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AVC pode ser prevenido com hábitos saudáveis, lembram especialistas

Apontado como uma das principais causas de internação e morte no país, o acidente vascular cerebral (AVC) pode ser prevenido, em boa parte dos casos, com hábitos saudáveis no decorrer da vida, como a prática moderada de exercícios. No Dia Mundial de Combate ao AVC, lembrado hoje (29), especialistas alertam que a busca por atendimento médico de emergência logo após o aparecimento dos primeiros sintomas é fundamental. O atendimento rápido garante que a aplicação dos medicamentos ocorra antes de quatro horas e meia, período considerado chave para reduzir a mortalidade.

De acordo com a Organização Mundial de AVC, a doença é responsável por 6 milhões de mortes a cada ano. Dados do Ministério da Saúde mostram que entre 2000 e 2010, a mortalidade por acidente vascular cerebral no país caiu 32% na faixa etária até 70 anos, que concentra as mortes evitáveis. Apesar disso, só em 2010, mais de 33 mil pessoas morreram em decorrência de AVC nessa faixa etária.

Membro da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia e presidente da Sociedade de Neurocirurgia do Rio de Janeiro, o médico Eduardo Barreto acredita que o desconhecimento da população sobre os sintomas é uma dos maiores dificuldades no combate ao AVC.

"Um dos maiores problemas que percebemos é o desconhecimento dos sintomas, que servem como sinal de alerta e, se fossem identificados adequadamente, poderiam evitar verdadeiras catástrofes provocadas pelo AVC", disse ele, que citou como principais sintomas a fraqueza ou dormência súbita em um lado do corpo, dificuldade para falar, entender o interlocutor ou enxergar, tontura repentina e dor de cabeça muito forte sem motivo aparente.  "Assim que algum dessas situações for percebida, é preciso buscar imediatamente assistência médica de urgência", acrescentou.

O especialista ressaltou que quando o atendimento ocorre em tempo hábil é possível submeter o paciente a exames para determinar o tipo de AVC e a área do cérebro atingida e fazer os procedimentos necessários, como a injeção de medicamentos que dissolvem o coágulo. Ele enfatizou que, com isso, as possibilidades de recuperação são muito maiores. Barreto destacou que, sem o diagnóstico precoce, o AVC pode provocar, com mais frequência, o comprometimento irreversível do cérebro, causando perda da noção das relações - capacidade de o paciente identificar se uma pessoa é sua mãe, esposa ou filha, por exemplo - sequelas motoras, como paralisia de pernas e braços e perdas de linguagem. Ele acrescentou que os fatores que aumentam as chances de ocorrer um AVC são a hipertensão, o diabetes, fumo, álcool, a alta taxa de colesterol e o sedentarismo. A doença atinge principalmente idosos com mais de 60 anos de idade, porém há registros de ocorrências em jovens e recém-nascidos.

O AVC é causado pela interrupção brusca do fluxo sanguíneo em uma artéria cerebral provocada por um coágulo, denominado isquêmico, ou o rompimento de um vaso sanguíneo provocando sangramento no cérebro, chamado hemorrágico. O AVC isquêmico é o mais comum, representando mais de 80% dos casos da doença.

A Organização Mundial de AVC recomenda, para saber se uma pessoa está tendo a doença, primeiramente pedir que ela sorria e verificar se o sorriso está torto. Em seguida, observar se ela consegue levantar os dois braços. Outro passo é notar se há alguma diferença na fala, se está arrastada ou enrolada. Caso seja identificado algum desses sinais, deve-se procurar imediatamente um serviço de saúde. [ABr]

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Prática de exercícios físicos por idosos reduz ida ao médico, indica pesquisa

Os idosos que praticam exercícios físicos regularmente procuram menos atendimento médico do que os sedentários. É o que mostra estudo feito pelo Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe) com dois grupos de pacientes do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE).

Foram selecionados pacientes com idade média de 79 anos para uma avaliação que durou um ano. Um grupo de 48 idosos que fazem exercícios reduziu em 35% a procura de atendimento em relação a 44 pacientes sedentários.

Por meio de nota, o coordenador do estudo, Samir Salim Daher, especialista em medicina do esporte, destacou que além dos benefícios à saúde, a prática de atividades físicas evita a ocupação de leitos hospitalares e procedimentos de maior complexidade.

“Para um hospital do tamanho e da importância do HSPE, onde 60% dos pacientes internados são da terceira idade, a prevenção pode beneficiar outras pessoas que necessitam de atendimento médico”, observou. [ABr]

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Emoções e Saúde*

Vivemos hoje em um mundo cada vez mais acelerado. As informações são muito rápidas e a cada hora somos surpreendidos com uma nova descoberta na área da tecnologia da saúde.

Percebemos com isso que a ginástica laboral tem alcançado cada vez mais adeptos por trabalhar aspectos físicos como alongamento e coordenação motora. Também aspectos mentais como alívio do stress e maior entrosamento entre os colaboradores. 

A prática da ginástica Laboral deve ser desenvolvida por profissionais habilitados e qualificados para essa finalidade que, bem desenvolvida, só trará benefícios para os praticantes.

Nos E.U.A. recentemente foi publicado um livro que diz que para vivermos em paz deveríamos seguir os conselhos abaixo:

•    Seja proativo. Faça mais do que esperam de você;
•    Tenha sempre um objetivo em mente. Persiga metas;
•    Estabeleça prioridades para tudo;
•    Adote comportamentos que tragam benefícios para todas as pessoas à sua volta e não apenas para você;
•    Aprenda a ouvir. Compreenda o outro antes de ser compreendido;
•    Crie sinergias. Invista nas relações pessoais. Agregue as pessoas;
•    Busque o equilíbrio na vida: cuide de você nos aspectos físico, mental, espiritual e emocional;

Todos esses fatores equilibrados nos ajudam a alcançar a realização pessoal. Afinal, como diz a famosa frase: “Um por todos e todos por um”.

* Por Professor Rogério, palestrante pós-graduado pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) em “Atividade Física e Qualidade de Vida”. Trabalha há treze anos na área de ginástica laboral e qualidade de vida no trabalho. Contato: rogerth_rc@yahoo.com.br.

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Melhoria na condição de vida reduz número de mortes por doenças cardiovasculares, diz pesquisa

Uma pesquisa de médicos da Universidade Federal Fluminense apontou que melhorias das condições socioeconômicas da população reduziram o índice de mortalidade por doenças cardiovasculares, principalmente nos casos de acidente vascular cerebral (AVC), em pelo menos três estados do Brasil: Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul.

A pesquisa, assinada pelos médicos Gabriel Porto Soares, Júlia Dias Brum, Gláucia Maria Oliveira, Carlos Henrique Klein e Nelson Albuquerque, trabalhou os indicadores socioeconômicos a partir de 1949 e analisou a mortalidade do DataSUS entre os anos de 1980 e 2008.

A médica, professora da UFRJ e presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio de Janeiro (Socerj), Gláucia Maria Oliveira, informou que os estudos mostraram que há uma defasagem de 30 anos entre investimentos de recursos na diminuição da mortalidade infantil, no aumento dos anos de estudo da população e na melhoria do PIB, para que tenha em média o efeito da redução da mortalidade por doenças cardiovasculares.

"Houve relação muito estreita entre a queda da mortalidade com a melhoria dos níveis socioeconômicos. A queda começou a partir de 1980 e depois se intensificou em 2000, mas o benefício vem do investimento que foi feito lá atrás. Há uma defasagem para que caia a mortalidade não só por doença isquêmica do coração, quanto por doenças cérebro-vasculares quanto por doenças do aparelho circulatório", informou.

A influência dos investimentos, segundo Gláucia, vai variar entre os estados que apresentaram os resultados da pesquisa.  " Em São Paulo, como tem o nível socioeconômico melhor, se vê  o benefício em um ano se houver o investimento. No Rio de Janeiro, que tem o nível socioeconômico mais baixo, a diferença para ter o benefício vai variar em torno de 20 a 30 anos. Houve uma melhora maior no nível socioeconômico a partir dos anos 2000 e esperamos que no futuro tenhamos uma queda maior na mortalidade", explicou.

A pesquisa revelou ainda que os benefícios atingem todas as faixas da sociedade, porque há investimentos nos fatores determinantes, como queda de mortalidade infantil, aumento nos anos de estudos e elevação do PIB. "Quando se investe no PIB, se investe para todo mundo. Essa é que é a vantagem. Por isso que a mortalidade cai tanto e tem benefício para todas as classes. No Rio de Janeiro se houver investimento de R$100 na economia, tem uma queda percentual de 1,5 até 2 nas doenças isquêmicas do coração, mas as doenças do aparelho circulatório caem até 6 %", acrescentou.

Para o presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), Jadelson Andrade, o resultado da pesquisa é muito importante porque as doenças cardiovasculares ainda são a maior causa de morte no Brasil, respondendo por mais de 300 mil óbitos anuais.

A pesquisa foi publicada pela revista científica da Sociedade Brasileira de Cardiologia,  Arquivos Brasileiros de Cardiologia. [ABr]

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Preparação do corpo para horário de verão deve começar agora, alerta especialista

Quem costuma sofrer com os efeitos do adiantamento dos relógios em uma hora, por causa do horário de verão, deve começar a se preparar agora, duas semanas antes do início da medida, marcada para o dia 20 de outubro. Segundo o especialista em transtornos do sono e professor adjunto da Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília (UnB) Raimundo Nonato Delgado Rodrigues, a atenção deve ser redobrada para as crianças, idosos e para aquelas pessoas que não podem ter seu rendimento funcional reduzido durante o dia.
     
A dica é acordar 15 minutos mais cedo durante três dias, depois passar para meia hora durante mais três dias, depois para 45 minutos, até chegar a uma hora de adiantamento. “Isso vai fazer com que, ao chegar o horário de verão, você não vai sentir absolutamente nada de diferença”, explica.

Para o especialista, a mudança no horário é um atentado à saúde da população. “Eles tentam adiantar o horário para que se poupe energia, mas a gente nunca vê uma justificativa nem um relatório convincente ao final do período e a gente repara na quantidade de pessoas que sofrem ao acordar uma hora mais cedo”, diz Rodrigues.

O horário de verão, que nesta temporada vai até o dia 16 de fevereiro de 2014, vai valer para todos os estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. O Tocantins, que chegou a aderir no ano passado, foi excluído novamente este ano e a Bahia, que adotou o horário em 2011, também está fora da mudança.

No Brasil, o horário de verão foi instituído pela primeira vez no verão de 1931/1932 pelo então presidente Getúlio Vargas. A medida é adotada sempre nesta época do ano, quando os dias são mais longos por causa da posição da Terra em relação ao Sol e a luminosidade natural pode ser melhor aproveitada, reduzindo o consumo de energia nos horários de pico e evitando o uso de energia gerada por termelétricas, que é mais cara e mais poluente do que a gerada pelas hidrelétricas. Também no fim do ano há um aumento na demanda por energia, resultante do calor e do crescimento da produção industrial devido ao Natal.

Na última temporada (2012/2013), o horário de verão gerou uma economia de 4,5% no período de pico (entre as 18h e as 21h) nos estados em que foi implementado. [ABr]

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Sucos naturais: o sabor, a cor e os nutrientes

Entra estação, sai estação e eles continuam como preferência de muitos quando o assunto é escolher uma bebida que acompanhe as refeições e seja uma alternativa mais saudável às demais bebidas. Enzimas essenciais ao organismo, por serem destruídas no momento do cozimento, nos levam a ter obrigatoriamente, uma parcela de alimentos frescos e crus em nossa dieta; neste ponto, os sucos naturais são mais um aliado, sem contar que, a ingestão destes alimentos é muito mais fácil, rápida e nos traz muito mais energia e saúde.

Uma alimentação saudável pede a ingestão de 3 a 4 porções de frutas e 4 a 5 porções de verduras ao dia. Porém, os altos valores no mercado, praticidade na cozinha e o hábito de ingerir alimentos industrializados e fast-foods, ricos em gorduras, sal e açúcar – que nos levam a uma maior saciedade e prazer, porém, são pobres em nutrientes – tem na inserção de sucos naturais, uma alternativa à alimentação que confere diversos benefícios ao organismo e contribuem na ingestão de vitaminas, minerais e fibras, além de conferir uma forma de absorção mais rápida dos nutrientes.

Outro diferencial que os sucos trazem pode ser observado já em suas cores. Determinadas pela presença dos pigmentos, que colorem e são grandes aliados da saúde, por prevenirem e protegerem o organismo, as cores são indicadores ainda da quantidade de nutrientes: quanto maior a variedade de cores, maior a quantidade de nutrientes que será ingerida.

Alimentos nas tonalidades de amarelo, alaranjado, verde-escuro, encontrados em alimentos como manga e cenoura, por exemplo, fortalecem o sistema imunológico e deixam a pele saudável. Já os tons de vermelho, encontrado em tomates (principalmente em forma de molho e ketchup), melancia, morango, goiaba vermelha e framboesa, indicam que há licopeno em sua composição, que são ótimos antioxidantes e, em conjunto com outros antioxidantes ajudam na diminuição do colesterol. Já os alimentos de coloração vermelha, roxo e azulado tem antocianina, que ajuda no combate dos radicais livres e na redução do colesterol, facilmente encontrado em alimentos como uvas e açaí.

As frutas também têm seus benefícios particulares. Queridinhos como os sabores de laranja, abacaxi e maracujá, por exemplo, são grandes representantes entre os sabores com diversos benefícios. A laranja, famosa por ser rica em vitamina C, fortalece as defesas naturais do corpo e seu consumo ajuda a combater resfriados, gripes e febres. O abacaxi tem propriedades diuréticas e antitérmicas e suco de maracujá é utilizado popularmente por seu efeito calmante e tem propriedades antissépticas, reforça o sistema imunológico e estimula a digestão.

DICA: É importante que os sucos sejam tomados imediatamente após o preparo, assim, evita-se a perda de nutrientes e vitaminas. Além disso, com as diversas opções de escolha, opte sempre pelos sucos naturais, feitos da própria fruta. Na ausência destes, escolha a polpa e, por último, os concentrados (se forem consumidos ocasionalmente).

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Atividade física é incluída como fator de saúde na legislação

A alteração de lei que inclui a atividade física como fator determinante da saúde foi sancionada pelo presidente da República em exercício, Michel Temer. A sanção foi publicada nesta quarta-feira (25) no Diário Oficial da União e traz ao Sistema Único de Saúde (SUS) a responsabilidade pela gestão de ações de vigilância epidemiológica. A mudança no texto cria uma possibilidade de financiamento para o setor.

A proposta foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados no início de julho. A Lei 8.080 regula os serviços de saúde e estabelece princípios, diretrizes e objetivos do SUS.

Antes da inclusão da atividade física, a lei estabelecia como fatores determinantes e condicionantes da saúde, entre outros, a alimentação, a moradia, o saneamento básico, o meio ambiente, o trabalho, a renda, a educação, o transporte, o lazer e o acesso aos bens e serviços essenciais.[ABr]

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Mais de 1 milhão são portadores de glaucoma no Brasil

Foto: Bernardo Chaves
O glaucoma é uma doença assintomática que, aos poucos, ceifa a visão do paciente, podendo levá-lo à cegueira total e irreversível. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada ano são registrados 2,4 milhões de novos casos no mundo. Cerca de 60 milhões de pessoas tinham glaucoma em 2010. Esse número chegará a 80 milhões em 2020. No Brasil, não há estatísticas populacionais sobre a doença, mas estima-se que existam mais de 1 milhão de portadores. Os números são alarmantes, mas há dados ainda piores. Boa parte dos doentes em estágio avançado teria chances de evitar a cegueira se tivesse sido diagnosticado a tempo e recebido o tratamento adequado. Até mesmo nos países desenvolvidos, 50% dos indivíduos afetados não receberam o diagnóstico nem estão em tratamento. Metade deles, no entanto, fez exames oftalmológicos nos últimos dois anos.

No livro Glaucoma – Informações essenciais para preservar sua visão (88 p., R$ 29,90), lançamento da MG Editores, o professor Remo Susanna Jr., um dos maiores especialistas mundiais em glaucoma, traz informações claras e precisas para portadores e seus familiares. Ele oferece definições importantes sobre o glaucoma, explica os mitos mais comuns relacionados à doença, aborda os principais tipos de tratamento e oferece recursos para melhorar a deficiência visual decorrente do problema.

“O glaucoma é considerado o mais astuto ladrão da visão, que não respeita classe social, sexo e raça, sendo a principal causa de cegueira irreversível no mundo. Quando o paciente percebe que algo não vai bem com a sua visão, a extensão da lesão já é enorme e o glaucoma encontra-se em fase avançada”, explica o autor, destacando que 2% a 4% da população acima de 40 anos têm a doença.

O principal objetivo do livro, único no país sobre o tema, é oferecer ao leitor dados que lhe permitam entender e lidar melhor com o glaucoma. “Com esse conhecimento, o paciente poderá interagir com seu médico e estabelecer com ele uma parceria indispensável para o controle do glaucoma, evitando a progressão da doença”, afirma o professor Susanna.

Segundo o especialista, semelhante ao que ocorre em acidentes aéreos e em outros desastres não esperados, o glaucoma acontece por uma associação infeliz de erros. Ele classifica os erros como verdadeiros pecados praticados com frequência. De forma isolada ou conjunta, “os sete pecados” são responsáveis por quase todos os casos de perda de visão relacionados ao glaucoma.

“Acredito que perder a visão por falta de informação quando esta está disponível ou por omissão é inadmissível. Isso, por si só, já compõe um terrível pecado, mas ele se torna mais relevante porque, se evitados os sete pecados, a cegueira provocada pela doença se torna bastante improvável”, alerta o especialista. No livro, dr. Susanna descreve cada um dos pecados, esclarecendo algumas inverdades que se tornaram mitos e estão associadas a informações que frequentemente prejudicam os pacientes e a população em geral.

Na obra, o especialista lembra que a visão é responsável por 90% da nossa comunicação com o mundo exterior, sendo extremamente importante na formação de nosso mundo interior. É por esse motivo que, nos Estados Unidos, o medo da cegueira é suplantado apenas pelo receio de um câncer incurável. No mundo todo, existem aproximadamente 11 milhões de pessoas cegas de ambos os olhos e 20 milhões cegas de um olho em decorrência do glaucoma.

Dados de 2012, do Bright Focus Foundation, revelam que nos Estados Unidos o custo direto com o glaucoma ou com a perda de produtividade em consequência do problema atinge o valor de US$ 2,6 bilhões todos os anos. “Além do grande prejuízo pessoal e emocional provocado pela perda da visão, seu dano social e econômico é enorme”, complementa o professor Susanna.

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A má formação gera indivíduos depressivos*

Alguns meses atrás, conversando com uma amiga, discutíamos a questão da doença tão conhecida e fácil diagnosticada, a depressão. Na discussão vinham e iam as predisposições, os comportamentos, o social, as fraquezas e outras nuances que ajudam a tentar entender o porquê de tantas pessoas tomando tarja preta hoje em dia.

Em uma das colocações, esta minha amiga disse: “Se você colocar uma roupa preta, disser ao médico que tem chorado muito e que não tem mais vontade para nada, o médico certamente lhe dará um antidepressivo, sem ao menos ouvir as suas considerações, pois para este profissional tempo é dinheiro. Também lhe dará um atestado de quinze dias, mesmo que você não ache necessário, pois como paciente não tem voz ativa. Ele que sabe de tudo e o médico fará você se afastar para relaxar”. Com estas considerações, comecei a refletir sobre alguns pontos que fazem sentido.

Quinze dias afastado do trabalho me darão a sensação de abandono profundo. Quinze dias sem motivo plausível para sair de dentro de casa. Quinze dias que não me possibilitarão nenhuma chance de ver o quanto sou importante para o mundo lá fora, para as pessoas que me rodeiam.

Na indicação médica não estão anexados exercícios físicos, alimentação adequada, terapia para respirar com qualidade, para que o cérebro possa pensar melhor, para que eu possa avaliar melhor o meu estado. Os médicos não são formados para ler problemas nas entrelinhas, a formação os orienta para atender seus pacientes da mesma maneira que o curso de pedagogia tem orientado os professores para atender inclusões.

Uma enxurrada de teorias, no mínimo antiquadas, pois são de dezenas de anos atrás. Trata-se de um caminhão de teses ultrapassadas que quase não se usam mais hoje em dia, pois o mundo é outro e os seres humanos reagem de forma diferente, mas infelizmente a questão medicamentosa tem a ver com financeiro, tem a ver com fábricas de medicamentos ganhando muito dinheiro.

Vivemos hoje a era da informação absoluta, a internet gerou indivíduos sociais cibernéticos que não sabem viver em sociedade e quando são jogados nela de corpo e alma, no início da vida profissional, necessitam viver as regras da sociedade e não conseguem fazê-lo. Nunca foram contrariados, nunca ouviram a palavra não. Aliás, o não parece ser proibido dentro das casas.

É triste ver a vida real. Entristeço-me quando sou contrariado, quando vejo o mundo real, e o médico caracteriza meu ponto de vista como depressão, caracteriza minha dificuldade para com o social como uma doença, caracteriza minha dificuldade em seguir regras e padrões de condutas sociais como elementos de depressão.

Será que estamos com tantos educadores afastados por depressão pela falta de competência dos médicos de avaliar com qualidade? É preciso falar de mudança de estilo de vida, não somente medicar, mas sim auxiliar este ser humano em dificuldade para seguir a vida sem tarja preta. Acredito que devemos repensar a questão medicamentosa, pensando na melhora da saúde e não no aumento da doença. Temos que pensar na formação dos médicos na percepção humana, fazendo com que vejam seus pacientes como seres humanos que precisam ser ouvidos, olhados, enxergados, sentidos, como alguém que precisa, sim, de uma postura diferente e não apenas de remédio tarja preta. É necessário um repensar do que realmente é importante e tem valor.

[*por Esther Cristina Pereira – diretora da Escola Atuação, de Curitiba (PR)]

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Crianças aprendem na escola a ter uma vida saudável

No Centro de Ensino Fundamental 2, na Cidade Estrutural (DF), frutas e verduras não são opcionais, todos os dias as crianças fazem refeições balanceadas e, nas salas de aula, aprendem a importância de uma vida saudável. A escola não é a única. A preocupação com os bons hábitos de alimentação e a prática de atividades físicas chegam cada vez mais às escolas públicas e particulares em todo o país. A fase escolar é importante, segundo o Ministério da Saúde, pois os hábitos adquiridos na infância e na adolescência são levados para a vida adulta.

No Brasil, segundo pesquisa divulgada pelo ministério, 51% da população acima de 18 anos estão acima do peso ideal. O problema que atinge os adultos começa na infância. Entre as crianças, o sobrepeso atinge 34,8% da faixa entre 5 e 9 anos, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Uma coisa é certa, quanto mais precocemente a gente chegar ao ator, melhor. Trabalhar com as crianças é o ponto chave. Na infância, a gente trabalha a educação e não a reeducação, como na fase adulta”, diz a professora do Departamento de Nutrição da Universidade de Brasília Kênia Mara Baiocchi. Ela diz ainda que o que aprende na escola, a criança leva para a família, contribuindo para a mudança de hábitos dos pais.

Na escola da Cidade Estrutural, 1,7 mil estudantes foram pesados e examinados. A vice-diretora, Neide Saad, surpreendeu-se com os resultados. “Esperávamos mais desnutrição que sobrepeso, já que a escola está em uma região vulnerável, mas tivemos uma quantidade grande de sobrepeso”, informa. Para ela, a culpa está nas guloseimas: “Os alunos comem muita besteira. Eles já chegam à escola com um saco de balinha ou de salgadinho”. 

Constatado o problema, a escola esforçou-se para resolvê-lo. No Distrito Federal, um grupo de nutricionistas cuida da alimentação das escolas públicas desde 2010. “As crianças que precisam ganhar peso estão ganhando, percebemos no dia a dia. As crianças com obesidade, nós convidamos para a educação integral, para que tenham uma alimentação mais saudável o dia todo, acompanhada de atividades físicas”, explica Neide.

Nem sempre a mudança de hábito é fácil. Vitor Linhares, do 5º ano esforça-se. “Gosto do prato principal com salada. Não gosto das verduras e legumes. Mas, aqui na escola, como mesmo assim porque quando elas vão colocar a verdura no prato fico sem graça de falar que não quero”, conta.

Nas escolas particulares, um acordo entre o Ministério da Saúde e a Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep) prevê uma série de ações de conscientização para melhorar a alimentação dos estudantes. Como nas privadas, as opções são as cantinas ou a merenda trazida de casa. Entre as ações do acordo está a distribuição de cartilhas aos cantineiros.

Os maus hábitos alimentares dos estudantes podem ser constatados na Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (Pense/2009). O levantamento mostrou que um terço dos alunos matriculados no ensino fundamental da rede privada consome frutas e hortaliças em cinco dias ou mais na semana. Os refrigerantes e frituras fazem parte da rotina alimentar de 40% dos alunos.

Segundo a presidenta da Fenep, Amábile Pacios, já é possível perceber os efeitos da iniciativa, pelo menos 80% das escolas oferecem opção saudável de lanche. “A intenção não é proibir o uso do alimento, mas educar para que a criança, a partir do que aprende na escola faça a opção correta onde quer que esteja”, explica.

A preocupação com a alimentação e a prática de exercício físico deve ser levada para dentro de casa, segundo o presidente da Associação de Pais de Alunos das Instituições de Ensino (Aspa-DF), o advogado Luis Claudio Megiorin. Pai de Luca, de 8 anos, e de Nicole, de 12, o  advogado diz que alimentação saudável e exercício físico são prioritários em casa.

Normalmente, seguimos essa orientação em casa. É importante os pais estarem com os filhos em pelo menos uma das refeições”. Ele se preocupa também com outros hábitos das crianças. Ficar no computador ou no videogame o dia todo é proibido na casa de Megiorin.

Para aqueles que não contam com orientação em casa, a professora Kênia destaca o papel da escola. “Eu me preocupo quando não tem educação física na escola, brincadeira, atividade lúdica. Se em casa os meninos têm essa coisa da TV, de videogame, do sofá, que pelo menos na escola tenham um ambiente mais saudável”. Segundo ela, trata-se de buscar o equilíbrio. “Não tem problema ele ficar no computador, desde que haja um limite. Tem criança que fica oito horas, dez horas na frente de uma tela, isso provoca prejuízos”.


[ABr]

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OMS recomenda exercícios físicos diários para população acima de 18 anos

Com 51% da população acima de 18 anos com excesso de peso, de acordo com a pesquisa Vigitel, do Ministério da Saúde, atividades simples como caminhar, dançar, andar de bicicleta e desempenhar atividades domésticas surgem como alternativas para os que querem recuperar ou manter a forma física e não podem gastar com academia. Essas atividades físicas estão entre as recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a quem tem mais de 18 anos.

No dia a dia, deixar o carro em casa e ir a pé à padaria, passear com o cachorro e trocar o elevador pelas escadas também são atitudes simples que podem contribuir para que as pessoas não deixem de se movimentar, como explica a presidenta do Conselho Regional de Educação Física do Distrito Federal, Cristina Calegaro.

“Quanto mais a pessoa se movimenta, mais ela quer se movimentar. Em vez de pedir ao filho para pegar um copo de água, levante-se, sugere. "Antes, não tínhamos controle remoto na TV e era preciso levantar para mudar de canal. O avanço tecnológico também contribuiu para diminuir a necessidade de movimento. Com pequenas mudanças de rotina, as pessoas vão se movimentando e sentindo necessidade de mais movimento”, diz Cristina.

A OMS recomenda a prática de 30 minutos de atividade física em cinco ou mais dias por semana. Esse tempo pode ser contabilizado de forma separada nas atividades do dia a dia, explica a professora do Departamento de Nutrição da Universidade de Brasília Kênia Mara Baiocchi. “A atividade física é qualquer movimento que você faça. É a caminhada, a escada para não pegar elevador. E esses 30 minutos não precisam ser juntos. Passear com o cachorro está valendo, cuidar da casa, do jardim”, diz.

Uma alternativa que vem ganhando espaço são as academias em praças e espaços públicos que reúnem um conjunto de equipamentos para incentivar a prática de atividades físicas ao ar livre por iniciativa de governos estaduais e municipais. A dona de casa Maria Selva, de 54 anos, que vive no Paranoá, região administrativa do Distrito Federal, aderiu à prática de atividades físicas em uma dessas academias.

Ela conta que recebeu recomendação médica para fazer atividade física por ter diabetes e pressão alta. Procurando opções que não trouxessem gastos extras, Maria Selva começou caminhar. “Eu não tinha condições de pagar academia e também não há nenhuma perto da minha casa”, disse. A atividade agradou, mas as companheiras de caminhada deixaram o exercício e Maria Selva passou a se exercitar na academia da saúde. “Faço mais de 30 minutos de exercícios de segunda a sábado. Depois que comecei, senti que tenho mais disposição, chego em casa mais disposta para trabalhar”, contou.

A profissional de educação física Cristina Calegaro alerta para o cuidado de não exagerar nos exercícios físicos nas academias públicas, já que os frequentadores não contam com a orientação de um professor.

A pesquisa Vigitel mostra que, à medida que a idade avança, as pessoas se exercitam menos. No grupo pesquisado entre 18 e 24 anos, 47,6% fazem atividade física no tempo livre. O percentual se reduz gradativamente e, a partir dos 65 anos, é apenas 23,6%. Dos pesquisados acima de 18 anos, a pesquisa mostra que as mulheres são as que menos se exercitam no tempo livre. Enquanto 41,5% dos homens fazem atividade física no tempo livre, o percentual é 26,5% das mulheres.
 

[ABr]

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Crack e cocaína avançam entre as mulheres em São Paulo

Nos últimos quatro anos, mudou o perfil das mulheres dependentes químicas, que procuram tratamento no ambulatório do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Se antes as mulheres que procuravam tratamento no Programa da Mulher Dependente Química (Promud) eram em maior número de dependentes de álcool, hoje a maioria é de mulheres dependentes em drogas ilícitas.

Entre 1996, quando o Promud começou a funcionar, até 2008, 60% dos casos atendidos no programa correspondiam a mulheres alcoólatras e 40% eram dependentes de drogas. No entanto, a partir de 2009, o número foi invertido: 60% dos casos passaram a representar mulheres dependentes de cocaína e crack e o alcoolismo passou a somar 40% dos atendimentos.

O estudo, que está em andamento e deverá ser divulgado em outubro, durante o Congresso Brasileiro de Psiquiatria, em Curitiba, mostra que houve mudança na faixa etária das mulheres que buscam tratamento, com aumento de dependência das mulheres acima de 30 anos, o que era raro.

“O que temos percebido nos últimos quatro anos é uma mudança no perfil das mulheres. Quando começamos no Promud, as pacientes eram 60% dependentes de álcool e mais velhas, entre 40 anos e 50 anos, e as demais 40% eram muito mais jovens, em torno de 20 anos, dependentes de cocaína. Nos últimos anos, mais de 50% das mulheres que chegaram [no Promud] têm acima dos 30 anos”, disse Patricia Hochgraf, médica-assistente e coordenadora do Promud.

Segundo Patricia, o Promud não tem respostas sobre o que provocou a mudança. “Temos algumas hipóteses. Observamos que aumentou muito a oferta de droga. É mais fácil achar crack. Quase todas as mulheres começam a usar crack e cocaína com o companheiro, seja marido ou namorado. São mulheres que nem usavam drogas antes, o que chama muito a atenção”, disse ela. Patricia ressaltou que muitas mulheres usam crack ou cocaína pensando, por exemplo, que vão emagrecer.

De acordo com Silvia Brasiliano, psicóloga, e também coordenadora do Promud, 70% das pacientes que procuram o tratamento no Promud o fazem por pressão dos filhos. O tratamento contra a dependência, segundo Silvia, deve ser procurado o mais rapidamente possível, principalmente no caso de dependência por crack. “O crack é uma droga que tem grande poder de causar dependência. É o tipo de droga em que se deveria procurar tratamento até uma semana depois”, disse.

[ABr]

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Cigarro não fornece a força para enfrentar a vida, diz psicóloga

O que leva uma pessoa a ficar presa à vontade de fumar é a dependência causada por uma das substâncias presentes no cigarro: a nicotina. Mas também está vinculada à carga emocional e aos hábitos, segundo explica a psicóloga Ivone Charran, coordenadora da área de tabaco do Centro de Referência em Álcool, Tabaco e outras Drogas.

“Muitos fumantes associam os atos de ir ao banheiro, de tomar um café ou sentar ao computador ao hábito de fumar. E alguns, por achar que não conseguem lidar com as dificuldades da vida, com os sentimentos, acendem um cigarro, associando a ele [o cigarro] a força que obtém. Então, é necessário retomar para si esta força”, recomenda a psicóloga, defendendo a conscientização dos hábitos que despertam o desejo.

Ela fez as recomendações ao participar da campanha da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo pelo Dia Nacional de Combate ao Fumo, hoje (29), em ação de alerta sobre os riscos do tabagismo. Em um espaço montado na Estação da Luz, próximo às plataformas de embarque e desembarque da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), dentistas, nutricionistas e outros profissionais passaram a manhã dando consultas e orientação aos interessados.

Foi oferecida medição do índice de massa corporal e dadas orientações sobre alimentação saudável. “Muitas pessoas têm medo de parar de fumar e engordar”, explicou Ivone Charran. Foram feitos também exames de detecção de lesões na boca, com suspeita de câncer. Os casos graves foram encaminhados para tratamento em unidades públicas especializadas.

Além disso, quem passou pelo atendimento recebeu folhetos com informações de alerta contra o tabagismo e um kit denominado fissura, composto por porções de cravo, canela, uva-passa, semente de abóbora e casca de laranja seca. O uso das porções é alternativa que, segundo Charran, ajuda afastar o cigarro, porque deixam um gosto forte na boca, que não combina com o tabaco.

Assim que bateu os olhos no cartaz sobre a campanha o aposentado Wanderley Zani, de 69 anos, foi atraído para o local onde fez o exame de monoximetria, equipamento que mede o índice de monóxido de carbono no organismo. Com a mesma técnica utilizada pelo bafômetro, a presença de gás é detectada quando a pessoa sopra um bocal.

No caso do aposentado, o resultado foi 28 partes por milhão (ppm) de monóxido de carbono, que o coloca na categoria do fumante pesado. Nesse tipo de teste, a classificação tem quatro categorias que se inicia pelo não fumante, que vai de 1 a 6 ppm, passa pelo fumante leve (de 7 a 10 ppm), pelo fumante intermediário (11 a 20 ppm) e acima disso, fumante pesado.

“Eu estou aqui mais por causa da minha filha. Ela fuma muito”, relatou ele, e “seria bom encontrar uma maneira de estimulá-la a largar o cigarro”. A orientação que recebeu foi para procurar uma unidade de saúde, a mesma recomendação feita a vários fumantes submetidos ao exame.

“Eu quero parar [de fumar], porque não quero morrer”, afirmou Vitalina Soares Pereira, de 65 anos, nascida em Minas Gerais e moradora de Itapecerica da Serra desde 1989. No teste dela, o resultado do monóxido de carbono foi 15 ppm. Com kit fissura na mão, saiu com a esperança de atingir o objetivo.

Um estudo feito pelo Ministério da Saúde, por meio da pesquisa Vigilância de Fatores de Riscos e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel 2012), indica que a parcela da população brasileira acima dos 18 anos que fuma caiu 20% durante o ano passado. No Estado de São Paulo, a taxa ficou um pouco menor, 17%.



[ABr]

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Comer bem pode ser barato, diz nutricionista

Alimentar-se bem custa caro? Segundo a professora do Departamento de Nutrição da Universidade de Brasília Kênia Mara Baiocchi, pequenas mudanças nos hábitos diários podem garantir melhor qualidade de vida e comida saudável pode não representar reais a menos no bolso. Para ela, as escolhas na hora de fazer compras no supermercado ou de montar um prato em um restaurante self-service podem fazer grandes diferenças para a saúde. 

“A gente precisa quebrar alguns paradigmas. Alimentação saudável  pode ser cara e pode não ser, depende das escolhas. É claro que um kiwi, um pêssego, uma ameixa, uma cereja, uma lichia são alimentos saudáveis e muito caros. Mas a banana, a laranja, o abacaxi, a melancia não são caros”, explica. “Só não pode comprar e deixar apodrecer em casa, tem que consumir. Tem que ter o hábito e a educação de procurar esses alimentos”.

Kênia diz que a vida moderna trouxe o estresse, a falta de tempo e o sedentarismo, mas é possível ser saudável nesse ambiente que ela chama de obesogênico. Uma pesquisa divulgada na última semana pelo Ministério da Saúde mostra que 51% da população acima de 18 anos estão acima do peso ideal. O levantamento mostra que 22,7% da população consomem a quantidade recomendada de frutas e verduras - cinco ou mais porções por dia em pelo menos cinco dias na semana.

“A alimentação fora de casa é uma realidade, cada vez mais a gente tem que recorrer ao almoço fora de casa. Muita gente recorre ao self-service. Aí está o trabalho de educação ou reeducação, quando é o caso”, diz Kênia. Nesses restaurantes está disponível uma alimentação saudável, avalia, “mas as pessoas colocam tudo no prato, sem buscar nenhuma harmonia. É peixe com feijoada e sushi no mesmo prato”.

Segundo ela, nenhum desses alimentos está proibido, mas é preciso balancear. “Eu posso ter o dia da feijoada, mas nesse dia eu não como peixe, como apenas a feijoada e é um dia na semana”.

Uma alimentação saudável, para o Ministério da Saúde, é, em termos gerais, saborosa, variada, colorida, acessível do ponto de vista físico e financeiro, equilibrada em quantidade e qualidade e segura sanitariamente. Mas essa alimentação ainda tem que ser adotada por parte dos brasileiros.

Segundo a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2008-2009, apesar de haver uma ingestão satisfatória de proteínas, o consumo excessivo de açúcares foi observada em 61% da população, o de gorduras saturadas, em 82%. O consumo insuficiente de fibras foi observado em 68% dos brasileiros. Quanto ao sal, o consumo diário no país é 12 gramas, enquanto o recomendado pela Organização Mundial da Saúde é 5 gramas.

Além do excesso de peso, outros problemas são associados aos maus hábitos alimentares, como pressão alta, colesterol alto e diabetes.

Foram esses problemas que fizeram a dona de casa Maria Selva mudar os hábitos alimentares. Ela tem pressão alta e diabetes. “Como arroz, feijão, carne. Verdura e salada, só de vez em quando porque não gosto. Mas como bastante fruta”. A dona de casa Vilani Oliveira também mudou os hábitos depois dos 50 anos, por recomendação médica, pois tinha o colesterol alto. Hoje, com 65 anos, faz caminhada e academia quase todos os dias. Junto com o exercício, veio a mudança na alimentação. “Comecei a me exercitar e passei a comer alimentos com pouca gordura, pouca carne vermelha”.


[ABr]

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Conheça a pianista que superou o câncer com muita força de vontade

A pianista Inês Vasconcellos soube em 2011 que o câncer de mama que ela tinha tratado em 2003 havia voltado. E por ironia do destino, logo após a descoberta da doença, seu filho também foi diagnosticado com câncer.

Conheça essa história emocionante!

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Dia do Nutricionista: vamos falar de suplementação?

Quem nunca ouviu as expressões “você é o que você come” ou “saúde se faz pela boca”? Ambas são bem verdadeiras, o que tem dado destaque cada vez maior à profissão. “Os nutricionistas estão na linha frente quando o assunto é boa alimentação, dieta balanceada e segurança alimentar. Como a alimentação moderna vem a cada dia piorando, o profissional vem ganhando cada vez mais espaço na vida das pessoas que se preocupam com a saúde e o bem-estar, seja físico ou emocional”, afirma Leandra Sá, farmacêutica da Farmacotécnica.

Para uma nutrição ideal, as vitaminas, minerais e nutrientes em geral serão necessários e muitas vezes a alimentação diária não consegue abastecer a pessoa com todas essas ferramentas alimentícias. Para isso, uma forte aliada dos nutricionistas é a suplementação nutricional a partir de fórmulas personalizadas. “A vitamina D, por exemplo, é um dos nutrientes que é indicada a reposição na forma manipulada, trazendo diversos benefícios como melhora no sono, na queda de cabelo, na indisposição, no controle da ansiedade e também tem o papel de fixação de cálcio nos ossos, evitando a osteoporose”, conta Jussara de Brito, nutricionista da Clínica Arcemis.

A nutricionista conta ainda essa suplementação com os manipulados é ideal para pacientes em geral, atletas, gestantes e outras pessoas que os profissionais julguem precisar quando da avaliação da dieta que praticam. “Além disso, para uma dieta balanceada diária são necessários vários nutrientes, entre eles as vitamina A, D e C, cálcio, ferro e zinco”, completa.

A nutricionista Vivane de Castro, da Clínica CMI (Centro Médico Integrado), conta que esses produtos manipulados podem ser preparados em diversas formas. “Gotas, comprimidos de rápida dissolução na boca e sublingual são algumas das opções”, enumera. A especialista conta que o cálcio é uma boa opção para se tomar de forma manipulada, com uma ação forte contra osteoporose e depressão. “Em geral, 100mg por dia é o suficiente para essa suplementação”, informa Viviane, acrescentando que diversos complexos vitamínicos podem ser ótimos aliados nessas dietas. “Sempre recomendo aos meus pacientes e eles têm tido ótimos resultados”, afirma.

Mas Leandra alerta: cada pessoa é única e precisa de avaliação e acompanhamento. “É importante ressaltar a avaliação de cada indivíduo é fundamental para o sucesso e a segurança na suplementação e, neste aspecto, o acompanhamento pelo nutricionista garante os melhores resultados”, aconselha.

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Comer antes e depois de fazer exercício melhora desempenho e auxilia na perda de gordura

O alimento certo traz benefícios para o corpo e ajuda na queima de gordura e na manutenção da massa muscular. Escolher adequadamente o que será consumido garante energia e disposição para manter o corpo em forma e de maneira saudável.

Lara Natacci, nutricionista do programa Meu Prato Saudável do governo de São Paulo, recomenda um lanche leve antes da atividade física, mas que seja rico em carboidratos e em fibras que ajudam a manter a energia durante a prática e podem até acelerar a queima de gordura. “Pode ser uma banana com aveia, mamão com granola e até um suco com cereais integrais. Nozes e castanhas também são uma excelente opção”, diz.

Depois dos exercícios, o ideal é uma refeição ou um lanche que tenha carboidratos, vegetais e uma proteína magra. “A reposição de nutrientes é fundamental para ajudar no aumento, manutenção e recomposição da massa muscular”, esclarece.

A nutricionista indica, principalmente para quem não tem o hábito comer após os exercícios, um sanduíche de pão integral com queijo branco e peito de peru ou presunto magro ou rosbife, fatias de tomate e folhas de alface.

Lara chama a atenção para o consumo de água antes, durante e após a atividade física. “Estudos recentes recomendam o consumo de dois copos de água meia hora antes dos exercícios, e precisamos repor o que o organismo gastar”, diz.

“Alimentação equilibrada e ingestão de líquidos melhoram a qualidade da atividade física e pode ajudar a diminuir a quantidade de gordura e aumentar a massa muscular”, conclui a nutricionista.

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Hospital faz alerta no Dia Nacional de Combate ao Fumo

A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera o tabagismo a principal causa de morte evitável em todo o mundo e vem ao longo de mais de 20 anos empregando inúmeras medidas para serem adotadas no sentido de conscientizar a população global dos malefícios do cigarro e incentivar os fumantes a abandonarem o vício.

No Brasil, uma recente pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde, por meio do Instituto Nacional de Câncer (Inca), indica que 18,8% da população brasileira é fumante. E, Francine Branco, enfermeira da Medicina Preventiva do Sepaco Autogestão, alerta sobre a importância de abandonar o vício para aumentar a qualidade de vida.

Por entender toda a complexidade de abrir mão de algo que, para o dependente, significa “prazer”, a Medicina Preventiva do Sepaco Autogestão, realiza um trabalho dentro das empresas papeleiras que engloba várias medidas e atividades para que as pessoas conheçam todos os aspectos negativos do tabaco para si próprio e também para seus familiares (que se tornam fumantes passivos).

Francine explica que o tabagismo é uma toxicomania caracterizada pela dependência física e psicológica do consumo de nicotina, uma droga bastante poderosa, capaz de estimular, deprimir ou perturbar o sistema nervoso central e outras partes do corpo humano, uma vez que chega ao cérebro em apenas 7 segundos, sendo de 2 a 4 segundos mais rápida que a cocaína.

Já se constatou que o câncer no pulmão, bronquite e enfisema pulmonar estão diretamente relacionados ao fumo. Existem outras doenças graves que podem ter relação direta com o tabaco e precisam ser tratadas com severidade, tais como o infarto agudo do miocárdio, doenças vasculares – AVC (Acidente Vascular Cerebral) – e diversos tipos de câncer (boca, laringe, esôfago, rim, bexiga e colo de útero).

Durante as atividades, a equipe multidisciplinar da Medicina Preventiva, ainda destaca o risco que o cigarro traz para os fumantes passivos, pois na fumaça do cigarro é possível encontrar uma mistura de cerca de 4.720 componentes químicos, sendo 39 cancerígenos, como o monóxido de carbono, naftalina e o alcatrão. “Aprender a respeitar o próximo pode colaborar para a diminuição de mortes e garantir que cada vez mais pessoas tenham uma vida plena e saudável”, avalia Francine.

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Hábitos saudáveis são mais frequentes na população de maior escolaridade, diz pesquisa

Os hábitos alimentares saudáveis e a prática de exercícios físicos regulares são comportamentos que se relacionam ao grau de escolaridade. A constatação está na pesquisa Vigitel 2012, divulgada hoje (27) pelo Ministério da Saúde. A pesquisa ouviu 45 mil pessoas acima de 18 anos.

O consumo regular de frutas e hortaliças é menor entre as pessoas que têm menos escolaridade. Entre os que estudaram até oito anos, 34% consomem regularmente esses alimentos. Na faixa dos que têm entre nove e 11 anos de estudo, o percentual é 31%. Entre os que estudaram 12 anos ou mais, 45% consomem frutas e hortaliças regularmente.

Entre os avanços apontados pela pesquisa Vigitel 2012 está o aumento no consumo recomendado de frutas e hortaliças pela população e da prática de atividade física no tempo de lazer entre os homens. Um desafio apontado é a alta frequência de consumo abusivo de bebidas alcoólicas, especialmente entre homens e jovens.

Na área da atividade física, os homens são mais ativos no tempo livre (41,5%) que as mulheres (26,5%). Nesse grupo, os mais jovens se exercitam mais e o percentual de prática de atividade física reduz à medida que aumenta a idade.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ressaltou que é importante começar a melhorar os hábitos alimentares e incentivar os exercícios físicos ainda na infância. “Os pais precisam ajudar na alimentação das crianças e no estímulo à atividade física. É preciso orientar dentro da escola a ter uma merenda escolar adequada”, disse. Ele acrescentou que também é necessário que, nas empresas, haja estímulo à atividade física para os adultos e, por parte do poder público, ampliação de ações como as academias de saúde ao ar livre.

Já em relação às bebidas alcoólicas, a pesquisa mostra que o consumo abusivo é maior entre quem tem mais escolaridade. É considerado consumo abusivo a ingestão de cinco doses ou mais entre homens e quatro doses ou mais entre mulheres nos últimos 30 dias. De acordo com a pesquisa, 22% da população com 12 anos ou mais de estudo e 15% dos que têm até oito anos de estudo tiveram consumo excessivo.

Entre os homens com 12 anos ou mais de estudo está o maior percentual dos que dirigem após o consumo de qualquer quantidade de bebida alcoólica. O consumo abusivo de bebida ocorre principalmente na faixa etária de 25 a 34 anos, com 24,7%. Em seguida está a população entre 18 e 24 anos (21,8%).

A Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico - Vigitel 2012 - entrevistou 45 mil pessoas acima de 18 anos das 26 capitais e do Distrito Federal. [ABr]

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Maioria dos brasileiros com mais de 18 anos está acima do peso

Pesquisa divulgada hoje (27), pelo Ministério da Saúde, mostra que 51% da população acima de 18 anos estão acima do peso ideal. O excesso de peso atinge 54% dos homens e 48% das mulheres. A pesquisa é feita desde 2006 e é a primeira vez que o percentual de maiores de 18 anos com excesso de peso supera os 50%. Em 2006, 43% dessas pessoas estavam acima do peso ideal.

“Essa tendência de crescimento ou mostra que todos nós assumimos o tema do excesso de peso como grave para a saúde publica, ou chegaremos muito rapidamente aos mesmos patamares de países como o Chile e os Estado Unidos”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Os dados mostram que, além dos fatores genéticos, o excesso de peso está ligado a escolaridade. É entre as pessoas com menos anos de estudo que está a maior parcela dos que tem excesso de peso. Um total de 57,3% dos que tem até oito anos de estudo está com excesso de peso. Entre os que tem entre nove e 11 anos de estudo, o percentual é 46,7% e entre aqueles com 12 ou mais anos de estudo é 48,4%. “Essa é uma tendência mundial e que tem sido alvo de preocupação”, disse o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa.

A pesquisa mostra que a capital com maior percentual de adultos com excesso de peso é Campo Grande (56%), seguida de Porto Alegre e Rio Branco com 54%, Recife e Fortaleza com 53%. A Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico - Vigitel 2012 - entrevistou 45 mil pessoas acima de 18 anos das 26 capitais e do Distrito Federal.

A pesquisa fornece informações sobre os hábitos da população em relação à alimentação, prática de atividade física, tabagimos, consumo de álcool e existência de doenças como diabetes e hipertensão. As informações são usadas pelo governo para elaborar programas de prevenção de doenças e ações para melhorar a qualidade de vida da população. [ABr]

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Conheça os cuidados para manter a boa memória

A ansiedade, a depressão e até mesmo o uso contínuo de medicamentos para dormir podem provocar problemas sérios relacionados à memória e outras funções cognitivas, conhecida como Comprometimento Cognitivo Leve (CCL).

Segundo o psiquiatra Fabio Armentano, que coordena o Grupo de Psicogeriatria do AME, a maior parte das queixas relacionadas ao esquecimento vem de pacientes da terceira idade, mas também podem ocorrer na população mais jovem.

“Quando o paciente se queixa, nós fazemos uma investigação completa, que inclui avaliação médica e pode envolver testes das funções cognitivas, além da realização de exames laboratoriais e  de neuroimagem, como tomografia computadorizada ou ressonância magnética. O CCL tem uma série de causas possíveis, desde a depressão, a ansiedade e o efeito de medicações para o sono, até problemas clínicos como o hipotireoidismo, a deficiência de vitaminas e a diabetes descompensada”, afirma Armentano.

Não há medicamento específico para o CCL e o tratamento normalmente é focado nos fatores que, possivelmente, geram o esquecimento. Por isso, cada caso é avaliado individualmente e, muitas vezes, o acompanhamento é multidisciplinar, envolvendo psicologia, terapia ocupacional, psiquiatria, entre outras áreas.

Segundo Armentano, pacientes portadores de CCL apresentam queixas de alterações na memória, atenção ou capacidade de orientação, mas que não causam prejuízos de suas funções do dia a dia. Segundo o médico apenas uma parcela dos pacientes portadores de CCL (cerca de 10%) piorará e evoluirá para um quadro de demência, como a doença de Alzheimer. A maioria ficará estabilizada e outros podem até melhorar.

Segundo Armentano, os pacientes, independentemente da idade, devem procurar o médico quando perceberem que os esquecimentos são frequentes e prejudicam o dia a dia. “É comum não lembrarmos de algumas coisas, às vezes. Já ocorreu com a maioria das pessoas esquecer o que foi fazer ao entrar na cozinha, por exemplo, mas normalmente recordamos depois de passado algum tempo.

Quando estas falhas acontecem sempre ou de uma forma a atrapalhar as atividades, está na hora de procurar atendimento”, explica o psiquiatra.

O AME “Psiquiatria” é uma unidade referenciada do SUS (Sistema Único de Saúde), que recebe pacientes encaminhados de postos de saúde ou dos Caps (Centros de Atenção Psicossocial).

Como melhorar sua memória:

1) Mantenha-se ativo. É importante que, mesmo na terceira idade, as pessoas tenham responsabilidades e mantenham seus papeis dentro da comunidade ou da família.

2) Não abra mão de seus momentos de lazer. Esta é uma das formas mais eficazes de cuidar da saúde mental.

3) Exercite-se. Vários estudos comprovaram que atividade física contribui para melhora do desempenho relacionado ao aprendizado e à memória.

4) Mantenha uma dieta balanceada e um estilo de vida saudável, diminuindo a chance de desenvolver obesidade, hipertensão arterial, diabetes e aumento do colesterol. Estas doenças podem prejudicar as funções cerebrais.

5) Mantenha vínculos sociais. Os aspectos afetivos são extremamente importantes e auxiliam muito a memória.

6) Exercite sua memória, o que vai muito além de preencher palavras-cruzadas. Ouça música, escreva. Ao ler um livro ou jornal, faça comentários, análises ou compartilhe informações, falando sobre o que leu. Ao assistir um filme ou novela, por exemplo, experimente contar o enredo para outras pessoas.

7) Treine sua capacidade de foco, tentando concentrar-se na tarefa que está realizando naquele momento. Muitas vezes, a queixa de memória é, na verdade, relacionada com a dificuldade de se manter concentrado e isso ocorre cada vez mais nos tempos atuais, em que temos que dar conta de diversas coisas ao mesmo tempo. Lembre-se: não é possível memorizar aquilo em que não se prestar atenção.

8) Pessoas na faixa de 30 ou 40 anos, com dificuldades, devem tentar treinar a memória, aumentando sua concentração, realizando uma tarefa de cada vez. É muito comum o perfil do adulto jovem distraído, que necessita melhorar seu nível de atenção.

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Estudo mostra que idosos têm 3,7 vezes mais risco de desnutrição

Foto: Rodrigo Moraes
Um estudo feito pelo Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual mostrou que os idosos têm 3,7 vezes mais risco de desnutrição do que os pacientes adultos. Foram analisados dados de 950 pacientes, entre homens e mulheres, acima de 18 anos de idade, internados no Serviço de Cardiologia do Hospital do Servidor Público Estadual.

Depois de analisar dados sobre peso e altura para determinar o Índice de Massa Corpórea dos idosos, de acordo com o especificado pela Organização Mundial da Saúde, o resultado apontou que 46,3% dos casos tinham risco de desnutrição. Nos pacientes com mais de 60 anos o risco foi 53% e nos adultos 23%.

Segundo a nutricionista Erica Moura Fernandes, do Serviço de Nutrição e Dietética do Hospital do Servidor, o risco de desnutrição nos idosos é maior porque eles costumam desenvolver problemas de coração a partir dos 60 anos de idade. “São vários fatores que interferem no aparecimento da desnutrição, como baixa ingestão de alimentos, complicações relacionadas a doenças cardiovasculares, idade avançada e perda de peso involuntária”, disse.

O fato de viverem sozinhos também interfere na nutrição, explicou Erica, pois muitos dos idosos são responsáveis por comprar seus próprios alimentos e prepará-los. Outros não se alimentam bem porque não têm próteses ou sofrem com ausência de dentes. “Com a dificuldade para mastigar, o idoso não come carne, fonte importante para a boa qualidade nutricional. Normalmente, idosos também tomam muitos remédios o que altera seu paladar, diminuindo a vontade de comer”.

Outro fator que interfere na alimentação é a viuvez, que muitas vezes leva o idoso à depressão, estado emocional que diminui a fome. Além disso, a nutricionista destacou o baixo poder aquisitivo da grande maioria dos idosos aposentados, e recebem um benefício baixo para suas necessidades. “Eles têm que priorizar a compra dos medicamentos e não conseguem comprar os alimentos adequados”. A queda da capacidade cognitiva também pode levar o idoso a se alimentar mal. “Muitos não podem ir até o fogão e dependem de alguém para preparar sua comida, e nem sempre isso é possível”.

Devido a esses fatores a possibilidade de o idoso desenvolver desnutrição é maior, e Erica ressaltou que quando os pacientes chegam ao hospital estão bastante debilitados. “Normalmente os cardiopatas chegam a enfartar ou a ter complicações, geralmente porque não têm uma alimentação adequada. Quando chegam ao hospital são submetidos a uma dieta diferente, com pouco sal e restrições, o que interfere na aceitação alimentar”.

Erica explicou que o paciente cardiopata precisa de mais energia para digerir os alimentos, o que o faz entrar em hipermetabolismo. “Isso também pode provocar a desnutrição porque ele consome muito mais nutrientes do que uma pessoa normal”. A cardiopatia também causa inchaços o que provocam má absorção de nutrientes, resultando na desnutrição. “O paciente que está inchado tem má sensação de plenitude gástrica, ou seja, come mas não consegue aceitar o alimento”.

A nutricionista ressaltou que é importante identificar a desnutrição assim que o paciente chega ao hospital para determinar a alimentação adequada durante a internação e depois da alta. [ABr]

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O calendário a seu favor para transformar a sua vida

Por Orlando Augusto (*) 

O calendário nos indica apenas o dia e ano em que estamos, mas não é capaz de dizer como foi nosso ano até aqui, uma vez que cada um de nós teve neste período uma percepção de tempo de uma forma diferente, muito particular.

Muitas pessoas acreditam ainda que o tempo passa do mesmo jeito para todo mundo. Este foi um senso comum defendido até por Isaac Newton, considerado o pai da ciência moderna. Mas, outro gênio, chamado Albert Einstein, percebeu que esta teoria não estava certa, uma vez que o tempo corre de forma diferente.

Einstein foi além e defendeu que o tempo não é um rótulo para todo universo. Esta constatação nos deu uma imagem muito rica na qual cada um tem seu próprio tempo que corre a um ritmo particular.

Responda rápido: qual foi a percepção deste ano até agora? A maioria das pessoas nem sequer percebeu o fim deste período. Isso porque continua com os mesmos medos, as mesmas dúvidas. E os sonhos? Agendados para algum dia!

Desculpe-me se estou sendo invasivo demais, mas se você chegou até este parágrafo do artigo é porque, provavelmente, de alguma forma tem alguém aí dentro de você que clama por dias melhores e que há muito tempo vem te incomodando e pedindo para viver uma vida realmente digna, prazerosa, autêntica e, principalmente, baseada em seus sonhos e motivos e não os dos outros.

Para tanto, você sabe que tem que haver uma certa pressão criada por você mesmo, uma pressão que tire você da zona de conforto, que te desafie. Trata-se de uma pressão positiva que irá contribuir com a sua expansão e o seu crescimento. Afinal, somente quando somos postos a prova, quando realmente nos incomodamos é que nos transformamos. Enquanto você estiver 100% confortável, não se iluda. Não haverá mudanças!

Neste contexto, a humanidade é muito parecida. Não importa aonde chegamos ou quanto evoluímos. Queremos muito mais e, por isso, eu e você somos muito parecidos: não estamos dispostos a esperar que algo acidentalmente ocorra para realizarmos nossos sonhos, para sermos especiais e importantes, para que nossa vida tenha significado, propósito.

Queremos uma vida que possa ser chamada de vida de verdade, que não propicie apenas a sobrevivência e o pagamento das contas. Queremos – e podemos procurar – uma vida com propósito, com entusiasmo juvenil, com gosto. Uma vida que perceba o tempo não como carrasco, não com estresse, mas com aquela pressa por saber que tem tantas coisas boas para fazer que eu até gostaria de ter mais tempo.

Sabemos o quanto é fácil fazer promessas num momento de euforia e pensar que este ano tudo vai ser diferente e que você vai fazer acontecer, mas você sabe que esta é a vida ideal que deveríamos ter e que, infelizmente, a grande maioria das pessoas só assiste no cinema, só encontra nas páginas de um livro ou se ilude nas promessas que faz ao longo do ano.

Isso ocorre porque passado este momento de euforia de quando se fez as promessas descobrimos o quanto é difícil fazer e manter isso no dia a dia e o quanto é mais fácil apenas virar o calendário de novo e ver a vida avançar no “piloto automático”. Desta forma, os sonhos são adiados mais uma vez, por muito, muito tempo.

Que tal você, então, declarar que terá no final deste ano uma passagem para 2014 muito superior a todas que teve até hoje? Pense nisso! Busque uma forma diferente para obter resultados diferentes.

(*) Orlando Augusto é Palestrante, Trainer e Psicoterapeuta especialista em Alta Perfomance há mais de dez anos. Ministra o treinamento Os Super Humanos (www.ossuperhumanos.com.br), que utiliza o que existe de mais atual na ciência do comportamento humano num mix de tecnologias.

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Ansiedade e estresse podem levar a descontrole alimentar

Ansiedade e o estresse lideram fatores
responsáveis pelo descontrole alimentar
Alimentação emocional. Sabe o que é isso? É quando quando a pessoa come mesmo sem fome em resposta a determinadas emoções. Os riscos à saúde são grandes e as principais consequências são ganho de peso e “efeito sanfona” (o indivíduo engorda e emagrece frequentemente). Entre os sentimentos mais comuns, a ansiedade e o estresse lideram os fatores responsáveis pelo descontrole alimentar.

Segundo Lara Natacci, nutricionista do programa, sensações como tristeza, raiva ou culpa não melhoram depois que comemos. “Ao contrário, depois de comer demais para compensar esses sentimentos, vêm a frustração e a sensação de fracasso."

Ela diz que associar comida como alívio para os problemas pode ficar “programado” no cérebro. “O mais indicado, nos casos de alimentação emocional, é buscar orientação psicológica para trabalhar o comportamento compulsivo em relação à comida, além de acompanhamento nutricional e atividades físicas”, pondera.

Identificar o que dispara o desejo de comer, além da necessidade do corpo, e descobrir a verdadeira relação com a comida são os primeiros passos para emagrecer com saúde. “Quem se relaciona com os alimentos pela emoção tem tendência a consumir mais carboidratos, laticínios e gorduras, que em excesso causam aumento de peso e, consequentemente, doenças relacionadas à obesidade.”

Confira abaixo algumas orientações da nutricionista para identificar o consumo emocional e como evitá-lo.

Características da fome emocional:

1. A fome emocional aparece de repente, enquanto que a fome fisiológica surge gradualmente.
2. Normalmente, o alimento emocional é de um tipo específico, que “conforta” a pessoa, e o consumo é urgente, não sendo possível esperar.
3. Quando o impulso de comer for desencadeado pela fome emocional, se o indivíduo se distrair com uma atividade prazerosa, ele pode desaparecer. Se for desencadeado pela fome fisiológica, ele não desaparecerá.
4. Se a pessoa come por emoção, muitas vezes, ela não consegue parar de comer, mesmo de já estiver saciada.
5. O fato de comer por emoção causa sensações de culpa e frustração, enquanto em condições normais a ingestão alimentar pela fome não causa essas sensações negativas.

Como evitar:

1. Bom fracionamento da alimentação. Pequenos lanches ao longo dia, além do café da manhã, almoço e jantar.
2. Evitar restrição alimentar severa.
3. Consumir alimentos fontes de triptofano, um precursor da serotonina (grão de bico, lentilha, laticínios, cereais), magnésio (cereais integrais e folhas verde-escuras), e carboidratos complexos (cereais ricos em fibras), que ajudam a melhorar o ânimo e a sensação de bem estar
4. Técnicas de relaxamento.
5. Atividade física regular.
6. Sono adequado.

[SecSaúdeSP]

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Colesterol está cada vez mais presente em crianças

Foto: Steven Depolo
Os problemas causados pelo colesterol não são mais novidade. O que vem causando preocupação é o aumento do colesterol em crianças e adolescentes. Há alguns anos, os exames de colesterol começavam a ser pedidos para pessoas com mais de 20 anos, hoje já começa a fazer parte da rotina de exames de adolescentes, crianças e até bebês.

O estilo de vida que a modernidade trouxe tornou a garotada mais sedentária, trocando, muitas vezes, a atividade física por vídeo games e computadores. A alimentação também ficou mais gordurosa, com fast food, refrigerantes e comidas prontas. O grande vilão da nutrição, entretanto, tem sido os refrigerantes. Com altos índices de gordura, açúcar e sódio, eles são venerados pelas crianças.

A coordenadora da pediatria do Hospital Sepaco, a dra. Célia Regina Pacerini Moreno, faz um alerta sobre o problema e explica um pouco mais sobre esta doença.

O colesterol é um lipídio – tipo de gordura – que funciona como componente estrutural das membranas celulares em todo corpo, e existe naturalmente em no organismo. “Podem ser classificados em dois tipos: o HDL, também chamado de colesterol bom, que transporta o colesterol das células para o fígado e fornece proteção contra o entupimento das artérias; e o LDL, conhecido como colesterol ruim, que causa o depósito da gordura nas artérias”, explica.

Quando em excesso, o LDL se deposita nas paredes arteriais – vasos que levam o sangue para os órgãos e tecidos – causando seu entupimento, processo denominado arteriosclerose. Quando o acumulo ocorre em artérias coronais ou cerebrais, pode levar ao infarto e ao AVC (Acidente Vascular Cerebral).

A prevenção da doença é simples: criar hábitos saudáveis nas crianças desde cedo com o estimulo de atividades físicas e uma alimentação balanceada. “Quanto aos doces e refrigerantes? Eles podem ser consumidos sob controle dos pais. É possível escolher um dia na semana para que a meninada possa comer lanches, bolachas, etc. Não ter este tipo de alimento em casa, dificultando o acesso, também ajuda a criança a ingerir alternativas saudáveis, como sucos e frutas nos intervalos das refeições”, alerta a doutora.

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Senado proíbe venda de refrigerantes e alimentos gordurosos nas escolas

Coxinha pode ser proibida nas escolas
(Foto: Claire Taylor)
A garantia de uma alimentação adequada nas escolas de ensino básico do país depende agora da aprovação dos deputados federais. Hoje (21), o Senado concluiu a votação do projeto de lei que proíbe cantinas e lanchonetes instaladas em escolas de vender bebidas com baixo teor nutricional, como os refrigerantes, ou alimentos com quantidades elevadas de açúcar, de gordura saturada, de gordura trans ou sal.

O montagem dos cardápios destes estabelecimentos é motivo de preocupação em alguns estados, que definiram normas para os cardápios oferecidos aos alunos, mas, até hoje, não há regra que padronize a medida nacionalmente. O assunto é discutido no Congresso há quase oito anos.

Os senadores esperam uniformizar a qualidade dos alimentos e estimular ações de educação nutricional e sanitária nas escolas. O projeto havia sido aprovado no colegiado mas, como a decisão é terminativa, a medida precisou ser submetida a segundo turno de votação. O projeto segue agora para apreciação da Câmara dos Deputados.

Da Agência Brasil

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Tempo extremamente seco aumenta procura por atendimento médico; saiba como evitar

Historicamente, agosto é considerado o mês mais seco do ano em São Paulo, mas a cidade já está em estado de atenção por não ter chuvas há mais de 10 dias. Algo preocupante para a população e, principalmente, para as pessoas mais suscetíveis às doenças alérgicas, uma das mais comuns é a rinite.

Segundo a dra. Cristiane Passos Dias Levy, otorrinolaringologista do Hospital Paulista, a rinite é um processo inflamatório da mucosa nasal decorrente de uma reação exagerada a uma ou mais substâncias, chamadas de alérgenos, não tem cura, mas é possível mantê-la sempre sob controle.

Há vários fatores que podem contribuir para a ocorrência de rinite alérgica, desde a predisposição familiar, mas essencialmente o contato com os agentes que desencadeiam o processo alérgico. Entre eles estão a poluição ambiental, poeiras, ácaros, pêlos de animais domésticos e até mesmo uma mudança brusca de temperatura, variação na umidade relativa do ar, qualquer cheiro mais forte ou até mesmo estresse.

Na verdade, o paciente alérgico possui a mucosa nasal tão “sensível” que deixa de reagir apenas a esta ou aquela substância que causa alergia e passa a inflamar por literalmente qualquer motivo.

No mundo inteiro nota-se um aumento da incidência de rinite com o passar das décadas. Alguns estudos quantificam esse crescimento em até 40%.

Principais Sintomas:
Irritação no nariz, na boca, nos olhos, na garganta, na pele ou em qualquer outra região;
Coriza;
Espirros;
Lacrimejamento nos olhos.

Sintomas da rinite alérgica que podem se apresentar posteriormente:
Congestão nasal;
Tosse;
Diminuição da audição e diminuição do olfato;
Dor de garganta;
Olheiras e olhos inchados;
Fadiga e irritabilidade;
Cefaleia;
Problemas de memória e lentidão de raciocínio

Como tratar?
O tratamento da doença tem início com o controle do ambiente para reduzir a exposição aos fatores que desencadeiam a alergia, ou com medicamentos para conter os sintomas e a inflamação da mucosa nasal.

Para evitá-la, medidas simples como dar preferência a pisos que possam ser limpos com um pano úmido (pelo menos uma vez por dia), manter a casa arejada e ventilada, evitar o uso de tapetes, cortinas, carpetes, bichos de pelúcia e o contato com cães e gatos, tirar do guarda-roupas cobertores e tudo que não é utilizado com frequência para tomar sol e usar aspiradores, ao invés de vassouras e espanadores que espalham mais a poeira.

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Brasil vai testar vacina contra dengue em humanos

Foto: Agência Brasil
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o Instituto Butantan a fazer testes da vacina contra a dengue em seres humanos. O teste terá a duração de cinco anos e será feito em 300 voluntários. Segundo o Ministério da Saúde, a autorização dada pela Anvisa é para a fase dois do estudo e visa a analisar efetivamente a eficácia e segurança da vacina tetravalente e que pretende prevenir a população contra os quatro tipos da doença (1, 2, 3 e 4).

Os testes em pessoas serão feitos no Instituto Central (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo-USP); no Instituto da Criança (Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP) e no Hospital das Clínicas (Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto – USP). O ministério está investindo R$ 200 milhões na pesquisa da vacina contra a dengue e projetos de outros produtos biológicos.

A pesquisa da nova vacina foi iniciada em 2006 pelo Instituto Butantan. Se for aprovada em todas as etapas da pesquisa clínica, poderá ser vendida e distribuída à população. A perspectiva do governo, em caso de sucesso em todas as etapas, é atender a demanda global e também exportar a vacina contra a dengue.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, avalia que a autorização para os testes é um grande passo para o enfrentamento da doença e faz parte dos esforços do governo para proteger a população contra a dengue.

O Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos Bio-Manguinhos, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), também está pesquisando uma vacina contra a dengue com apoio do Ministério da Saúde. Os estudos começaram em 2009, em parceria com o laboratório privado GSK. [ABr]

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Despertar o "Eu Interior" é o principal desafio

Por Benedicto Ismael Camargo Dutra*

As novas gerações estão enfrentando vários impactos dentre os quais a desaceleração econômica que vem reduzindo os empregos nos países desenvolvidos e o aumento da violência urbana em nações desiguais como o Brasil. Também estão observando os efeitos das alterações climáticas e suas consequências catastróficas. Há um descrédito nos gestores da religião, da economia e das finanças públicas. Qual influência exerce sobre os jovens tantas notícias de crises, onde supostamente não deveriam existir, como na religião, nos governos, na administração pública ou privada? Onde encontrar um alento esclarecedor, uma saída? Onde encontrar a Verdade?

O grande desafio é atingir o eu interior, que todos nós possuímos, e que se manifesta na consciência do próprio existir. Ele está adormecido. Precisa ser despertado para ajudar, para agir. Reflexões fortalecem. Pensamentos esvoaçantes atrapalham. Ouvir com atenção, interiorizar as vivências, favorece a movimentação. A partir dos anos 1970 ocorreram mudanças que afetaram profundamente o preparo das novas gerações com o aumento dos estímulos para o fortalecimento do raciocínio em prejuízo da intuição.

Os jovens de hoje são seres humanos da mesma forma como as pessoas de mais idade, cujo eu interior ainda se mantém mais ou menos ativo, agindo com bom senso e algum lampejo intuitivo. Mas com os avanços da tecnologia e as mudanças na educação, e com a redução do hábito de ler e do aprendizado por convivência, o eu interior se apresenta mais travado nas novas gerações.

Atualmente se fortalece a crença de que a felicidade está na conquista do prazer imediato, o que cria uma barreira para a busca do sentido da vida. Estamos diante de uma geração que quer o prazer imediato sem grandes preocupações com o significado da existência.

Às vezes, quando adentramos num recinto ou numa moradia, somos surpreendidos por algum arranjo de flores com sua beleza e sua leveza. No entanto, nem sempre observamos a mesma delicadeza nas formas de pensamento presentes nesse local. Isso porque as pessoas não se preocupam com a sua maneira de pensar, falar e agir; não ouvem o seu íntimo. Então, percebemos formas agressivas, ríspidas, sem coração, geradas na oficina do cérebro, pois o eu interior está travado. O escritor alemão Abdruschin (1875 – 1941) explica com clareza a origem disso, mostrando a diferença entre o ser humano materialista, que obedece cegamente ao seu raciocínio, e o ser humano de coração, que age com amor e generosidade, movido pelo lampejo espiritual - a sua intuição.

A beleza das flores indica o caminho da leveza, mas teimosos, os humanos frequentemente preferem a rudeza do raciocínio movido pela desconfiança, medo e cobiça.

Algumas vezes consegui manter uma conversa com o “eu interior” da pessoa com a qual estava falando. Outras vezes notei como o raciocínio atrapalha e dificulta, impedindo o diálogo, pois o eu interior geralmente age com justiça e generosidade, o que contraria o ego. Hoje está cada vez mais difícil estabelecer o verdadeiro diálogo entre as pessoas. As novas gerações sofrem com isso e com o peso da tecnologia, cada vez mais baseada no raciocínio, e sua forte influência na educação.

E enquanto o raciocínio trava, o eu interior abre o caminho para uma visão mais ampla. A época exige comedimento e bom senso. Os jovens não pensam sobre isso; não são conduzidos a isso. Tudo conspira contra, para que os pensamentos permaneçam na superfície, sem análise, sem interiorização. E sem a conexão com o eu interior, as pessoas agem como robôs, preponderando as influências externas nas tomadas de decisões.

Com o eu interior desperto vamos adquirindo visão de conjunto, capacidade de análise e melhor compreensão da situação, reconhecendo os pontos críticos. Para alcançar melhores resultados temos de fazer um esforço visando o fortalecimento do eu interior e a sua movimentação. Precisamos compreender que a presença humana no planeta deveria promover a melhora das condições de vida, não o contrário. Isso, a família e a educação precisariam transmitir às novas gerações.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, e associado ao Rotary Club São Paulo. Realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. É também coordenador dos sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br, e autor dos livros “ Conversando com o homem sábio”, “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”, “O segredo de Darwin”, e “2012...e depois?”. E-mail: bicdutra@library.com.br

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Consumo habitual de café pode prevenir doenças

Análises realizadas nos últimos cinco anos com 150 consumidores de café pelos pesquisadores da Unidade de Pesquisa Café e Coração, do Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), revelaram maior atividade antioxidante no organismo e melhor desempenho em exercícios físicos. Segundo um dos cientistas envolvidos na realização da pesquisa, o médico Bruno Mahler Mioto, os resultados mostram que o consumo habitual de café em doses moderadas pode trazer efeitos benéficos para a saúde e contribuir para a prevenção de doenças.

Mioto aponta que o estudo procura esclarecer dúvidas a respeito dos efeitos do consumo de café na saúde humana. “Já se sabe que a ingestão de altas doses de cafeína pode desempenhar efeitos deletérios na pressão arterial e na frequência cardíaca”, diz. “Entretanto, esse efeito foi obtido em testes nos quais se utilizou cápsulas de cafeína pura, em que cada unidade equivalia a seis xícaras grandes de café”, conta. “Quando se analisa o consumo habitual de café, os resultados obtidos são geralmente neutros ou positivos”, afirma.

Os participantes do estudo inicialmente ficaram 21 dias sem ingerir café. Em seguida, tomaram café continuamente, 450 mililitros (ml) por dia, em dois períodos de 28 dias, sendo que em cada um deles variava a intensidade da torra do café (média ou escura). Em cada fase foram realizados exames de holter, colesterol, pressão arterial, testes de esteira e de reatividade vascular, entre outros. “As análises do plasma sanguíneo revelaram maior atividade antioxidante nos consumidores de café, seja com o café de torra média ou com o de torra escura”, destaca Mioto.

De acordo com o médico, o café pode ser uma das principais fontes de antixoxidantes na dieta, se consumido de forma razoável. “A literatura médica também registra que o café tem efeito protetor contra diabetes”, conta. Nos testes de esteira, os consumidores de café tiveram melhor performance atlética e maior tempo de exercício. “Este resultado foi verificado também nos pacientes coronáriopatas, que não apresentaram nenhum evento cardíaco adverso, como angina ou arritmias”, acrescenta Mioto.

Prevenção de doenças
Outro benefício para a saúde associado ao café verificado na pesquisa é que a bebida não tem efeito negativo sobre a reatividade vascular, função endotelial associada à vasodilatação e a formação de radicais-livres. “Outros estudos demonstram que o café melhora a memória e atenção e, quando consumido na merenda escolar, pode melhorar o desempenho dos alunos”, relata o médico. “Um estudo com 300 mil pacientes realizado nos Estados Unidos revelou que o café está associado a diminuição de mortalidade total, por doenças cardiovasculares ou mesmo devido à causas externas”.

De acordo com Mioto, a pesquisa do InCor tem demonstrado que o consumo habitual da bebida está associado à prevenção de doenças. “Uma pessoa que toma café habitualmente geralmente adquire tolerância à cafeína, impedindo que aconteçam efeitos adversos como palpitações e arritmia cardíaca, que podem ocorrer em consumidores esporádicos”, destaca.

Todos os cafés testados levaram a um aumento discreto dos níveis de colesterol. “Numa próxima etapa do estudo, serão verificadas quais as subfrações aumentaram, e se são benéficas ou prejudiciais à sáude”, diz o médico. O café com torra escura não teve impacto na pressão arterial, enquanto o de torra média causou discreto aumento, provavelmente sem nenhuma relevância clínica. “Imagina-se que a torra mais escura elimine substâncias (que não a cafeína) que influenciem na pressão arterial, visto que o consumo de café descafeinado também pode determinar discreta elevação da pressão”.

As pesquisas são realizadas na unidade de pesquisa Café e Coração, do InCor. Os estudos têm a colaboração da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e da Associação Brasileira das Indústrias de Café (Abic). “Já foram analisados 150 pacientes, a meta é chegar a 300”, afirma Mioto. “Os participantes recebem cafeteira, filtros, medidores e garrafas térmicas, além de café com certificação de qualidade da Abic, de modo que não consumissem outros cafés durante o período de estudo”. Os testes também deverão ser feitos com café do tipo expresso e com café descafeinado. [AgUSP]

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Nível socioeconômico influi no acesso a alimentos saudáveis

Foto: Royalty-Free/Corbis
Uma pesquisa realizada na Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP mostra que estabelecimentos de comercialização de alimentos localizados em bairros de maior nível socioeconômico apresentaram um maior número de opções saudáveis, quando comparados a estabelecimentos similares, mas localizados em áreas de menor nível socioeconômico.

A pesquisa Ambiente alimentar urbano em São Paulo, Brasil: avaliação, desigualdades e associação com consumo alimentar foi realizada pela doutora em Nutrição em Saúde Pública Ana Clara Duran. Sob orientação da professora Patricia Constante Jaime, a pesquisadora estudou estabelecimentos de comercialização de alimentos — restaurantes, lanchonetes, pequenos mercados de bairro, supermercados, feiras-livres e outros que comercializassem alimentos em 13 distritos da capital paulista. O acesso a alimentos saudáveis foi medido a partir de indicadores que reuniram informação sobre disponibilidade, variedade, qualidade, preço e propaganda de alimentos: frutas e hortaliças, refrigerantes e outras bebidas açucaradas, salgadinhos e biscoitos recheados.

Segunda etapa
Em uma segunda etapa da pesquisa, a pesquisadora entrevistou 1.842 adultos residentes nos mesmos distritos acerca do consumo dos mesmo alimentos estudados (frutas e hortaliças, refrigerantes e outras bebidas açucaradas, salgadinhos e biscoitos recheados), comportamento de compra de alimentos e dados demográficos e socioeconômicos.

Com tais informações foi capaz de analisar a associação entre aspectos do ambiente alimentar próximo à residência — disponibilidade, variedade, qualidade, preço e propaganda de alimentos — e consumo de frutas, hortaliças e bebidas açucaradas. Para isto utilizou análises estatísticas — modelos multiníveis — ajustadas para dados individuais.

Após ajustes para medidas individuais de sexo, idade, educação e renda, preços altos de bebidas açucaradas em regiões mais pobres de São Paulo foram associados a uma menor chance de consumi-las; enquanto a associação foi inversa nos bairros mais ricos da cidade. Viver próximo a mercados e outros estabelecimentos com disponibilidade de frutas aumentou em cerca de 50% a 70% a chance dos moradores de consumirem frutas em cinco dias ou mais na semana.

Considerando tais resultados a pesquisadora concluiu haver diferenças no acesso a alimentos saudáveis em São Paulo, favorecendo as regiões da cidade de nível socioeconômico mais alto. Ademais, aspectos do ambiente alimentar foram associados ao consumo de frutas e bebidas açucaradas. Políticas públicas e intervenções com o objetivo de diminuir as desigualdades de acesso da população a alimentos saudáveis devem considerar o impacto de aspectos do ambiente alimentar — disponibilidade, preço, variedade e qualidade de alimentos saudáveis e não saudáveis. [AgUSP]

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Levar marmita para o trabalho requer cuidados com alimentação saudável

Hábito cada vez mais comum, a marmita que é levada para o trabalho por muitos brasileiros deve conter uma refeição saudável, equilibrada e balanceada. Além de ser econômica, é preciso evitar contaminação e intoxicação alimentar. O programa Meu Prato Saudável, parceria do Instituto do Coração (InCor) e do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP com a LatinMed Editora em Saúde, faz um alerta sobre os cuidados na preparação e transporte de marmitas de casa para o trabalho.

“Se o trajeto até o trabalho for longo, o ideal é acondicionar o recipiente em uma bolsa térmica. Assim, é possível manter a temperatura dos alimentos e evitar que sofram alterações no sabor, na cor e na textura ou até mesmo que estraguem. Saquinhos de gelo podem ajudar” explica Lara Natacci, nutricionista do Programa Meu Prato Saudável.

A especialista recomenda que, antes de montar a marmita, coloque os alimentos em um prato. Isso facilita na hora de calcular a quantidade de cada alimento. Metade do prato deve ser preenchida com verduras e legumes. A outra metade pode ser completada da seguinte maneira: 1/4 com carboidrato (arroz ou batata ou massas) e o 1/4 restante com proteínas vegetais (feijão, soja, lentilha, ervilha, grão-de-bico) e animais (carne bovina, frango, peixe e ovo). “É importante colocar uma fruta para a sobremesa”, orienta Lara.

Ao colocar os alimentos dentro do recipiente,  separe os quentes dos frios. “Alguns deles possuem divisórias, o que facilita na hora de montar. Outra opção é levar a salada em recipiente à parte”, diz.

Além disso, a nutricionista sugere que se evite colocar na marmita alimentos fritos, que levam molhos ou ovos, pois têm maior probabilidade de estragar e podem contaminar todo o restante da comida. Outra dica é temperar a salada apenas na hora de comer.

Opções de marmitas saudáveis:

Opção 1:
Salada: Alface americana, tomate, cenoura ralada e beterraba ralada.
Prato quente: Arroz, feijão carioca, couve refogada e carne cozida.

Opção 2:
Salada que pode ser esquentada: Legumes cozidos no vapor: cenoura, brócolis, couve flor e berinjela.
Prato quente: macarrão integral e filé de frango grelhado.

Opção 3:
Prato frio: salada de folhas variadas, tomate cereja, cenouras baby, grão de bico cozido, milho cozido, croutons e atum ralado.

Opção 4:
Prato único: Arroz de forno: arroz, molho de tomate fresco, frango desfiado, ervilha, cenoura em cubinhos, brócolis, champignon.
 
Opção 5:
Sanduíche: pão integral, queijo cremoso, rosbife fatiado, folhas de alface, rúcula e erva-doce picada.

Atenção aos tipos de recipientes:

Plástico: São mais práticos, mas é importante tomar alguns cuidados. Para não correr riscos, retire a comida da marmita e coloque em um prato na hora de esquentar no micro-ondas e, se for no fogão, coloque em uma panela. Evite o banho-maria, o plástico pode derreter. Existem algumas versões elétricas, mas prefira as que têm divisórias.

Vidro: É a melhor opção, e pode ser colocado no micro-ondas, sua higienização é simples.

Alumínio: A tradicional marmita é de alumínio, que pode alterar a composição e o sabor da comida, como molho de tomate, por exemplo. E também não pode ir direto no micro-ondas. Recomenda-se esquentá-la em banho-maria. [AssCom]

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