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Psicóloga fala sobre a dificuldade de dizer "não"


NAO[1]A psicóloga da Medicina Preventiva do Sepaco Autogestão, Samantha Negrini, debateu o tema a “Dificuldade de falar não” no programa “Manhã Record”, que abriu espaço para os ouvintes darem suas opiniões e também tirar dúvidas com a especialista.

A psicóloga comentou que a necessidade em agradar está relacionada aos sentimentos desde os primeiros anos de vida, quando a mãe, mesmo com carinho, diz “não” ao filho para impor limites.

O importante, segundo a especialista, é entender qual é o significado que a palavra “não” tem na vida de cada um. “Muitas vezes, as pessoas aceitam tudo com medo de perder o vínculo estabelecido com um amigo ou ente querido, mas será que essa relação é tão frágil o suficiente para se romper com uma negativa?”

Segundo Negrini, o problema está em imaginar o que o outro irá pensar e criar sentimento de culpa ou pena. É difícil tanto falar um “não” quanto ouvi-lo, uma vez que está relacionado com fatores emocionais, como rejeição, abandono e perdas. Porém, as pessoas não percebem isso e acabam se colocando em situações ruins, apresentando inclusive sintomas físicos, tais como taquicardia e sudorese.

Para finalizar, a dica da psicóloga é avaliar o pedido com consciência sobre o seu limite e explicar ao outro o porquê não realizará a solicitação. “Desta forma, a decisão será madura e clara para quem fala e para quem escuta o ‘não’”, conclui.

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Cansaço excessivo é sinal de que o corpo está pedindo ajuda

Você está cansado? Mas com um cansaço excessivo, tão grande, que não passa por nada, nada mesmo? Dorme e acorda do mesmo jeito? Atenção: isso não é normal e tem nome: síndrome do cansaço prolongado. O clínico geral e psiquiatra Cyro Masci, autor do recém-lançado livro “Biostress: Novos Caminhos para o Equilíbrio e a Saúde”, afirma que isso é um problema que merece atenção. “Uma coisa é a pessoa tomar banho, dormir e acordar novo em folha. Outra é fazer isso tudo e acordar como se não tivesse descansado nada. O problema merece atenção, principalmente pelos efeitos nocivos que traz ao organismo.”

Pode parecer absurdo dormir e mesmo assim acordar com sintomas de exaustão, estafa e fadiga produzidos pelo problema, mas é muito mais comum do que se imagina. “Acomete 10 em cada 100 pessoas. Se perguntar para 100 pessoas se nos últimos seis meses apresentaram tais sintomas, 10% vão responder que sim. É um índice muito alto.” Todo mundo se sente cansado depois de um dia cheio de atividades, mas após uma parada, a maioria consegue recuperar as forças. “Com a síndrome do cansaço prolongado, isso não acontece e acaba afetando até a capacidade de o indivíduo de realizar ações rotineiras e tomar decisões. Há um roubo de energia”, afirma o médico.

Tais reações do organismo, porém, podem ser conseqüências de outras doenças. Por isso, antes de concluir que está com síndrome do cansaço prolongado é preciso descartar outras hipóteses. E isso só pode ser feito com a análise de um médico. “Anemia, problemas na tireoide, diabetes e algumas doenças do coração podem produzir tais reações orgânicas. É preciso ter certeza de que não há uma doença quietinha lá dentro roubando sua energia”, explica Cyro Masci.

FADIGA CRÔNICA X CANSAÇO PROLONGADO
Outra ação importante é não confundir o cansaço prolongado, também chamado fadiga prolongada, com a síndrome da fadiga crônica. “A fadiga crônica, provavelmente, é uma doença de origem infecciosa, viral. Foi descrita nos Estados Unidos e atinge muitas pessoas naquele país e menos no Brasil. Além do cansaço prolongado, tem uma febrícula (febre bem baixa) no fim da tarde e, muitas vezes, há presença de gânglios. O nome ‘fadiga crônica’ é apenas para essa doença. Não dá para misturar fadiga crônica e cansaço prolongado. São coisas totalmente diferentes.”

SÍNDROME DO BURNOUT
O cansaço prolongado é diferente também da síndrome de burnout. De acordo com Cyro Masci, o problema também gera exaustão e está ligado ao trabalho. A palavra burnout vem do inglês é significa chamuscado, queimado. “Ou seja, é quando a casa cai. Todas as suas reservas de energia estão esgotadas.” O problema foi descoberto nos anos 1960 e estava ligado, no começo, aos profissionais de saúde. Foi um psicanalista que descobriu, nele mesmo, os sintomas e percebeu que o mesmo ocorria com outras pessoas.

A síndrome de burnout acomete quem é muito perfeccionista, busca excelência profissional impossível de ser alcançada e que acaba chegando á exaustão. “É um cansaço que não melhora com nada mesmo, porque o cérebro tem foco apenas naquele objetivo, de finalizar ou realizar um trabalho de forma que fique perfeito”, afirma Masci. Tais pessoas precisam separar as coisas, dar espaço para atividades que lhe tragam prazer, e não pensar apenas em trabalho, trabalho, trabalho. Ter mais qualidade de vida e não fazer uma única atividade. “A síndrome de burnout é cruel. Ser tão exigente consigo mesmo, tão perfeccionista, acaba gerando cansaço e, por conseqüência, o indivíduo trona-se menos eficiente. E aí é um círculo vicioso. Não ser eficiente, gera mais cansaço, porque sendo perfeccionista vai querer fazer mais, insiste mais naquilo, acelera mais, o que só piora o quadro”, diz o médico.

E como se sabe se a pessoa está com síndrome de burnout? Cyro Masci responde: “O indivíduo passa a ser cínico, irônico, chato, age para deixar as pessoas em volta irritadas. Normalmente, não tem esse comportamento, mas de repente começa a apresentar agressividade, fica ranzinza, antipático. Assim, as pessoas se afastam, tomam distância. Isso, na verdade, é uma reação de defesa do cérebro para diminuir entradas, de receber informações. Com o afastamento das pessoas, o cérebro vai conseguir recuperar as energias que está precisando. Trata-se de uma proteção.”

FOME OCULTA
O cansaço prolongado pode estar ligado à desnutrição celular, também chamada de fome oculta. Trata-se da falta de nutrientes, de minerais, de vitaminas e de ácidos graxos nas células. Isso, segundo o médico, torna-se cada vez mais freqüente, pois nossa alimentação não tem a qualidade de nutrientes que deveria ter. “Deveríamos comer de seis a oito porções de frutas e vegetais por dia, mas pouca gente consegue essa proeza. Fora isso, a exigência de tais micronutrientes nas células aumenta por conta da poluição e do estresse. E as seis ou oito porções por dia já não são mais suficientes”, explica.

Para superar essa defasagem nutricional, Cyro Masci aconselha a realizar exames médicos que apontam quais substâncias precisam ser suplementadas no organismo. “Vitaminas como a D e outros nutrientes precisam ser mensurados para checar se o corpo não está com fome oculta. Com o resultado, o profissional indica suplementos e complementos alimentares.” Cyro faz, porém, um alerta: “Como o próprio nome diz, suplementos e complementos devem apenas suplementar e complementar e não substituir as refeições.

Eles repõem o que está faltando e ajudam o corpo a voltar a ter um equilíbrio natural.”
Então, se nos últimos seis meses, você apresentou ou apresenta sintomas de cansaço, exaustão, estafa, fadiga, é preciso procurar um médico. Pode estar sofrendo da síndrome de cansaço prolongado, ou de outros problemas que provocam tais sintomas. “Essa história de dizer que tem um cansaço constante, que não passa com nada, tem solução sim. É só procurar o tratamento adequado”, completa o médico.

SAIBA MAIS
Cyro Masci, clínico geral e psiquiatra, é autor do livro “Biostress – Novos Caminhos para o Equilíbrio e a Saúde” - http://www.amazon.com.br/dp/B00ITVJKNK

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