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Cerca de 40% da população brasileira têm intolerância à lactose

Leite, queijo, iogurte e manteiga são alimentos facilmente encontrados na mesa dos brasileiros, mas para cerca de 40% da população podem trazer náuseas, diarreia, excesso de gases, dor de estômago entre outros incômodos. Isso acontece devido a uma incapacidade que essas pessoas têm de digerir lactose, o açúcar do leite. É a intolerância à lactose.

Para digerir esse açúcar, o organismo precisa produzir uma enzima chamada lactase, que divide o açúcar do leite em glicose e galactose. A incapacidade de produzir a lactase pode ser genética ou ocasionada por algum problema intestinal que a interrompe temporariamente.

De acordo com Ricardo Barbuti, gastroenterologista membro da Federação Brasileira de Gastroenterologia, a capacidade de produzir a lactase é geneticamente determinada. “Quem tem a predisposição para produzir menos enzimas, na medida em que o tempo passa, vai perdendo a capacidade de digerir a lactose. Todo mundo que tem geneticamente uma intolerância, tem uma má absorção de lactose, mas isso não causa sintomas sempre”, disse Barbuti. Há países, como o Japão, em que praticamente toda a população tem essa característica.

O especialista explica que geralmente os sintomas aparecem entre meia hora e uma hora depois da ingestão do leite ou derivados, como chocolate, sorvetes, leite condensado, creme de leite, iogurte, manteiga, pudins e queijos. Barbuti ressalta porém, que isso depende do grau de intolerância à lactose e de quanta lactose tem o alimento ingerido. “Queijos quanto mais duros, menos lactose. Um parmesão, por exemplo, tem pouca lactose, enquanto um queijo mais mole tem mais lactose” explicou o especialista.

O Iogurte, por exemplo, tem menos lactose, já que o leite é fermentado e, no processo de fermentação, as bactérias consomem a lactose.

Já para Simone Rocha, nutricionista presidente da Associação de Nutricionistas do Distrito Federal, outro fator que pode causar intolerância alimentar de qualquer tipo, inclusive à lactose, é a superexposição a determinado alimento. “A superexposição pode causar intolerância, porque você come tanto que o seu organismo não consegue produzir enzimas para quebrar tudo”, explica Simone.

De acordo com Barbuti, as pessoas estão tendo mais acesso ao diagnóstico de intolerância à lactose. “O médico está mais atento a esse problema. O exame mais comum, que é o teste sanguíneo, é de fácil execução e está mais disponível à população, inclusive pelo SUS [Sistema Único de Saúde]”, avaliou o especialista. Ele conta que existe ainda um teste genético, em que os genes do paciente são estudados para saber se existe carga para a intolerância, porém este exame está disponível em pouquíssimos lugares no Brasil.

O especialista ressalta que existe diferença entre intolerância alimentar e alergia, que é uma reação imunológica descontrolada do organismo a alguma substância.

Para quem tem intolerância à lactose e faz questão de continuar consumindo derivados do leite, Barbuti explica que existem no mercado comprimidos de lactase. No Brasil, a lactase é encontrada apenas nas farmácias de manipulação, pois, de acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a enzima lactase é um medicamento de origem biológica. Em outros países, no entanto, a enzima é considerada alimento e tem venda liberada em farmácias e supermercados. Segundo a agência reguladora, ainda não há, no país, interesse das empresas em desenvolver o produto para vendas nas farmácias.

Outra alternativa para não passar mal ao ingerir derivados de leite são os probióticos, “as bactérias do bem”, que quando tomadas continuamente podem melhorar a digestão da lactose. Estes recursos são especialmente importantes para mulheres que já passaram pelo período da menopausa e precisam ingerir derivados do leite para absorverem cálcio.

Da Agência Brasil

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Pesquisa aponta relação entre doença de Chagas e depressão

Receber o diagnóstico de uma enfermidade como a doença de Chagas pode causar mudanças na rotina, nos planos e no estado de espírito dos pacientes? Pode causar apatia e tristezas nos anos subsequentes ao diagnóstico da enfermidade?

Essas e outras perguntas relacionadas à doença começam a ser respondidas por pesquisadores da Fundação Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) que desenvolveram estudo inédito identificando linhagens do protozoário Trypanosoma cruzi (causador da doença de Chagas), circulantes no Brasil, tipos 1 e 2, podem sim provocar desequilíbrio neuroquímico no paciente, resultando em associação biológica entre a doença e o quadro depressivo.

A constatação foi feita a partir do Laboratório de Biologia das Interações da Fiocruz, onde a equipe liderada pela pesquisadora Joseli Lannes identificou que o protozoário causador da doença pode desencadear uma desordem imunológica e neuroquímica associada ao quadro depressivo entre os pacientes.

A partir do estudo, a equipe de pesquisadores da Fiocruz concluiu que a mudança de comportamento registrada nos portadores da doença se dá “a partir da incerteza do destino e do elevado percentual de incurabilidade da doença, agravados pelo baixo nível socioeconômico predominante entre os portadores da enfermidade”.

Publicado na revista científica de referência Brain, Behavior and Immunity, o estudo, cuja autora principal é Glaucia Vilar-Pereira, derruba de certa forma a tese predominante até então na literatura médica de que o transtorno recorrente entre pacientes crônicos – e que levava à depressão – era motivado por fatores psicológicos. O estudo sugere, ainda, um tratamento combinado à base de drogas já disponíveis no mercado: benzonidazol e pentoxifilina.

Segundo a Fiocruz, a ideia que deu origem à pesquisa surgiu quando Joseli Lannes realizava experimentos sobre danos cardíacos com camundongos e, ao longo do estudo, notou que alguns dos animais eram mais apáticos.

Na avaliação de Joseli uma marca inconfundível da depressão é a desistência do paciente - neste caso, do animal. “Para identificar o que estava acontecendo, utilizamos dois grupos de camundongos. Cada grupo foi infectado com cepas tipo 1 e tipo 2 de Tripanosoma cruzi. Constatamos que só o primeiro grupo apresentava imobilidade e desistência quando submetido a testes”.

Para a pesquisadora, esse “era um sinal preliminar de que a depressão, na doença de Chagas, poderia não ser um processo psicossomático. Afinal, o animal não tem consciência da doença ou de sua condição social. Os dados indicariam, enfim, que o processo não é associado ao sickness behavior mas, de fato, à depressão”, esclarece.

A cepa tipo 1 é encontrada em todo o Brasil, com maior incidência nas regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste. Estima-se que existam dois milhões de portadores da doença de Chagas no país.

Em busca dos biomarcadores que justificassem o comportamento apático dos camundongos, a equipe identificou que os níveis da enzima IDO, que compromete a síntese de serotonina – o neurotransmissor associado à satisfação e à felicidade – estavam acima do normal nos animais incluídos no experimento.

Para Joseli, isso acontece porque a presença do parasito no organismo, ainda que reduzida na fase crônica da doença, induz à expressão da enzima IDO no sistema nervoso central. “Essa enzima degrada o triptofano, aminoácido substrato para a produção da serotonina, reduzindo, assim, os níveis deste neurotransmissor”, explicou.

Os pesquisadores trataram os camundongos com uma combinação de benzonidazol, quimioterápico utilizado contra o parasito, e fluoxetina, antidepressivo que aumenta a disponibilidade da serotonina no cérebro. Os resultados foram satisfatórios, mas a melhora significativa dos animais ainda não convenceu a equipe.

“Sabemos que 30% da população mundial não responde à fluoxetina, principalmente pacientes com câncer e doenças autoimunes. Isso ocorre porque nem toda depressão é causada apenas por desordens químicas envolvendo a serotonina. A resposta imunológica à doença também participa deste processo”, esclarece.

Os pesquisadores partiram, então, para a análise dos níveis de fator de necrose tumoral (TNF) nos camundongos. Trata-se de uma citocina produzida pelo sistema imunológico durante infecções por parasitas e na presença de tumores, associada a inflamações sistêmicas e alterações de comportamento, como a anorexia.

A resposta aos experimentos que se sucederam foi positiva, o que possibilitou à equipe confirmar que o quadro depressivo, na doença de Chagas, é resultado de um complexo circuito imunológico que interfere de forma contundente no sistema nervoso central, tendo como agente deflagrador o próprio parasito Trypanosoma cruzi.

“Muitas doenças inflamatórias crônicas, tais como artrite reumatoide, também são associadas à depressão e muitos pacientes não respondem a antidepressivos comuns. Nossos achados transcendem a doença de Chagas, pois acreditamos que a pentoxifilina possa ser usada de forma muito mais ampla, estendendo os benefícios a pacientes de diversos agravos”, enfatizou Joseli.

O próximo passo será estender o experimento aos seres humanos. Em breve, uma parceria entre o Laboratório de Biologia das Interações do IOC e o Ambulatório de Referência em Doença de Chagas - coordenado por Wilson Oliveira Junior e vinculado ao Pronto-Socorro Cardiológico Universitário de Pernambuco (Procape), da Universidade de Pernambuco (UPE) – possibilitará a realização de uma pesquisa clínica para investigar o uso da terapia sugerida pela equipe liderada por Joseli.

A proposta é realizar um estudo com a participação de psicólogos e cardiologistas, com duração prevista de dois anos, para só então testar as intervenções terapêuticas sugeridas pela equipe do IOC.

Para a especialista, se comprovada a eficácia, o protocolo sugerido poderá ser implementado nas unidades de saúde sem demora, uma vez que o benzonidazol, a pentoxifilina e a fluoxetina já estão aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e disponíveis no mercado.

A Fiocruz esclareceu, ainda, que o estudo contou com a colaboração do Laboratório de Biologia Molecular e Doenças Endêmicas do IOC, bem como de pesquisadores do Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal Fluminense (UFF) e do Laboratório de Farmacologia da Neuroplasticidade e do Comportamento, do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Da Agência Brasil

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Um terço da queda do número de fumantes do país ocorreu por conta das políticas de restrição da publicidade

Foto: Estevo González Azañón
Um de cada três fumantes brasileiros que optaram por deixar o cigarro, entre 1989 e 2010 o fizeram graças às medidas adotadas para restringir a publicidade do tabaco. Já a prevalência do tabagismo poderia ser reduzida em mais de 2% a 7%, até 2050, caso a proibição total da propaganda fosse colocada em prática a partir de 2010, mantendo igual o cenário em relação às outras políticas de controle do tabaco vigentes no país.  Esses cálculos, realizados pelo modelo de simulação SimSmoke, fazem parte do relatório Política Internacional do Controle do Tabaco (ITC) sobre o Brasil – Publicidade, Promoção e Patrocínio do Tabaco, com dados inéditos, lançado nesta terça-feira, dia 28, na sede da Organização Pan-Americana da Saúde, em Brasília, em celebração ao Dia Mundial sem Tabaco.

Este ano a data, que faz parte do calendário da Organização Mundial da Saúde, tem como tema a proibição total da publicidade do tabaco, de acordo com o artigo 13 da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco. A pesquisa foi realizada com adultos fumantes e não-fumantes nas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre, em dois  momentos: 2009, e entre 2012 e 2013. Na ocasião, serão apresentados dados que avaliam o impacto das medidas adotadas no Brasil para proibir a publicidade, promoção e patrocínio de produtos de tabaco.

A secretária executiva da Comissão Nacional para Implementação da Convenção-Quadro para Controle do Tabaco (Conicq), Tânia Cavalcante, explica que apesar de, em dezembro de 2011, uma nova lei ter proibido a publicidade dentro dos pontos de venda (PDV), ela ainda é desrespeitada em muitos estabelecimentos do país.

“A publicidade do tabaco é proibida no Brasil, desde 2000, com exceção dos estabelecimentos onde é vendido. Além disso, qualquer tipo de publicidade exibida nos PDVs é obrigado a apresentar as advertências de saúde aprovadas pelo governo", diz a secretária. "No entanto, essa lei é desrespeitada", completa.

Os dados da pesquisa ITC, realizada com adultos fumantes e não-fumantes,  indicam que a crescente  restrição da  publicidade e promoção de produtos de  tabaco ao longo das últimas décadas  no Brasil  reduziu de forma significativa a  percepção das propagandas desses produtos por esse grupo. Ainda assim, o nível de percepção em 2012 e 2013 ainda é significativo pois,  quase um quarto dos fumantes (22,6%) e não-fumantes (24,9%) -  notaram situações relacionadas a marketing de produtos de tabaco que os estimularam a fumar.

Foto: Hebe Aguilera
“Tal fato sugere que, apesar dos esforços nacionais para diminuir o estímulo ao consumo por meio da restrição da propaganda, promoção e patrocínios, caminhos alternativos foram encontrados pela indústria. Seja por técnicas mais sutis, como as de marketing social corporativo, ou diretas, como patrocínio de eventos musicais, de moda e festivais, por marcas de cigarros, mesmo após a lei que restringiu a propaganda aos pontos de venda, mantendo o estímulo ao fumo", prossegue Tânia.

Diretrizes do artigo 13 também recomendam embalagens genéricas para eliminar a atratividade dos maços dos produtos de tabaco. No Brasil, a exibição de pacotes de tabaco nos estabelecimentos comerciais continua a ser uma forte estratégia de marketing particularmente para atingir os jovens.

Os dados da pesquisa ITC corroboram os achados de outras pesquisas internacionais e nacionais que confirmam o efeito nocivo da propaganda  para aumentar a epidemia de tabagismo, assim como o efeito positivo na redução do consumo  de medidas  que proíbem  a propaganda, promoção  e atividades de patrocínio desses produtos.

Estudo encomendado em 2008 pela Aliança de Controle do Tabagismo-Brasil (ACTbr) com pessoas entre 12 e 22 anos em seis cidades demonstrou que, quando solicitado a dizer  espontaneamente quais produtos eles encontram à venda em padarias, supermercados e lojas de conveniência, o cigarro foi o segundo mais citado (42% dos entrevistados), atrás apenas dos doces.  A grande maioria dos entrevistados (63%) disse que a visão de produtos derivados do tabaco exibidos nos pontos de venda pode fazê-los sentir vontade de fumar.

"O percentual dessa resposta foi mais alto entre os mais jovens e diminuiu com a idade: 71% dos entrevistados entre 12 e 14 anos; 68% entre 15 e 17 anos; e 56% entre aqueles entre 18 e 22 anos. Isso é preocupante, pois reflete a eficiência do marketing para captar o adolescente para o consumo. Quanto mais cedo começa o tabagismo, maiores são os riscos de doenças graves e fatais", destaca o diretor-geral do INCA, Luiz Antonio Santini.

A pesquisa utilizando o modelo SimSmoke para estimar o efeito de políticas publicas na redução do tabagismo, mostrou que no Brasil, entre 1989 e 2010,  as medidas adotadas  resultaram em uma queda na prevalência de fumantes da ordem de 46% e que, nesse período,  420.000 mortes relacionadas ao tabaco foram evitadas.  O trabalho mostrou ainda que as medidas adotadas nacionalmente para restringir   a propaganda e  promoção de produtos de tabaco, além da proibição de patrocínio em eventos esportivos, contribuíram com 14% dessa redução.

A pesquisa ITC Brasil é coordenada pela Universidade de Waterloo, no Canadá, e no Brasil, pelo INCA, centro colaborador da OMS para o controle do tabagismo na América Latina, em parceria com a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas do Ministério da Justiça, Fundação do Câncer, ACTbr e Fiocruz. É um estudo de coorte, realizado nas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre, que acompanha 1.800 pessoas desde 2009, o que permite avaliar possíveis mudanças na percepção da população sobre os males causados pelo tabagismo, além do efeito da implementação de políticas. O trabalho, em duas etapas - as chamadas ondas - foi feito de abril a junho de 2009 e de outubro de 2012 a fevereiro de 2013.

Da Agência INCA

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Campanha antitabagista em estação de trem de SP alerta para fumo passivo de crianças

Uma ação da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) alertou hoje (29) passageiros paulistanos que passavam pela Estação Brás da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) sobre os malefícios do cigarro. A campanha focou os riscos da convivência de fumantes com crianças e adolescentes, que os tornam fumantes passivos.

Segundo o médico Márcio Sousa, coordenador do Comitê de Controle do Tabagismo da SBC, as crianças são altamente sensíveis à exposição do tabaco. “Não adianta fumar na varanda, no quintal, no quarto, porque o cigarro está no cabelo, na pele, na roupa. Então, não é a fumaça apenas que contamina o ambiente, as partículas são microscópicas”, disse.

Até o final da tarde, cerca de 250 pessoas devem participar do evento. Além de receberem orientações, elas poderão fazer aferição de pressão arterial, dosagem de colesterol e glicemia, medição de peso, altura e circunferência abdominal, além de medição de monóxido de carbono por meio de um 'bafômetro'. Nesse teste, um resultado com nível abaixo de 5, para moradores da capital paulista (que respiram a poluição), significa que a pessoa não fuma. Já um resultado acima de 20 indica um fumante que consome um maço de cigarros ao dia e que fumou há pelo menos uma hora.

“O fumante ativo tem uma exalação muita alta de monóxido de carbono e a gente consegue dosar com o bafômetro. Então, isso serve de guia para o fumante entender o quanto ele está fumando e o quanto ele está exalando de fumaça tóxica”, explica o médico.

O teste do bafômetro foi feito inclusive em crianças, como forma de aferir se há contaminação por tabagismo passivo. A sobrinha de Maria Cristina de Carvalho tem 3 anos de idade e seu exame deu normal, apesar da convivência com a tia que fuma há oito anos. Maria, que é cuidadora de idosos, começou a fumar com 18 anos e tentou parar várias vezes. "Tenho dois filhos, um casal. Um de 20 e outra de 14 anos. Meus filhos pedem para eu fumar longe deles. Agora, estou tentando parar” disse, enquanto fazia os exames.

Manuel Batista Soares, 53 anos, é motorista carreteiro. Por 34 anos foi fumante passivo, pois inalava a fumaça dos cigarros de um colega de trabalho que o acompanhava nas viagens que fazia entre Brasil, Bolívia, Chile, Argentina e Uruguai. “Ele fumava cinco maços por dia, todos os dias. Ele morreu em 2006 de enfisema pulmonar”, disse.

Márcio Sousa informou que muitos participantes da campanha estavam sendo orientados sobre como largar o cigarro. “Parar de fumar é um desafio para o próprio fumante, porque são várias dependências juntas. Você tem a dependência química da droga, tem a dependência física de ficar segurando alguma coisa”, disse ele.

O médico disse ainda que, quando bem medicado, o paciente consegue superar de uma forma melhor a síndrome de abstinência do cigarro. O tratamento indicado para fumantes é fundamentado em dois pilares, explica ele. Um deles é a terapia comportamental e o outro é o tratamento medicamentoso, que auxilia na superação da abstinência. “Hoje, a gente sabe que toda vez que entra com algum medicamento, a gente dobra a chance de o fumante parar de fumar. Seja com adesivo, pastilhas e gomas de nicotina, comprimidos”, informou.

Quem deseja parar de fumar pode ligar no telefone 136, do Ministério da Saúde, e perguntar sobre serviços médicos especializados nesse tipo de atendimento.

Da Agência Brasil

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Restrição de propaganda de cigarro levou 33% dos brasileiros a deixarem de fumar, diz pesquisa

Um em cada três brasileiros deixou de fumar depois que medidas que restringiram a propaganda de cigarros  na TV e em veículos de comunicação de massa entraram em vigor. É o que mostra pesquisa da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas)  no lançamento da campanha “Tabaco: proíba publicidade, promoção e propaganda”, em atenção ao Dia Mundial sem Tabaco, comemorado em 31 de maio.

A pesquisa, feita entre 1989 e 2010, foi divulgada hoje (28) pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e é baseada em levantamento com 1,8 mil pessoas em Porto Alegre, no Rio de Janeiro e em São Paulo. A pesquisa mostrou que a maioria da população é a favor de medidas ainda mais rigorosas contra o fumo.

Dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) mostram que cerca de 90% dos casos de câncer de pulmão, o mais comum de todos os tumores malignos, estão relacionados ao tabagismo. A instituição estima que em 2012 foram diagnosticados mais de 27 mil novos casos da doença, considerada “altamente letal”.

A Fundação do Câncer também lançou campanha em combate ao tabaco. Intitulada “E aí governo?”, que começou no dia 23 e vai até o dia 31, a campanha a opinião de internautas que cobraram políticas eficazes para reduzir o consumo de produtos derivados de tabaco por meio das redes sociais.

Para Celso Ruggeiro, diretor executivo da fundação, a regulamentação da Lei Antifumo e a criação de uma lei que proíba aditivos em cigarros, tema hoje tratado por resolução da Anvisa, são os principais pontos a serem tratados durante a campanha.

A regulamentação da Lei Antifumo (Lei 12.546 de 2011) é um dos principais temas abordados pelos especialistas. Sancionada  em dezembro de 2011, a lei proíbe a propaganda em pontos de venda de cigarros, como padarias e lanchonetes, e também proíbe o fumo em ambientes fechados. No entanto, de acordo com Ruggeiro, por não ter regulamentação, a lei ainda não é cumprida em todo o Brasil.

De acordo com a Fundação do Câncer, cerca de 15% da população brasileira são fumantes. Para Roberto Gil, membro do Serviço de Oncologia Clínica do Instituto Nacional do Câncer, se o cigarro fosse eliminado, cerca de 50% dos tipos de câncer que existem seriam eliminados.

Histórico de regulamentação
1988 – obrigatoriedade da frase: “O Ministério da Saúde adverte: fumar é prejudicial à saúde” nas embalagens dos produtos derivados do tabaco

1990 – obrigatoriedade de frases de alerta em propagandas de rádio e televisão

1996 – Comerciais de produtos derivados do tabaco só podem ser veiculados entre as 21h e as 6h. Fumar em locais fechados passa a ser proibido (exceto em fumódromos)

2000- É proibida a propaganda de produtos derivados de tabaco em revistas, jornais, outdoors, televisão e rádios.  Patrocínio de eventos culturais e esportivos e associar o fumo às praticas esportivas também passam a ser proibidos

2001 -  Anvisa determina teores máximos para alcatrão, nicotina e monóxido de carbono. Imagens de advertência passam a ser obrigatórias em material de propaganda e embalagens de produtos fumígenos

2002 – É proibida a produção, comercialização, distribuição e propaganda de alimentos na forma de produtos derivados do tabaco

2003 – Passa a ser obrigatória o uso das frases: “Venda proibida a menores de 18 anos” e “Este produto contém mais de 4.700 substâncias tóxicas, e nicotina, que causa dependência física ou psíquica. Não existem níveis seguros para consumo destas substâncias”

2005 - É promulgada Convenção Quadro de Controle do Tabaco. Primeiro tratado mundial de saúde pública, do qual o Brasil é signatário

2008 - Novas imagens de advertência, mais agressivas, passam a ser introduzidas nos rótulos de produtos derivados do tabaco

2010 -  Anvisa publica duas consultas públicas sobre produtos derivados do tabaco: uma prevê o fim do uso de aditivos e a outra regulamenta a propaganda desses produtos, bem como, exposição nos pontos de venda e prevê nova frase de advertências nas embalagens

2011 – Lei Federal proíbe fumar em locais fechados e Anvisa proíbe o uso de aditivos em produtos derivados do tabaco

2012 - Anvisa publica resolução que restringe aditivos em cigarros

Da Agência Brasi

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Anvisa mantém venda da sibutramina no Brasil

Os emagrecedores à base de sibutramina continuarão com a venda liberada no país. A decisão, tomada hoje (27), é da diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A agência reguladora monitorou o medicamento ao longo do ano passado.

Em 2011, a Anvisa decidiu banir os emagrecedores à base de anfepramona, femproporex e mazindol, os chamados anfetamínicos. Já a sibutramina permaneceu liberada, mas com restrições. Pacientes e médicos devem assinar um termo de responsabilidade, apresentado junto com a receita na hora da compra.

A Resolução 52, de 2011, da Anvisa, definiu que profissionais de saúde, empresas detentoras de registro e farmácias e drogarias têm de notificar, obrigatoriamente, o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária em casos de efeitos adversos associados ao uso de medicamentos com sibutramina.

Em março, o diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Barbano, declarou que não haver motivos para proibir a venda da substância, uma vez que estudos feitos pela agência não indicaram aumento no uso da sibutramina, mesmo com a proibição de outros emagrecedores.

Da Agência Brasil

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Qualidade de vida no trabalho: um importante diferencial competitivo

A Qualidade de Vida no Trabalho passou a ser um item importante para os negócios. Aliados à marca e à qualidade dos produtos ou serviços, tornou-se um diferencial diante da concorrência.

Um colaborador identifica-se muito mais quando sente que a empresa o considera, que é importante, que é respeitado, que é ouvido e aquilo que ele fala é considerado pela empresa. Mas, apesar de algumas empresas já apostarem em medidas inovadoras e com custo menor, ainda há receio de investir no novo.

A Empresa como organismo vivo e que aposta no relacionamento do seu público interno como estrutura para melhorar a qualidade de seus produtos e serviços. Desenvolve projetos em suas unidades criando salas temáticas para os seus colaboradores promovendo a interação e o descanso, Terapia Holística como a Massagem Express (Quick Massage ou Chair Massage) é um recurso precioso onde o tempo é o mestre.

Em pouco tempo essas ações trazem resultados que influenciam positivamente na qualidade de vida e do trabalho dos colaboradores. O Feedback é de apoio a iniciativa da empresa e gratidão pela atenção.

Não apenas grandes empresas podem praticar essas ações, qualquer organização pode contemplar seus colaboradores não sendo necessário grandes investimentos e, muitas vezes com retorno imediato.

Quer saber como? Entre em contato com a XIÀNG!

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Ação em Rio Claro, SP, arrecada ração para animais abandonados


Cada vez mais gatos e cachorros são abandonados por seus donos nas ruas de várias cidades para afastar responsabilidades. Uma maldade! E como o bem estar dos animais domésticos depende dos donos, os animais abandonados precisam de ajuda e de solidariedade para sobreviverem.

É preciso que todos nós façamos algo para ajudar a fazer os pets sem dono sofrerem menos e não passarem fome! O consumo mensal é alto e por isso um grupo de moradores de Rio Claro, no interior de São Paulo, se uniu para arrecadar ração para animais abandonados.

Para doar, basta levar as rações nos seguintes endereços:

- Rua 13 entre Avenidas 09 e 7 nº 701 em frente a Samuca (falar com Juliana Leddomado )

- Avenida 10 nº 2230, aos cuidados da Paula Trevisanutto (deixar as rações na portaria que será distribuído para todos os protetores de Rio Claro)

- Avenida 18 nº 332 entre ruas 3 e 4 centro

- Rua 13 N. 719 avenidas 7 e 9 ao lado do Samuca

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Pesquisa mostra que mulher desconhece relação entre câncer do colo do útero e HPV


Pesquisa mostra que 66% das mulheres brasileiras não acham que existe relação entre a infecção pelo vírus HPV (papilomavírus humano) e o câncer do colo do útero. A infecção por esse vírus aumenta em até 100 vezes o risco de a mulher desenvolver esse tipo de câncer.

Para o levantamento, feito pela Associação Brasileira de Patologia no Trato Genital Inferior e Colposcopia em parceira com o Ibope, foram ouvidas 700 mulheres com idade entre 16 e 55 anos, em seis capitais (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre e Recife). O objetivo foi entender a percepção feminina sobre o assunto.

Descobriu-se que 18% das mulheres nunca fizeram o exame papanicolau – principal forma de detectar as lesões que podem levar ao câncer do colo do útero – e 13% fizeram apenas uma vez. Além disso, 40% das mulheres não acham que os exames preventivos de rotina podem servir como forma de prevenção à doença.

Segundo a pesquisa, 76% das mulheres ouvidas não relacionam a vacinação contra o HPV como forma de prevenção ao câncer do colo do útero. Estudos mostram que, embora o HPV seja comum (80% da população mundial já foram infectados ao menos uma vez na vida), ele é responsável pelo surgimento do câncer do colo do útero em alguns mulheres mais suscetíveis. Por isso, prevenir o vírus é fundamental, destaca o presidente da associação, Garibaldo Mortoza Júnior. "Enviamos como recomendação ao Ministério da Saúde um pedido para que essa vacina seja incorporada ao calendário oficial."

O professor Newton Sérgio de Carvalho, da Universidade Federal do Paraná, reforça a segurança oferecida pela imunização. Ele explica que a vacina é elaborada a partir de uma partícula semelhante ao vírus, produzida com base na engenharia genética, só que sem o conteúdo do vírus. “É impossível alguém se infectar ao tomar a vacina, ela é confeccionada com a 'capa' do vírus”, disse.

Segundo o professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) José Focchi, a aplicação da vacina contra o HPV é totalmente eficaz antes da primeira relação sexual. Após cinco anos de atividade sexual, 60% das mulheres se infectam com algum dos 130 genótipos do HPV, sendo que os mais comuns são os tipos 16 e 18, que correspondem a 70,7% dos vírus. Mulheres mais velhas que recebem a vacina também podem ter benefícios, embora contra uma quantidade menor de genótipos. “Aquela paciente que já teve HPV e toma a vacina pode se beneficiar contra os outros tipos de HPV”, disse. “À medida que passa o tempo, o organismo também pode eliminar o vírus”, completa.

Para alertar as mulheres sobre a importância da prevenção, a associação lançou a campanha “Mulheres semeiam vida”. No site www.mulheressemeiamavida.com.br, é possível obter informações sobre a doença.


Da Agência Brasil

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Pesquisa aponta causas dos transtornos mentais provocados pelo ambiente de trabalho


Um estudo da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP) mostrou de que forma os transtornos mentais podem estar ligados a pressões impostas no ambiente de trabalho. Esta é a terceira razão de afastamento de trabalhadores pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O coordenador da pesquisa, o médico do trabalho João Silvestre da Silva-Júnior, trabalha como perito da Previdência Social há seis anos e, tendo observado a grande ocorrência de afastamentos por causas ligadas ao comportamento, decidiu investigar o que tem provocado distúrbios psicológicos.

O cientista notou que a violência no trabalho ocorre pela humilhação, perseguição, além de agressões físicas e verbais e listou quatro razões principais que prejudicam a saúde mental no ambiente corporativo.

A primeira delas é a alta demanda de trabalho. “As pessoas têm baixo controle sob o seu ritmo de trabalho; elas são solicitadas a várias e complexas tarefas”, disse o pesquisador. O outro aspecto são os relacionamentos interpessoais ruins, tanto verticais (com os chefes), quanto horizontais (entre os próprios colegas).

A terceira razão é o desequilíbrio entre esforço e recompensa. “Você se dedica ao trabalho, mas não tem uma recompensa adequada à dedicação. A gente não fala só de dinheiro. Às vezes, um reconhecimento, um elogio ao que você está desempenhando”, explica Silvestre. O último aspecto citado pelo pesquisador é a dedicação excessiva ao trabalho, que também pode afetar a saúde mental.

A pesquisa coletou dados na unidade de maior volume de atendimentos do INSS da capital paulista, a Glicério. Foram ouvidas 160 pessoas com algum tipo de transtorno mental. Silvestre informa que, entre as pessoas que pediram o auxílio doença nos últimos quatro anos, uma média de 10% apresentava algum tipo de transtorno.

Segundo o Anuário Estatístico da Previdência Social de 2011, mais de 211 mil pessoas foram afastadas em razão de transtornos mentais, gerando um gasto de R$ 213 milhões em pagamentos de benefícios. “Quando você entende o que gera os afastamentos, você pode estabelecer medidas para evitar os gastos”, disse. As doenças mentais só perderam, naquele ano, para afastamentos por sequelas de causas externas, como acidentes, e por doenças ortopédicas.

Em São Paulo, a pesquisa constatou a alta presença de trabalhadores do setor de serviços, como operadores de teleatendimento, profissionais da limpeza e da saúde com doenças mentais. “Mas essa variável do tipo de trabalho não se apresentou significativa no nosso estudo. Ela não apareceu como algo que influencia o aparecimento do transtorno mental incapacitante”, relata.

A pesquisa apontou que o perfil predominante entre os afastamentos foi o feminino e alta escolaridade (mais de 11 anos de estudo). Mas Silvestre alerta para uma distorção, porque as mulheres têm maior cuidado com a saúde, o que aumenta a presença feminina nas estatísticas.

“O sexo feminino apresentar uma maior possibilidade de transtorno mental está relacionado às mulheres terem facilidade em relatar queixas. Reconhece-se que as mulheres procuram os médicos com mais facilidade, elas têm uma maior preocupação com a saúde do que os homens”, contou. De acordo com o cientista, os homens demoram a ir ao médico e, quando vão, encontram-se em situação mais grave.

O fator escolaridade, segundo o estudo, pode afetar a percepção da existência das doenças. A maioria dos afastamentos ocorre com indivíduos de alta escolaridade, pois eles são mais esclarecidos. “As pessoas conseguem ter uma maior percepção de que o ambiente de trabalho está sendo opressor. Quando ela percebe que ali é um local ruim de trabalhar, ela vem a adoecer, a ter o distúrbio psicológico e termina se afastando”, disse.

Para melhorar o clima no trabalho e prevenir doenças, Silvestre recomenda que os profissionais ligados à saúde e segurança do trabalho das empresas tenham consciência sobre onde estão os fatores de risco. Ele sugere também uma melhora da fiscalização por parte dos ministérios do Trabalho e da Saúde.


Da Agência Brasil

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Anvisa abre consulta pública sobre produtos da medicina chinesa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a abertura de consulta pública sobre a regulamentação para os produtos da medicina tradicional da China. O objetivo é determinar como será a regulação dos produtos, que atualmente estão ausentes do Regulamento Sanitário Brasileiro.

O texto com a proposta será publicado no Diário Oficial da União nos próximos dias. Após a publicação, serão 90 dias para apresentação de críticas e sugestões. A consulta visa a possibilitar o monitoramento dos possíveis efeitos relacionados ao uso desses produtos. Hoje não há fórmula tradicional da China que misture minerais, animais e plantas com registro no Brasil.

A proposta define que os produtos chineses não precisarão de registro na Anvisa. O texto prevê a proibição de indicação de alegação terapêutica nos rótulos dos produtos e no material de divulgação. A fabricação também deverá seguir as normas da farmacopeia chinesa, ficando vedada a inclusão de matéria-prima de origem animal. Outro ponto da proposta restringe a prescrição do produto aos profissionais habilitados.

Da Agência Brasil

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Aids cresce 26% entre idosos de São Paulo


A notificação de novos casos de aids cresceu na última década entre os idosos do estado de São Paulo. Um levantamento feito pela Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo e divulgado hoje (13) mostrou que a incidência de aids entre a população idosa de São Paulo cresceu 26% nos últimos dez anos. Entre os jovens, no entanto, a notificação de novos casos de aids caiu 35% no mesmo período.

Segundo o levantamento, 253 novos casos de aids em pessoas acima de 60 anos foram registrados em 2001. Dez anos depois (em 2011), o número chegou a 318 casos. Em pessoas com idade entre 15 e 39 anos foram registrados 6.669 novos casos de aids em 2001, contra 4.338 em 2011.

Para a médica Carmen Silvia Bruniera Domingues, do Centro de Referência e Treinamento (CRT) DST/Aids, mudanças comportamentais podem ajudar a explicar o crescimento da doença entre os idosos, tal como o aumento das atividades sexuais em faixas etárias mais elevadas. Segundo ela, os idosos heterossexuais são as pessoas da terceira idade mais expostas ao vírus.


Da Agência Brasil

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Mãe










Foto: Robert Whitehead

Mãe lê pensamentos, tem premonição, sonhos estranhos. Conhece cara de choro, de gripe, de medo, entra sem bater, liga de madrugada, pede favor chato, palpita e implica com os amigos, namorados, escolhas.

Mãe dá roupa do corpo, tempo, dinheiro, conselho, cuidado, proteção. Mãe dá um jeito, dá nó, dá bronca, dá força.

Mãe cura cólica, porre, tristeza, pânico noturno,  medos. Espanta monstros, pesadelos, mosquitos, perigos. Mãe tem intuição e é messiânica: mãe salva. Mãe guarda tesouros, conta histórias e tem lembranças.

Mãe é arquivo! Mãe exagera, exaure, extrapola. Mãe transborda, inunda, transcende... Mãe Inesquecível!

A XIÀNG QVT homenageia todas a Mães neste dia especial.

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Consumo de leite com formol não é seguro, alerta Anvisa


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou comunicado hoje (9) alertando que o consumo de leite com presença de formol não é seguro. O alerta foi publicado em decorrência da Operação Leite Compen$ado, deflagrada pelo Ministério da Agricultura em parceria com o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS), que descobriu a adição de água e ureia para aumentar o volume do leite. Transportadores do produto foram apontados como os responsáveis pela fraude.

De acordo com a Anvisa, o formol ou formaldeído é toxico se ingerido, inalado ou se tiver contato com a pele e é considerado cancerígeno pela Agência Internacional de Pesquisa do Câncer (Iarc) desde junho de 2004. Segundo a agência reguladora, mesmo em pequenas concentrações, o formol apresenta risco à saúde, "pois a substância não possui uma dose segura de exposição".  A substância foi encontrada no leite adulterado.

No entanto, o informe técnico apontou que a ureia, em doses razoáveis, causa pouca ou nenhuma toxicidade para seres humanos. Isso porque a ureia não causa preocupação para a saúde humana, mas é usada para maquiar a quantidade de proteína no leite.

A Anvisa recomenda aos consumidores que tenham em casa produtos dos lotes fraudados que não os consumam por haver risco à saúde.

As fabricantes produtoras do leite UHT adulterado foram submetidas ao Regime Especial de Fiscalização e estão impedidas de vender os produtos. A proibição é valida até que correções sejam aprovadas e que três amostras consecutivas apresentem resultados laboratoriais dentro dos padrões.

Com o crime, transportadores lucravam 10% a mais do que os 7% já pagos sobre o preço do leite cru, em média R$ 0,95 por litro. O total de leite movimentado pelo grupo, no período de um ano, chega a 100 milhões de litros. Mais de 100 toneladas de ureia foram compradas pelos envolvidos.

Além do Rio Grande do Sul, outros estados serão investigados para saber se também houve adulteração no leite. O foco inicial da operação foi a Região Sul, onde existe a figura do transportador de leite.


Da Agência Brasil

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Dica de alimentação saudável: Proteína Texturizada de Soja

A Proteína Texturizada de Soja (PTS) é um alimento de fácil preparo. Rica em proteínas, sem colesterol e bom rendimento, ela é utilizada em inúmeras receitas como uma opção saudável para a substituição da carne.

Estudos comprovam que o consumo diário de soja, associado a uma dieta equilibrada e a prática de atividades físicas, geram benefícios para uma vida saudável.

Muita gente não gosta de consumir a PTS pelo sabor ou até mesmo pela falta de sabor. Porém existe uma variedade de tipos e formas no preparo de strogonoff, molho bolonhesa, frango xadrez. O ideal é você escolher a que melhor combine com a sua receita.

A dica é: na hora de hidratar a PTS, coloque em um recipiente, faça um marinado com as especiarias e temperos da sua preferência e coloque junto com o PTS.

Para cada  xícara de PTS seca, adicione duas de água quente e abafe. Deixe hidratar no mínimo por 1 hora para que absorva bem o marinado. Retire o excesso de água, tempere e refogue.

Bon Appetit!

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Pesquisa indica que depressão após os 50 é fator de risco para Alzheimer

A depressão, especialmente a não tratada, é fator de risco para a doença de Alzheimer da mesma forma que a pressão alta aumenta o risco de infarto. E esse risco aumenta consideravelmente nos casos de depressão após os 50 anos de idade. A conclusão é de uma meta-análise de 23 estudos envolvendo 50 mil pessoas publicada esta semana pelo British Journal of Psychiatry e que tem o brasileiro Breno Satler Diniz como um de seus principais autores. Diniz é colaborador do Laboratório de Neurociências do Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) e professor adjunto do Departamento de Saúde Mental da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O estudo mereceu destaque no jornal The New York Times.

A pesquisa mostra que pessoas com mais de 50 anos com depressão têm chances 65% maiores de desenvolver Alzheimer e duas vezes mais risco de ter demências vasculares no futuro. Isso significa que 31 a cada 50 depressivos nessa faixa de idade podem ter Alzheimer e 36 a cada 50 podem sofrer de demência vascular.

“Não é uma relação de causa e efeito, mas uma associação importante,” afirma o pesquisador. “Depressão não é uma doença benigna que afeta apenas o humor, mas uma doença com consequências sérias”, alerta. A depressão eleva os níveis de cortisol, que age sobre o hipocampo, em áreas responsáveis pelo aprendizado e memória de curto prazo. Além disso, ela produz inflamação crônica que afeta os vasos sanguíneos do cérebro e reduz os níveis de fatores neurotróficos, substâncias que protegem os neurônios.

“Importante ressaltar que a depressão não é único fator de risco para essas doenças, mas é um componente de peso”, explica Diniz, destacando a necessidade de tratamento. O próximo passo da pesquisa é entender e detalhar como isso acontece e determinar que marcadores biológicos estão envolvidos no processo.

Da Comunicação IPq

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Psicólogos não podem praticar acupuntura, decide STJ

Foto: Luis Dantas

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu esta semana proibir que psicólogos usem a acupuntura como técnica complementar de tratamento para seus pacientes, pois, segundo o tribunal, a prática não está prevista na lei que regulamenta a psicologia (Lei 4.119/62). A decisão do STJ ratificou o acórdão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região que anulou a Resolução 5 de 2002 do Conselho Federal de Psicologia (CFP), que ampliou o campo de atuação dos profissionais da área, possibilitando a utilização da acupuntura nos tratamentos.

O ministro Napoleão Nunes Maia Filho, do STJ, reconhece que no país não existe uma legislação que proíba a prática da acupuntura por determinados profissionais ou que preveja especificamente quem pode atuar na área, porém, para ele isso não permite que, por meio de ato administrativo, os psicólogos atribuam a sua categoria esta prática. O ministro explicou que o exercício da acupuntura dependeria de autorização legal expressa, por ser idêntico a procedimento médico invasivo, “ainda que minimamente”. "Não se pode, por ato administrativo, resolução do Conselho Federal de Psicologia, sanar o vácuo da lei”, disse Maia Filho em nota.

Em resposta à decisão, o CFP enviou um recurso especial ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a sua reformulação. Em nota, a entidade explica que “o psicólogo, a partir das atribuições profissionais estampadas na Lei nº 4.119/62, utiliza a acupuntura como recurso complementar a sua atividade profissional. E é bem por isso que o Conselho Federal de Psicologia editou a Resolução CFP nº 005/2002, conforme competência que lhe é delegada pelo Artigo 1º da Lei nº 5.766/71 [criação do Sistema de Conselhos]”.

A Sociedade Brasileira de Psicologia e Acupuntura (Sobrapa) estima que, no Brasil, aproximadamente 4 mil profissionais de psicologia oferecem essa técnica de tratamento aos seus pacientes. Segundo o CFP, o Ministério da Saúde reconhece a acupuntura na atenção básica exercida por profissionais da Psicologia.

Segundo o CFP, a acupuntura é um método terapêutico milenar, parte integrante da medicina tradicional chinesa. A entidade defende que "nessa perspectiva, é possível afirmar que a prática, cuja base é filosófica, não é utilizada pelo psicólogo para tratamento médico ou clínico, como sugere a decisão do STJ, mas, sim, a partir de um diagnóstico psicológico". “Se um paciente chegar ao consultório do psicólogo para tratar de uma cardiopatia, o profissional não poderá se utilizar da acupuntura para tal finalidade e encaminhará o paciente a um médico”, diz o recurso interposto pelo conselho.


Da Agência Brasil

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Pesquisadores descobrem gene vinculado à enxaqueca


Pesquisadores da Universidade da Califórnia, em São Francisco (Estados Unidos), descobriram o primeiro gene cuja mutação está associada à forma mais comum de enxaqueca. A descoberta pode abrir o caminho para uma compreensão da doença de causas desconhecidas, segundo estudo publicado nos Estados Unidos.            

Louis Ptacek, professor de neurologia da universidade, um dos principais autores da pesquisa, disse que este é o primeiro gene descoberto no qual uma mutação está relacionada à forma mais comum de enxaqueca. "Isso lança a primeira luz sobre uma doença que ainda não entendemos. Mas só um número muito pequeno de pacientes com enxaqueca tem esse gene mutante", acrescentou.
           
Segundo especialistas, a enxaqueca afeta de 10% a 20% da população e causa perdas de produtividade. Os sintomas da doença são forte dor de cabeça e hipersensibilidade ao som, ao tato e à luz.

Os resultados da pesquisa estarão na revista norte-americana Science Translational Medicine. Os pesquisadores fizeram um estudo genético com duas famílias em que a enxaqueca é comum. Eles descobriram que a maioria das pessoas que têm o distúrbio é portadora do gene mutante ou filha de pais que tinham esse gene.
           
No laboratório, os autores do estudo descobriram que a mutação do gene CKIdelta afetava a produção de uma proteína chamada quinase CK2, que desempenha importante papel em muitas funções vitais no cérebro e no resto do corpo. "Isso indica que a mutação genética tem consequências bioquímicas reais", disse Ptacek.


Da Agência Brasil

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Cigarro causa mais câncer em mulheres, mostra estudo

Câncer no intestino é duas vezes mais comum entre mulheres
Uma pesquisa feita por cientistas noruegueses sugere que mulheres fumantes têm mais risco de desenvolver câncer de intestino que homens fumantes. Os pesquisadores, da Universidade de Tromso, analisaram os registros médicos de 600 mil pacientes e concluíram que a incidência da doença é duas vezes maior entre mulheres que fumam.

O risco de desenvolver a doença mostrou-se especialmente alto entre mulheres que começaram a fumar aos 16 anos ou mais jovens e aquelas que fumaram durante décadas. No período analisado, cerca de 4 mil pacientes tiveram câncer no intestino.

O estudo, divulgado na publicação especializada Cancer Epidemiology Biomarkers & Prevention, mostra que as mulheres fumantes têm 19% mais risco de desenvolver esse tipo de câncer que as não fumantes, enquanto entre os homens o cigarro aumenta esse risco em 9%.

Segundo os cientistas noruegueses, este é o primeiro estudo a mostrar que até mulheres que fumam menos que homens têm um risco maior de desenvolver câncer no intestino grosso - um indicativo de que elas seriam mais vulneráveis aos efeitos tóxicos do cigarro. Os cientistas observaram que a pesquisa não conseguiu levar em conta outros fatores que poderiam afetar a incidência da doença, como o consumo de álcool e a dieta dos pacientes.

Da Agência Brasil e BBC Brasil

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Local de trabalho é ponto de partida para meta mundial de zero novas infecções pelo HIV, zero discriminação e zero mortes por aids, defende ONU

Para a ONU é essencial enfrentar as
 doenças relacionadas ao trabalho

Em virtude do Dia do Trabalho, comemorado neste 1° de maio em vários países, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) pediu uma "urgente e vigorosa" campanha global para combater o crescente número de doenças relacionadas ao trabalho, que causam cerca de 2 milhões de mortes por ano. No que diz respeito ao HIV, a instituição mantém o compromisso de utilizar o local de trabalho como ponto de partida para cumprir a estratégia de “Chegar a zero novas infecções pelo HIV; Zero discriminações e Zero mortes relacionadas à aids”.

Segundo a agência da ONU, é essencial enfrentar as doenças relacionadas ao trabalho, pois o custo final é a vida humana. “Elas empobrecem os trabalhadores e suas famílias e comunidades inteiras podem ser afetadas quando perdem seus trabalhadores mais produtivos", disse o Diretor Geral da OIT, Guy Ryder. "Além disso, com as doenças, reduz-se a produtividade das empresas e aumenta a carga financeira do Estado à medida que aumentam os custos de cuidados médicos”, acrescentou.

Em comunicado no último Dia mundial de Combate à Aids, a OIT declarou que tem procurado desenvolver iniciativas para fomentar o reconhecimento da aids como uma questão relacionada com o local de trabalho, a mobilização da ação no mundo do trabalho e o fortalecimento da capacidade dos mandantes para adotar políticas e respaldar programas eficazes.

A OIT produziu, em 2010, a Recomendação número 200 sobre HIV/Aids e o Mundo do Trabalho, a fim de proporcionar orientação adequada a respeito de ações no local de trabalho para “Chegar a zero novas infecções”.

No entendimento da OIT, o direito ao trabalho não é somente um direito, mas também parte integrante do tratamento das pessoas vivendo com HIV. “Se queremos acabar com a aids, a proteção do setor mais produtivo da sociedade deveria ser o eixo central da resposta diante da epidemia”, diz o comunicado.

Prevenção do HIV nas empresas brasileiras

Um estudo realizado pelo Conselho Empresarial Nacional de Prevenção ao HIV/Aids (Cenaids), em parceria com o Ministério da Saúde e com o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids), divulgado em 2012, mostra que no Brasil a maioria das empresas não realiza ações de prevenção às DST/Aids no local de trabalho, mesmo que a maior parcela dos afetados pela epidemia esteja em idade laborativa.

A parcela das empresas que realiza essas ações é constituída principalmente por empresas de grande porte e as atividades de prevenção quase não existem nas empresas com até 100 funcionários. Segundo o levantamento, 2486 empresas responderam ao questionário, representando uma amostra total de mais de 576 mil instituições.

De acordo com o estudo, embora 68% das empresas pesquisadas considerem que o tema das DST e aids deve ser discutido no local de trabalho, apenas 14% delas realizaram ações e programas de prevenção nos últimos 12 meses, tendo essas empresas cerca de 475 funcionários, o que mostra que são as grandes instituições que realizam essas atividades. Essa porcentagem atinge 82 mil companhias, que abrangem cerca de 17 milhões de pessoas.

Da Agência Aids

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