ao contrário, depois de comer demais para compensar esses sentimentos, vêm a frustração e a sensação de fracasso."

Ela diz que associar comida como alívio para os problemas pode ficar “programado” no cérebro. “O mais indicado, nos casos de alimentação emocional, é buscar orientação psicológica para trabalhar o comportamento compulsivo em relação à comida, além de acompanhamento nutricional e atividades físicas”, pondera.

Identificar o que dispara o desejo de comer, além da necessidade do corpo, e descobrir a verdadeira relação com a comida são os primeiros passos para emagrecer com saúde. “Quem se relaciona com os alimentos pela emoção tem tendência a consumir mais carboidratos, laticínios e gorduras, que em excesso causam aumento de peso e, consequentemente, doenças relacionadas à obesidade.”

Confira abaixo algumas orientações da nutricionista para identificar o consumo emocional e como evitá-lo.

Características da fome emocional:

1. A fome emocional aparece de repente, enquanto que a fome fisiológica surge gradualmente.
2. Normalmente, o alimento emocional é de um tipo específico, que “conforta” a pessoa, e o consumo é urgente, não sendo possível esperar.
3. Quando o impulso de comer for desencadeado pela fome emocional, se o indivíduo se distrair com uma atividade prazerosa, ele pode desaparecer. Se for desencadeado pela fome fisiológica, ele não desaparecerá.
4. Se a pessoa come por emoção, muitas vezes, ela não consegue parar de comer, mesmo de já estiver saciada.
5. O fato de comer por emoção causa sensações de culpa e frustração, enquanto em condições normais a ingestão alimentar pela fome não causa essas sensações negativas.

Como evitar:

1. Bom fracionamento da alimentação. Pequenos lanches ao longo dia, além do café da manhã, almoço e jantar.
2. Evitar restrição alimentar severa.
3. Consumir alimentos fontes de triptofano, um precursor da serotonina (grão de bico, lentilha, laticínios, cereais), magnésio (cereais integrais e folhas verde-escuras), e carboidratos complexos (cereais ricos em fibras), que ajudam a melhorar o ânimo e a sensação de bem estar
4. Técnicas de relaxamento.
5. Atividade física regular.
6. Sono adequado.

[SecSaúdeSP]

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Colesterol está cada vez mais presente em crianças

Foto: Steven Depolo
Os problemas causados pelo colesterol não são mais novidade. O que vem causando preocupação é o aumento do colesterol em crianças e adolescentes. Há alguns anos, os exames de colesterol começavam a ser pedidos para pessoas com mais de 20 anos, hoje já começa a fazer parte da rotina de exames de adolescentes, crianças e até bebês.

O estilo de vida que a modernidade trouxe tornou a garotada mais sedentária, trocando, muitas vezes, a atividade física por vídeo games e computadores. A alimentação também ficou mais gordurosa, com fast food, refrigerantes e comidas prontas. O grande vilão da nutrição, entretanto, tem sido os refrigerantes. Com altos índices de gordura, açúcar e sódio, eles são venerados pelas crianças.

A coordenadora da pediatria do Hospital Sepaco, a dra. Célia Regina Pacerini Moreno, faz um alerta sobre o problema e explica um pouco mais sobre esta doença.

O colesterol é um lipídio – tipo de gordura – que funciona como componente estrutural das membranas celulares em todo corpo, e existe naturalmente em no organismo. “Podem ser classificados em dois tipos: o HDL, também chamado de colesterol bom, que transporta o colesterol das células para o fígado e fornece proteção contra o entupimento das artérias; e o LDL, conhecido como colesterol ruim, que causa o depósito da gordura nas artérias”, explica.

Quando em excesso, o LDL se deposita nas paredes arteriais – vasos que levam o sangue para os órgãos e tecidos – causando seu entupimento, processo denominado arteriosclerose. Quando o acumulo ocorre em artérias coronais ou cerebrais, pode levar ao infarto e ao AVC (Acidente Vascular Cerebral).

A prevenção da doença é simples: criar hábitos saudáveis nas crianças desde cedo com o estimulo de atividades físicas e uma alimentação balanceada. “Quanto aos doces e refrigerantes? Eles podem ser consumidos sob controle dos pais. É possível escolher um dia na semana para que a meninada possa comer lanches, bolachas, etc. Não ter este tipo de alimento em casa, dificultando o acesso, também ajuda a criança a ingerir alternativas saudáveis, como sucos e frutas nos intervalos das refeições”, alerta a doutora.

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Senado proíbe venda de refrigerantes e alimentos gordurosos nas escolas

Coxinha pode ser proibida nas escolas
(Foto: Claire Taylor)
A garantia de uma alimentação adequada nas escolas de ensino básico do país depende agora da aprovação dos deputados federais. Hoje (21), o Senado concluiu a votação do projeto de lei que proíbe cantinas e lanchonetes instaladas em escolas de vender bebidas com baixo teor nutricional, como os refrigerantes, ou alimentos com quantidades elevadas de açúcar, de gordura saturada, de gordura trans ou sal.

O montagem dos cardápios destes estabelecimentos é motivo de preocupação em alguns estados, que definiram normas para os cardápios oferecidos aos alunos, mas, até hoje, não há regra que padronize a medida nacionalmente. O assunto é discutido no Congresso há quase oito anos.

Os senadores esperam uniformizar a qualidade dos alimentos e estimular ações de educação nutricional e sanitária nas escolas. O projeto havia sido aprovado no colegiado mas, como a decisão é terminativa, a medida precisou ser submetida a segundo turno de votação. O projeto segue agora para apreciação da Câmara dos Deputados.

Da Agência Brasil

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Tempo extremamente seco aumenta procura por atendimento médico; saiba como evitar

Historicamente, agosto é considerado o mês mais seco do ano em São Paulo, mas a cidade já está em estado de atenção por não ter chuvas há mais de 10 dias. Algo preocupante para a população e, principalmente, para as pessoas mais suscetíveis às doenças alérgicas, uma das mais comuns é a rinite.

Segundo a dra. Cristiane Passos Dias Levy, otorrinolaringologista do Hospital Paulista, a rinite é um processo inflamatório da mucosa nasal decorrente de uma reação exagerada a uma ou mais substâncias, chamadas de alérgenos, não tem cura, mas é possível mantê-la sempre sob controle.

Há vários fatores que podem contribuir para a ocorrência de rinite alérgica, desde a predisposição familiar, mas essencialmente o contato com os agentes que desencadeiam o processo alérgico. Entre eles estão a poluição ambiental, poeiras, ácaros, pêlos de animais domésticos e até mesmo uma mudança brusca de temperatura, variação na umidade relativa do ar, qualquer cheiro mais forte ou até mesmo estresse.

Na verdade, o paciente alérgico possui a mucosa nasal tão “sensível” que deixa de reagir apenas a esta ou aquela substância que causa alergia e passa a inflamar por literalmente qualquer motivo.

No mundo inteiro nota-se um aumento da incidência de rinite com o passar das décadas. Alguns estudos quantificam esse crescimento em até 40%.

Principais Sintomas:
Irritação no nariz, na boca, nos olhos, na garganta, na pele ou em qualquer outra região;
Coriza;
Espirros;
Lacrimejamento nos olhos.

Sintomas da rinite alérgica que podem se apresentar posteriormente:
Congestão nasal;
Tosse;
Diminuição da audição e diminuição do olfato;
Dor de garganta;
Olheiras e olhos inchados;
Fadiga e irritabilidade;
Cefaleia;
Problemas de memória e lentidão de raciocínio

Como tratar?
O tratamento da doença tem início com o controle do ambiente para reduzir a exposição aos fatores que desencadeiam a alergia, ou com medicamentos para conter os sintomas e a inflamação da mucosa nasal.

Para evitá-la, medidas simples como dar preferência a pisos que possam ser limpos com um pano úmido (pelo menos uma vez por dia), manter a casa arejada e ventilada, evitar o uso de tapetes, cortinas, carpetes, bichos de pelúcia e o contato com cães e gatos, tirar do guarda-roupas cobertores e tudo que não é utilizado com frequência para tomar sol e usar aspiradores, ao invés de vassouras e espanadores que espalham mais a poeira.

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Brasil vai testar vacina contra dengue em humanos

Foto: Agência Brasil
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o Instituto Butantan a fazer testes da vacina contra a dengue em seres humanos. O teste terá a duração de cinco anos e será feito em 300 voluntários. Segundo o Ministério da Saúde, a autorização dada pela Anvisa é para a fase dois do estudo e visa a analisar efetivamente a eficácia e segurança da vacina tetravalente e que pretende prevenir a população contra os quatro tipos da doença (1, 2, 3 e 4).

Os testes em pessoas serão feitos no Instituto Central (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo-USP); no Instituto da Criança (Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP) e no Hospital das Clínicas (Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto – USP). O ministério está investindo R$ 200 milhões na pesquisa da vacina contra a dengue e projetos de outros produtos biológicos.

A pesquisa da nova vacina foi iniciada em 2006 pelo Instituto Butantan. Se for aprovada em todas as etapas da pesquisa clínica, poderá ser vendida e distribuída à população. A perspectiva do governo, em caso de sucesso em todas as etapas, é atender a demanda global e também exportar a vacina contra a dengue.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, avalia que a autorização para os testes é um grande passo para o enfrentamento da doença e faz parte dos esforços do governo para proteger a população contra a dengue.

O Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos Bio-Manguinhos, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), também está pesquisando uma vacina contra a dengue com apoio do Ministério da Saúde. Os estudos começaram em 2009, em parceria com o laboratório privado GSK. [ABr]

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Despertar o "Eu Interior" é o principal desafio

Por Benedicto Ismael Camargo Dutra*

As novas gerações estão enfrentando vários impactos dentre os quais a desaceleração econômica que vem reduzindo os empregos nos países desenvolvidos e o aumento da violência urbana em nações desiguais como o Brasil. Também estão observando os efeitos das alterações climáticas e suas consequências catastróficas. Há um descrédito nos gestores da religião, da economia e das finanças públicas. Qual influência exerce sobre os jovens tantas notícias de crises, onde supostamente não deveriam existir, como na religião, nos governos, na administração pública ou privada? Onde encontrar um alento esclarecedor, uma saída? Onde encontrar a Verdade?

O grande desafio é atingir o eu interior, que todos nós possuímos, e que se manifesta na consciência do próprio existir. Ele está adormecido. Precisa ser despertado para ajudar, para agir. Reflexões fortalecem. Pensamentos esvoaçantes atrapalham. Ouvir com atenção, interiorizar as vivências, favorece a movimentação. A partir dos anos 1970 ocorreram mudanças que afetaram profundamente o preparo das novas gerações com o aumento dos estímulos para o fortalecimento do raciocínio em prejuízo da intuição.

Os jovens de hoje são seres humanos da mesma forma como as pessoas de mais idade, cujo eu interior ainda se mantém mais ou menos ativo, agindo com bom senso e algum lampejo intuitivo. Mas com os avanços da tecnologia e as mudanças na educação, e com a redução do hábito de ler e do aprendizado por convivência, o eu interior se apresenta mais travado nas novas gerações.

Atualmente se fortalece a crença de que a felicidade está na conquista do prazer imediato, o que cria uma barreira para a busca do sentido da vida. Estamos diante de uma geração que quer o prazer imediato sem grandes preocupações com o significado da existência.

Às vezes, quando adentramos num recinto ou numa moradia, somos surpreendidos por algum arranjo de flores com sua beleza e sua leveza. No entanto, nem sempre observamos a mesma delicadeza nas formas de pensamento presentes nesse local. Isso porque as pessoas não se preocupam com a sua maneira de pensar, falar e agir; não ouvem o seu íntimo. Então, percebemos formas agressivas, ríspidas, sem coração, geradas na oficina do cérebro, pois o eu interior está travado. O escritor alemão Abdruschin (1875 – 1941) explica com clareza a origem disso, mostrando a diferença entre o ser humano materialista, que obedece cegamente ao seu raciocínio, e o ser humano de coração, que age com amor e generosidade, movido pelo lampejo espiritual - a sua intuição.

A beleza das flores indica o caminho da leveza, mas teimosos, os humanos frequentemente preferem a rudeza do raciocínio movido pela desconfiança, medo e cobiça.

Algumas vezes consegui manter uma conversa com o “eu interior” da pessoa com a qual estava falando. Outras vezes notei como o raciocínio atrapalha e dificulta, impedindo o diálogo, pois o eu interior geralmente age com justiça e generosidade, o que contraria o ego. Hoje está cada vez mais difícil estabelecer o verdadeiro diálogo entre as pessoas. As novas gerações sofrem com isso e com o peso da tecnologia, cada vez mais baseada no raciocínio, e sua forte influência na educação.

E enquanto o raciocínio trava, o eu interior abre o caminho para uma visão mais ampla. A época exige comedimento e bom senso. Os jovens não pensam sobre isso; não são conduzidos a isso. Tudo conspira contra, para que os pensamentos permaneçam na superfície, sem análise, sem interiorização. E sem a conexão com o eu interior, as pessoas agem como robôs, preponderando as influências externas nas tomadas de decisões.

Com o eu interior desperto vamos adquirindo visão de conjunto, capacidade de análise e melhor compreensão da situação, reconhecendo os pontos críticos. Para alcançar melhores resultados temos de fazer um esforço visando o fortalecimento do eu interior e a sua movimentação. Precisamos compreender que a presença humana no planeta deveria promover a melhora das condições de vida, não o contrário. Isso, a família e a educação precisariam transmitir às novas gerações.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, e associado ao Rotary Club São Paulo. Realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. É também coordenador dos sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br, e autor dos livros “ Conversando com o homem sábio”, “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”, “O segredo de Darwin”, e “2012...e depois?”. E-mail: bicdutra@library.com.br

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Consumo habitual de café pode prevenir doenças

Análises realizadas nos últimos cinco anos com 150 consumidores de café pelos pesquisadores da Unidade de Pesquisa Café e Coração, do Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), revelaram maior atividade antioxidante no organismo e melhor desempenho em exercícios físicos. Segundo um dos cientistas envolvidos na realização da pesquisa, o médico Bruno Mahler Mioto, os resultados mostram que o consumo habitual de café em doses moderadas pode trazer efeitos benéficos para a saúde e contribuir para a prevenção de doenças.

Mioto aponta que o estudo procura esclarecer dúvidas a respeito dos efeitos do consumo de café na saúde humana. “Já se sabe que a ingestão de altas doses de cafeína pode desempenhar efeitos deletérios na pressão arterial e na frequência cardíaca”, diz. “Entretanto, esse efeito foi obtido em testes nos quais se utilizou cápsulas de cafeína pura, em que cada unidade equivalia a seis xícaras grandes de café”, conta. “Quando se analisa o consumo habitual de café, os resultados obtidos são geralmente neutros ou positivos”, afirma.

Os participantes do estudo inicialmente ficaram 21 dias sem ingerir café. Em seguida, tomaram café continuamente, 450 mililitros (ml) por dia, em dois períodos de 28 dias, sendo que em cada um deles variava a intensidade da torra do café (média ou escura). Em cada fase foram realizados exames de holter, colesterol, pressão arterial, testes de esteira e de reatividade vascular, entre outros. “As análises do plasma sanguíneo revelaram maior atividade antioxidante nos consumidores de café, seja com o café de torra média ou com o de torra escura”, destaca Mioto.

De acordo com o médico, o café pode ser uma das principais fontes de antixoxidantes na dieta, se consumido de forma razoável. “A literatura médica também registra que o café tem efeito protetor contra diabetes”, conta. Nos testes de esteira, os consumidores de café tiveram melhor performance atlética e maior tempo de exercício. “Este resultado foi verificado também nos pacientes coronáriopatas, que não apresentaram nenhum evento cardíaco adverso, como angina ou arritmias”, acrescenta Mioto.

Prevenção de doenças
Outro benefício para a saúde associado ao café verificado na pesquisa é que a bebida não tem efeito negativo sobre a reatividade vascular, função endotelial associada à vasodilatação e a formação de radicais-livres. “Outros estudos demonstram que o café melhora a memória e atenção e, quando consumido na merenda escolar, pode melhorar o desempenho dos alunos”, relata o médico. “Um estudo com 300 mil pacientes realizado nos Estados Unidos revelou que o café está associado a diminuição de mortalidade total, por doenças cardiovasculares ou mesmo devido à causas externas”.

De acordo com Mioto, a pesquisa do InCor tem demonstrado que o consumo habitual da bebida está associado à prevenção de doenças. “Uma pessoa que toma café habitualmente geralmente adquire tolerância à cafeína, impedindo que aconteçam efeitos adversos como palpitações e arritmia cardíaca, que podem ocorrer em consumidores esporádicos”, destaca.

Todos os cafés testados levaram a um aumento discreto dos níveis de colesterol. “Numa próxima etapa do estudo, serão verificadas quais as subfrações aumentaram, e se são benéficas ou prejudiciais à sáude”, diz o médico. O café com torra escura não teve impacto na pressão arterial, enquanto o de torra média causou discreto aumento, provavelmente sem nenhuma relevância clínica. “Imagina-se que a torra mais escura elimine substâncias (que não a cafeína) que influenciem na pressão arterial, visto que o consumo de café descafeinado também pode determinar discreta elevação da pressão”.

As pesquisas são realizadas na unidade de pesquisa Café e Coração, do InCor. Os estudos têm a colaboração da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e da Associação Brasileira das Indústrias de Café (Abic). “Já foram analisados 150 pacientes, a meta é chegar a 300”, afirma Mioto. “Os participantes recebem cafeteira, filtros, medidores e garrafas térmicas, além de café com certificação de qualidade da Abic, de modo que não consumissem outros cafés durante o período de estudo”. Os testes também deverão ser feitos com café do tipo expresso e com café descafeinado. [AgUSP]

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Nível socioeconômico influi no acesso a alimentos saudáveis

Foto: Royalty-Free/Corbis
Uma pesquisa realizada na Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP mostra que estabelecimentos de comercialização de alimentos localizados em bairros de maior nível socioeconômico apresentaram um maior número de opções saudáveis, quando comparados a estabelecimentos similares, mas localizados em áreas de menor nível socioeconômico.

A pesquisa Ambiente alimentar urbano em São Paulo, Brasil: avaliação, desigualdades e associação com consumo alimentar foi realizada pela doutora em Nutrição em Saúde Pública Ana Clara Duran. Sob orientação da professora Patricia Constante Jaime, a pesquisadora estudou estabelecimentos de comercialização de alimentos — restaurantes, lanchonetes, pequenos mercados de bairro, supermercados, feiras-livres e outros que comercializassem alimentos em 13 distritos da capital paulista. O acesso a alimentos saudáveis foi medido a partir de indicadores que reuniram informação sobre disponibilidade, variedade, qualidade, preço e propaganda de alimentos: frutas e hortaliças, refrigerantes e outras bebidas açucaradas, salgadinhos e biscoitos recheados.

Segunda etapa
Em uma segunda etapa da pesquisa, a pesquisadora entrevistou 1.842 adultos residentes nos mesmos distritos acerca do consumo dos mesmo alimentos estudados (frutas e hortaliças, refrigerantes e outras bebidas açucaradas, salgadinhos e biscoitos recheados), comportamento de compra de alimentos e dados demográficos e socioeconômicos.

Com tais informações foi capaz de analisar a associação entre aspectos do ambiente alimentar próximo à residência — disponibilidade, variedade, qualidade, preço e propaganda de alimentos — e consumo de frutas, hortaliças e bebidas açucaradas. Para isto utilizou análises estatísticas — modelos multiníveis — ajustadas para dados individuais.

Após ajustes para medidas individuais de sexo, idade, educação e renda, preços altos de bebidas açucaradas em regiões mais pobres de São Paulo foram associados a uma menor chance de consumi-las; enquanto a associação foi inversa nos bairros mais ricos da cidade. Viver próximo a mercados e outros estabelecimentos com disponibilidade de frutas aumentou em cerca de 50% a 70% a chance dos moradores de consumirem frutas em cinco dias ou mais na semana.

Considerando tais resultados a pesquisadora concluiu haver diferenças no acesso a alimentos saudáveis em São Paulo, favorecendo as regiões da cidade de nível socioeconômico mais alto. Ademais, aspectos do ambiente alimentar foram associados ao consumo de frutas e bebidas açucaradas. Políticas públicas e intervenções com o objetivo de diminuir as desigualdades de acesso da população a alimentos saudáveis devem considerar o impacto de aspectos do ambiente alimentar — disponibilidade, preço, variedade e qualidade de alimentos saudáveis e não saudáveis. [AgUSP]

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Levar marmita para o trabalho requer cuidados com alimentação saudável

Hábito cada vez mais comum, a marmita que é levada para o trabalho por muitos brasileiros deve conter uma refeição saudável, equilibrada e balanceada. Além de ser econômica, é preciso evitar contaminação e intoxicação alimentar. O programa Meu Prato Saudável, parceria do Instituto do Coração (InCor) e do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP com a LatinMed Editora em Saúde, faz um alerta sobre os cuidados na preparação e transporte de marmitas de casa para o trabalho.

“Se o trajeto até o trabalho for longo, o ideal é acondicionar o recipiente em uma bolsa térmica. Assim, é possível manter a temperatura dos alimentos e evitar que sofram alterações no sabor, na cor e na textura ou até mesmo que estraguem. Saquinhos de gelo podem ajudar” explica Lara Natacci, nutricionista do Programa Meu Prato Saudável.

A especialista recomenda que, antes de montar a marmita, coloque os alimentos em um prato. Isso facilita na hora de calcular a quantidade de cada alimento. Metade do prato deve ser preenchida com verduras e legumes. A outra metade pode ser completada da seguinte maneira: 1/4 com carboidrato (arroz ou batata ou massas) e o 1/4 restante com proteínas vegetais (feijão, soja, lentilha, ervilha, grão-de-bico) e animais (carne bovina, frango, peixe e ovo). “É importante colocar uma fruta para a sobremesa”, orienta Lara.

Ao colocar os alimentos dentro do recipiente,  separe os quentes dos frios. “Alguns deles possuem divisórias, o que facilita na hora de montar. Outra opção é levar a salada em recipiente à parte”, diz.

Além disso, a nutricionista sugere que se evite colocar na marmita alimentos fritos, que levam molhos ou ovos, pois têm maior probabilidade de estragar e podem contaminar todo o restante da comida. Outra dica é temperar a salada apenas na hora de comer.

Opções de marmitas saudáveis:

Opção 1:
Salada: Alface americana, tomate, cenoura ralada e beterraba ralada.
Prato quente: Arroz, feijão carioca, couve refogada e carne cozida.

Opção 2:
Salada que pode ser esquentada: Legumes cozidos no vapor: cenoura, brócolis, couve flor e berinjela.
Prato quente: macarrão integral e filé de frango grelhado.

Opção 3:
Prato frio: salada de folhas variadas, tomate cereja, cenouras baby, grão de bico cozido, milho cozido, croutons e atum ralado.

Opção 4:
Prato único: Arroz de forno: arroz, molho de tomate fresco, frango desfiado, ervilha, cenoura em cubinhos, brócolis, champignon.
 
Opção 5:
Sanduíche: pão integral, queijo cremoso, rosbife fatiado, folhas de alface, rúcula e erva-doce picada.

Atenção aos tipos de recipientes:

Plástico: São mais práticos, mas é importante tomar alguns cuidados. Para não correr riscos, retire a comida da marmita e coloque em um prato na hora de esquentar no micro-ondas e, se for no fogão, coloque em uma panela. Evite o banho-maria, o plástico pode derreter. Existem algumas versões elétricas, mas prefira as que têm divisórias.

Vidro: É a melhor opção, e pode ser colocado no micro-ondas, sua higienização é simples.

Alumínio: A tradicional marmita é de alumínio, que pode alterar a composição e o sabor da comida, como molho de tomate, por exemplo. E também não pode ir direto no micro-ondas. Recomenda-se esquentá-la em banho-maria. [AssCom]

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Testes genéticos permitem programar gravidez sem sustos

Óvulos de qualidade duvidosa estão relacionados, em 80 a 92% das ocorrências, com acidentes cromossômicos que geram bebês com Síndrome de Down – entre outros problemas genéticos. A chances de uma mulher com 35 anos ter um filho com SD são de 1/275. Aos 40, a possibilidade é de 1/100 e aos 45 de 1/25. Mas o problema pode acontecer em mulheres mais jovens, com menos de 35 anos.

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“Conforme a idade, a alteração nos embriões e nos abortos aumenta muito – estes acontecem também devido a problemas cromossômicos não compatíveis com a vida”, explica o Prof. Dr. Ciro Martinhago, especialista em Genética Reprodutiva. Segundo Martinhago, as ocorrências de Síndrome de Down hoje são classificadas em:

• Mulheres com mais de 35 anos (80 a 92% dos casos)
• Predisposição genética – parente de 1º grau com SD (4 a 7 % dos casos)
• Acidentes cromossômicos que requerem estudo (em torno de 1%)
• Importante: 80% das crianças com Síndrome de Down são de mães jovens, abaixo dos 35 anos.


Independentemente da faixa etária, as mulheres podem programar sua gravidez de forma eficaz com recursos já disponíveis:

1) Aconselhamento genético: uma consulta com um Geneticista Clínico pode ajudar e muito no planejamento da gravidez, especialmente se houver casos de SD na família, fatores étnicos que predispõe a doenças genéticas importantes (Doença de Tay-Sachs ou Anemia Falciforme), problemas de desenvolvimento ou malformações genéticas ocorridas na família de um dos parceiros, parentesco de primeiro ou segundo grau entre os parceiros... entre outras razões. (veja lista completa no link: Aconselhamento Genético, ou nada.

2) Congelamento de óvulos: recurso ainda caro, mas interessante, e já bastante usado por muitas mulheres. Basta ir a uma clínica (ou laboratório) de reprodução assistida, onde os óvulos serão preservados. Uma forma de engravidar aos 40 com óvulos de 25 anos.

3) Diagnóstico pré-implantacional: também depende de recursos da reprodução assistida. Depois de formados os embriões, é retirada uma célula para rastrear doenças genéticas e sexo do embrião, além de outras características genéticas que possam ser importantes para a futura gravidez. O Dr. Ciro Martinhago fez a seleção genética do embrião que gerou Maria Clara, que no dia 19 de abril doou células tronco para salvar a irmãzinha, Maria Vitória, portadora de talassemia. (veja reportagem da Folha de São Paulo: Bebê gerada após seleção genética doa medula a irmã)

4) Diagnóstico genético pré-natal: a partir da 5ª semana de gravidez aparecem fragmentos de DNA do feto no sangue da futura mãe. Com um sequenciador de última geração, é possível identificar e mapear o genoma do feto para detectar desordens cromossômicas, como a Síndrome de Down, e diversas outras doenças genéticas. Esta é uma revolução na medicina da reprodução humana, pois o diagnóstico é preciso (99,99999...%) e o exame é não invasivo – nenhum risco para o feto. Para muitos casais essas informações são de extrema importância e, com o apropriado suporte clínico, fazem a diferença para uma gravidez emocionalmente bem sucedida.

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Cosméticos naturais mantêm a pele livre do bisturi

Qual mulher nunca sonhou em ficar o dia inteiro numa clínica de estética? É a limpeza de pele que deixa a cútis mais bonita; o peeling que proporciona um aspecto mais jovial, estimulando a elastina e o colágeno; a drenagem linfática que elimina inchaços e celulites. Hoje, muitos tratamentos podem ter continuidade em casa, desde que a pessoa receba orientação de um profissional, e adquira produtos de qualidade para a realização do procedimento.

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Segundo Sônia Cartaxo, sócia-proprietária das franquias Anna Pegova Brasília Norte e Sul, a tecnologia dos ingredientes usados é patenteada pela própria marca. “Desenvolver um produto não é apenas colocar diversos ingredientes dentro de um pote. É necessário um tempo para a realização de testes e pesquisas’’, declara a empresária, que também é esteticista.

Como exemplo, um dos produtos é a Argireline, usada no Sérum Pegoff 3 em 1, que é um composto de ação idêntica à toxina botulínica (botox). Ou seja, ela impede que os músculos se contraiam, proporcionando suavização das rugas e marcas de expressão. Para quem teme o bisturi, a novidade vira uma alternativa, sendo obrigatório apenas o uso correto do cosmético. “Não adianta passar duas ou três vezes e esperar que milagres aconteçam. É necessário criar um fluxo que regularize a hidratação da pele, além de mantê-la protegida dos radicais livres que tanto influenciam no envelhecimento precoce.

Ela lembra às clientes para terem cuidados com outros fatores que aceleram o desgaste natural da pele. Entre eles estão a exposição excessiva ao sol, o cigarro, a poluição, as alterações hormonais, a alimentação desequilibrada e o estresse. Portanto, é fundamental modificar os hábitos de vida e aproveitar a tecnologia, se o objetivo for atrasar o relógio biológico e manter uma pele bonita e saudável.

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Exemplo dos pais influencia comportamento alimentar

Foto: Steven Depolo
O comportamento dos pais influencia diretamente o modo como as crianças lidam com a própria alimentação. Por isso, a melhor forma de educá-las é tomando atitudes que sirvam de exemplo, como escolher alimentos saudáveis; realizar as refeições na mesa; evitar fast-food e pratos e comidas prontas; oferecer alimentos saudáveis sem, com isso, forçar o consumo; e nunca usar alimentos não saudáveis, como doces, para “presentear” os filhos pelo bom comportamento.

Esses são alguns dos apontamentos da nutricionista Luciana Lorenzato, autora da dissertação de mestrado Avaliação de atitudes, crenças e práticas de mães em relação à alimentação e obesidade de seus filhos através do uso do Questionário de Alimentação da Criança (QAC). A pesquisa foi apresentada em 2012 na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP, sob a orientação do professor Sebastião de Sousa Almeida.

O estudo consistiu na aplicação do Questionário de Alimentação da Criança (QAC) em 150 mães que aguardavam para serem atendidas em consultas médicas em Postos de Saúde da cidade de Ribeirão Preto. O objetivo foi averiguar de que forma o comportamento dos pais influencia a obesidade dos filhos.

O QAC foi desenvolvido por um grupo de pesquisadores norte-americanos e pode ser aplicado em pais e mães de crianças entre 2 e 11 anos. Com 31 questões, trata-se de um instrumento que fornece informações sobre a percepção de responsabilidade dos pais em relação à alimentação dos filhos; a percepção que os pais têm do próprio peso e do peso dos filhos; a preocupação com o peso dos filhos; e se os pais utilizam estratégias de restrição, pressão para comer ou monitoramento durante os hábitos alimentares dos filhos.

A pesquisadora pode avaliar o IMC dos filhos, que é a proporção entre o peso e a altura ao quadrado. Luciana constatou que 80% das crianças estava com o peso adequado; e 17,3% acima do peso, sendo 11,3% com sobrepeso e 6% com obesidade. Já o IMC das mães indicou que 69,9% delas estava com peso adequado; e 23,3% acima do peso, sendo 17.9% com sobrepeso e 8% com obesidade. “Houve uma correlação positiva entre o IMC das mães e de seus filhos. Conforme o peso da mãe aumenta, aumenta também o peso dos filhos”, aponta Luciana.

Ao analisar as respostas das mães ao questionário, a nutricionista constatou que a maioria relatou ter peso normal desde a infância até a adolescência e o mesmo relataram em relação aos filhos. As mães se consideraram responsáveis pela alimentação deles; e preocupadas com aquilo que eles comem; concordaram com o ato de restringir o oferecimento de alimentos não saudáveis (como os ricos em gordura, açúcar e sal); concordaram com o uso de pressão para que a criança coma alimentos que consideram saudáveis; e acreditam que devem monitorar aquilo que os filhos comem.

Foi observada uma correlação positiva entre os fatores percepção de responsabilidade dos pais, peso da criança, restrição de alimentos e monitoramento, com o IMC dos filhos. Foi constatado ainda que, quanto menor o IMC das crianças, maior é a utilização de pressão para comer por parte dos pais.

Obesidade e infância
Luciana explica que a obesidade ocorre devido a interação de fatores genéticos, ambientais (dieta, influência familiar, da mídia e de amigos) e dietéticos (o que come e o quanto come). “O comportamento dos pais durante a alimentação dos filhos está associado à obesidade na infância. Isso é bastante relevante pois o comportamento alimentar de uma pessoa é formado exatamente durante esta fase”, destaca.

De acordo com a pesquisadora, muitas vezes o comportamento dos pais tem uma influência muito negativa nos filhos. Por exemplo, quando oferecem um alimento saudável em um contexto negativo, como uma forma de punir a criança: “se não comer a salada, não pode assistir televisão”. Ou o contrário, quando alimentos não saudáveis são oferecidos como uma espécie de “presente” pelo bom comportamento: “você fez o dever de casa, então vai ganhar um doce”.

Luciana explica que toda criança apresenta uma autorregulação interna de ingestão de alimentos que controla a fome e a saciedade. “Muitos pais interferem neste processo ao pressionarem os filhos a comerem quando já estão saciados. Isso impede as crianças de exercerem o próprio autocontrole”, alerta a nutricionista.

Educar pelo exemplo
A pesquisadora destaca que o melhor meio para que os filhos tenham uma alimentação correta e saudável é exatamente por meio do exemplo dos pais: as crianças irão se espelhar naquilo que presenciam os pais fazerem.

Já no caso da recusa que as crianças têm em relação a muitos alimentos, Luciana esclarece que não significa que ela não goste daquele alimento. “Algumas pesquisas indicam que é necessário oferecer o alimento entre 12 e 15 vezes até a criança decidir experimentá-lo. Mas isso deve ser feito apenas oferecendo e nunca pressionando para a criança comer”, finaliza.

Agência USP

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Mitos e verdades sobre o uso do fone de ouvido

Estudos mostram que, o limite de tolerância ao ruído está relacionado ao tempo de uso e à intensidade do som. Para um nível de ruído de 85 decibels (dB), por exemplo, recomenda-se no máximo a exposição de 8 horas por dia. Sendo assim, quanto maior a intensidade do som, o indivíduo deve se expor ao ruído por menos tempo. “Em relação ao uso de fones de ouvido, o recomendável é utilizar o volume até a metade da sua capacidade, não tentar abafar o som externo e deixar em uma intensidade que ainda consiga ouvir a própria voz, além de não ultrapassar duas horas de uso”, recomenda Maria do Carmo Branco, fonoaudióloga do Grupo Microsom, uma das mais conceituadas empresas de soluções auditivas do Brasil.

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Além disso, segundo a especialista, as mesmas orientações devem ser respeitadas para o uso em apenas um dos lados e, neste caso, revezar entre as orelhas. Também é fundamental evitar tempos prolongados de uso do equipamento, higienizar os fones é um aspecto importante para manter a saúde das estruturas externas da orelha e, no caso de algum sintoma, como dificuldade auditiva, dor de cabeça, zumbido e/ou tontura persistentes após a exposição aos ruídos intensos, recomenda-se procurar um médico otorrinolaringologista para avaliar os sinais.

Confira abaixo quais são os mitos e verdades do uso do fone de ouvido:

1. O uso do fone de ouvido pode prejudicar a audição?
Verdade. A utilização prolongada dos fones de ouvido em alto volume pode causar danos, como perda de audição. Por isso, é muito importante que as pessoas fiquem atentas a qualquer variação na sensibilidade auditiva.

2. O uso de fones de ouvido pode aumentar problemas de audição, caso seja utilizado de forma inadequada?
Verdade. Se uma pessoa já apresenta uma perda auditiva, o uso inadequado (em alta intensidade por períodos prolongados) pode piorar, ainda mais, a audição residual.

3. O fone menor, posicionado no interior do ouvido, é pior que o fone maior?
Verdade. Fones menores, usados dentro do canal auditivo, podem ser, ainda mais, prejudiciais. Fones externos, para esse fim, são melhores.

4. O som muito alto ouvido pelo fone é tão prejudicial quanto um show com efeitos sonoros sofisticados?
Verdade. O som alto, seja ele nos fones de ouvido ou em um show, é prejudicial sempre que estiver nas seguintes situações: exposição por período prolongado, intensidade alta (volume) e frequência da exposição. No caso de fones de ouvido internos, isso pode ser, ainda mais, perigoso pela forma como o som atinge o ouvido.

5. Em ambientes com ruídos constantes, ouvir música pelo fone é relaxante e evita malefícios do barulho?
Mito. A música pode ser prazerosa e relaxante, mas para que o uso de fones não seja prejudicial, recomenda-se utilizar o controle de volume até a metade, por no máximo duas horas, manter o volume em um nível que ainda consiga escutar a própria voz e não tentar mascarar o ruído externo.

6. O uso do fone em apenas um dos ouvidos tem gravidade menor do que a utilização em ambos?
Mito. Essa estratégia pode ser negativa se a pessoa, ao usar fone em apenas uma orelha, tentar aumentar, ainda mais, o volume, buscando ouvir a música e não ouvir o ruído externo. Neste caso, há risco do desenvolvimento de perdas auditivas unilateriais. A recomendação é a mesma: uso do controle de volume até a metade e cautela com o tempo de uso.

7. O fone de ouvido pode contaminar o ouvido da pessoa?
Verdade. O fone de ouvido não higienizado pode transmitir fungos ou bactérias para o ouvido, especialmente os fones pequenos utilizados internamente.

8. Algumas pessoas podem desenvolver sintomas, como o surgimento de labirintite, tontura e dores de cabeça por excesso de som alto?
Verdade. Muitos problemas de audição aparecem acompanhados de outros, como os descritos, já que o labirinto, órgão responsável pelo equilíbrio, está localizado na parte interna do ouvido. Muitos jovens (população que utiliza fones de ouvido com bastante frequência), já relataram ter escutado zumbido nos ouvidos. Mesmo que o sintoma desapareça depois de algumas horas, esse fato não deve ser ignorado e recomenda-se que a pessoa procure um médico otorrinolaringologista já que o zumbido pode ser um dos indícios iniciais do comprometimento auditivo. Vale lembrar que os prejuízos para a audição, em decorrência da exposição excessiva aos ruídos, são irreversíveis.

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Maquiagem contaminada: produtos vencidos ameaçam a saúde das mulheres

Foto: Fernanda Guerra
Mesmo usando maquiagem todos os dias, dificilmente as mulheres conseguem acabar com todos os seus produtos antes que o prazo de validade expire e a maioria não descarta os produtos vencidos. Uma pesquisa realizada pelo College of Optometrists, na Grã-Bretanha, revelou que nove em cada dez mulheres usam maquiagem vencida. No Brasil, de acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a média de vida útil de um produto fechado é de 24 meses. Normas do órgão determinam que a data venha impressa na embalagem, o problema é que grande parte das empresas ainda não disponibiliza a validade no frasco, somente na caixa ou no lacre plástico que é jogado fora assim que se abre o produto.

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De acordo com a gerente e bioquímica do LANAC — Laboratório de Análises Clínicas, Talita Sabedotti produtos usados após o vencimento podem trazer irritação cutânea com danos graves, pois a chance desse produto proliferar fungos e bactérias depois de aberto é bem grande. E mesmo aqueles que não têm a data de validade impressa na embalagem podem ser facilmente identificados, quando fora do prazo. "Ao crescerem, muitas bactérias produzem um cheiro ruim ou formam colônias. Nesses casos, é fácil perceber que o produto passou do ponto. Às vezes, até mesmo ainda dentro do prazo de validade, nota-se mudança na cor, na consistência ou no cheiro dos cosméticos", afirma a farmacêutica. A dica é descartar cremes e maquiagens em caso de qualquer alteração, por menor que seja, tanto no produto quanto na pele.

Além do prazo de validade estar em dia, é preciso ter cuidado na hora do armazenamento. Embora na maioria das vezes os cosméticos e maquiagens fiquem guardados no banheiro, Talita aconselha que o lugar não é o mais indicado para isso, pois a mudança de temperatura constante, pouca ventilação e muita umidade criam o ambiente perfeito para a proliferação de bactérias. O ideal é manter os produtos em ambientes frescos e secos, longe do calor e da luz excessivos, e não se esquecer de fechar bem os recipientes e limpar regularmente pincéis e esponjas.

Confira os prazos médios de validade:
Rímel – 3 a 6 meses
Base e pó compacto – 6 meses a 1 ano
Batom ou gloss - 1 ano
Lápis de olhos, sobrancelhas e lábios - de 6 meses a 1 ano
Delineador - 1 ano
Hidratante – 1 ano
Pincéis – Lavado mensalmente com sabonete neutro têm validade indeterminada.
Esponjas – Devem ser sempre individuais e trocadas a cada 3 ou 6 meses, dependendo da frequência do uso do produto.

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Tempo seco favorece problemas respiratórios

As consequências do chamado tempo seco para a saúde são várias vai desde ardência e irritação nos olhos e garganta, tosse seca ou “cheia” e boca seca, podendo ser evoluir para casos mais graves em pessoas que já tenham alguma doença crônica, como asma, causando crises de tosse e o agravamento da doença.

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Para evitar ou minimizar a ocorrência de problemas de saúde em decorrência do tempo seco, a  Secretaria de Estado da Saúde indica alguns cuidados importantes.

Durante este período também é comum o aumento da circulação de vírus respiratórios que podem causar coriza, tosse e febre por tempo variável, tendo, em alguns casos, complicações como crises de chiado, pneumonias e, em situações extremas, insuficiência respiratória com necessidade de internação hospitalar. As internações por doenças respiratórias aumentam cerca de 30% nessa época. Os grupos que merecem maior atenção são as crianças abaixo de 2 anos, idosos e portadores de doenças crônicas.

“Para aliviar os sintomas é necessário beber bastante líquido, lavar o nariz e os olhos com soro fisiológico, evitar exercícios físicos ao ar livre, principalmente entre 10h e 17h nos dias com baixa umidade do ar e evitar lugares fechados e de grande aglomeração”, recomenda o pneumologista Fábio Muchão, do AME (Ambulatório Médico de Especialidades) “Dr. Luiz Roberto Barradas Barata”, unidade da Secretaria localizada no bairro de Heliópolis, zona Sul da capital.

O especialista destaca, ainda, que é válido umidificar ambientes com baldes de água ou umidificadores, lavar sempre as mãos, tossir e espirrar em lenços descartáveis e higienizar as mãos na sequencia. Crianças, idosos e pessoas que já possuem histórico de doenças respiratórias crônicas são os grupos mais vulneráveis neste período e precisam redobrar os cuidados.

Dicas

- Ingerir bastante líquido (a não ser em caso de alguma restrição);

- Não faça exercícios físicos ao ar livre entre as 10h e 17h quando a umidade do ar estiver baixa;

- Deixe um recipiente com água ou um pano molhado no quarto antes de dormir;

- Não use o umidificador elétrico por muitas horas seguidas. O ambiente pode ficar muito úmido e causar mofo e bolor;

- Lave as narinas com soro fisiológico e/ou faça inalações com o mesmo produto;

- Mantenha os ambientes arejados e livres de tabaco e poeira;

- Evite frequentar lugares fechados em que haja grande concentração de pessoas ou procure ventilar ao máximo os ambientes fechados.

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Globo Repórter no mundo das curas inexplicáveis

Para conseguirmos algo para a nossa vida é necessário termos bons pensamentos, atitudes positivas e acreditar! Afinal, a fé move montanhas e também promove o bem estar. Até Jesus disse: "Se tu podes crer, tudo é possível ao que crê".

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E você acredita no poder da fé? Hoje aqui no Sempre Bem vamos relembrar uma edição de 2012 do programa Globo Repórter da Rede Globo que mergulhou no mundo das curas inexplicáveis.

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=GVKkORJ7HMw]

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Dor na relação sexual pode ser causada por queda na parede da vagina, comum a partir dos 40 anos

Desconforto durante a relação sexual, sensação de que há uma uma saliência ou abaulamento na vagina e perda involuntária de urina são alguns dos sintomas do prolapso genital, condição que pode atingir duas em cada dez mulheres a partir dos 40 anos. Popularmente conhecido como 'bexiga caída”, o prolapso genital é caracterizado pela queda da parede da vagina, consequência do enfraquecimento dos músculos da região pélvica, causando o deslocamento de órgãos como útero, bexiga, reto, intestino delgado e uretra. “Existem quatro graus de prolapso. Nos mais graves, a mulher sente uma bola na região genital, que causa enorme desconforto e constrangimento. Mulheres com prolapso passam a evitar seus parceiros, já que, além da vergonha, o ato sexual pode se tornar doloroso. A doença também prejudica a qualidade de vida, uma vez que causa a perda involuntária de urina”, explica a ginecologista da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e especialista no assunto, Silvia Carramão.

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Apesar de frequente, muitas mulheres ainda desconhecem o problema. “É comum elas sentirem vergonha de pedir ajuda ou acharem que é normal, consequência da idade. Algumas apenas buscam tratamento quando o prolapso está bastante avançado”, explica. O diagnóstico do prolapso é clínico e sua ocorrência está relacionada a múltiplos partos normais ou gravidez, obesidade, menopausa, cirurgias abdominais ou vaginais prévias, envelhecimento e algumas doenças musculares, neurológicas e genéticas. “Estudos mostram que, a cada década de vida, dobra a chance da mulher apresentar o prolapso genital, sendo que 11% das mulheres até os 70 anos precisarão de tratamento cirúrgico", explica.

Fique atenta!
A doença também atinge mulheres jovens, mas é mais comum a partir dos 40 anos principalmente em:
- Mulheres que tiveram mais de uma gravidez ou partos normais
- Após a menopausa
- Mulheres com diabetes, sobrepeso ou com algumas doenças musculares, neurológicos e genéticas
- Cirurgias anteriores
- Histerectomia (retirada do útero)
- Envelhecimento
- Genética
- Etnia

Os sintomas são:
- Desconforto na região genital
- Sensação de saliência na vagina
- Perda involuntária de urina
- Dificuldade ou dor nas relações sexuais

Tratamento
O tratamento varia de acordo com a intensidade. Nos prolapsos mais leves, são indicados exercícios para a região pélvica e, nos casos mais avançados, é necessário o tratamento cirúrgico. A operação pode ser tradicional, para restaurar a anatomia normal, ou com a utilização de malhas sintéticas, por via vaginal ou laparoscópica que corrigem os defeitos do assoalho pélvico, fortalecendo a região, com taxas de eficácia superiores a 90%. Tecnologias recém-lançadas no Brasil, como o Elevate, da American Medical Systems, também permitem a colocação da malha de forma minimamente invasiva, recobrindo a região pélvica que apresenta defeito com apenas uma incisão. “Estes tratamentos apresentam ótimos resultados, mas podem apresentar alguns efeitos colaterais, como a rejeição da tela, ou exposição da mesma na mucosa vaginal, devendo a paciente consultar o seu médico para verificar a melhor indicação cirúrgica”, afirma a ginecologista.

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Com autoestima e dicas de beleza, ex-modelo inspira mulheres em tratamento de câncer

Foto: Reprodução
Ao receber o diagnóstico de câncer a primeira reação é o choque. Já a segunda depende e muito de cada pessoa. Muitas acreditam que não vão vencer a doença e ficam deprimidas, isoladas, enquanto outras buscam maneiras de combater o problema e se tornam mais proativas. Quem segue a catarinense Flávia Flores, de 35 anos, no Facebook sabe que ela faz parte deste segundo grupo.

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Flávia descobriu no ano passado ter câncer de mama, depois de longos 10 dias após o baque, ela pesquisou na Internet algo que falasse sobre beleza e autoestima durante o tratamento de quimioterapia, mas nada encontrou. Resolveu então, criar sua própria página no Facebook: "Quimioterapia e Beleza". Nela, Flávia ajuda outras mulheres que estão na mesma situação e mostra como a vida durante a quimioterapia pode ser menos dolorosa, como aproveitar essa fase e que a busca da cura é o foco principal na vida dessas mulheres, família e amigos.

Hoje a página tem mais de 25 mil seguidores e tem repercutido muito nas redes sociais, por ser um projeto inédito tanto no Brasil como no exterior, que conta com diversas participações especiais, como as de Fernando Torquatto, Marisa Orth, Daniel Tupinambá, Wladmir Dal Bó, Clica Voigt, entre outros. Flávia interage diariamente com as suas seguidoras e acredita que a autoestima elevada é o segredo de um tratamento quimioterápico bem sucedido. “Com minhas fotos, vídeos e mensagens - quero inspirar outras pacientes e juntas sem sofrimento, sem pena de si mesmo, com feminilidade, sensualidade, bom humor e muita vaidade, não deixaremos a bola cair. Uma ajuda a outra”, completa.

No espaço, Flávia dá dicas de beleza, técnicas de automaquiagem, nutrição, bem-estar, moda, arte, cosméticos, amarrações de lenços, tira as dúvidas das pacientes para passar o tratamento em alto estilo, além disso, a ex-modelo compartilha diariamente fotos inspiradoras. Graças ao apoio da família, Flávia pode se dedicar à causa. Todos colaboram como podem e assim ela encontra paz suficiente para continuar contando a sua história e servir de incentivo para tantas mulheres.

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Doenças de inverno: higienização das mãos pode fazer a diferença

Foto: André Luiz D. Takahashi
De acordo com a Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia, as principais doenças do inverno, como gripe, rinite, sinusite e asma atingem cerca de 30% da população, sendo que 20% desse total são crianças. Uma das formas de evitar esses problemas de saúde é manter uma boa higienização das mãos e, dentro desse contexto, o uso do álcool gel pode ser uma boa alternativa para preservar o bem-estar.

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Wesley Garcia Gomes, diretor comercial da Wesco, empresa que fornece dispensers de álcool gel para companhias e estabelecimentos comerciais de São Paulo, indica que a procura pelo produto durante o inverno aumenta. “Empresas querem oferecer aos colaboradores soluções que incentivem o cuidado com a saúde e, com isso, reduzir o absenteísmo. Já os bares e restaurantes, por exemplo, querem proporcionar conforto e praticidade aos frequentadores”, informa. “Um diferencial é que comercializamos o álcool gel Purell e, esse produto importado, além de ter elevado poder de desinfecção, não resseca as mãos. Muito pelo contrário, as mantém hidratadas”, completa.

O diretor comercial salienta ainda que o uso do álcool gel elimina 99,99% dos germes e bactérias, o que previne a transmissão de doenças. “No entanto, é importante reforçar que o uso do produto não substitui a tradicional lavagem das mãos com água e sabão, mas é um indispensável complemento para a total higienização”, diz. O dispenser de álcool Purell da Wesco tem uma apresentação impecável, é sensorizado - o que evita o contato das mãos com o equipamento -, e ainda gera uma economia de produto 4 a 5 vezes maior do que equipamentos similares.

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