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Sucos naturais: o sabor, a cor e os nutrientes

Entra estação, sai estação e eles continuam como preferência de muitos quando o assunto é escolher uma bebida que acompanhe as refeições e seja uma alternativa mais saudável às demais bebidas. Enzimas essenciais ao organismo, por serem destruídas no momento do cozimento, nos levam a ter obrigatoriamente, uma parcela de alimentos frescos e crus em nossa dieta; neste ponto, os sucos naturais são mais um aliado, sem contar que, a ingestão destes alimentos é muito mais fácil, rápida e nos traz muito mais energia e saúde.

Uma alimentação saudável pede a ingestão de 3 a 4 porções de frutas e 4 a 5 porções de verduras ao dia. Porém, os altos valores no mercado, praticidade na cozinha e o hábito de ingerir alimentos industrializados e fast-foods, ricos em gorduras, sal e açúcar – que nos levam a uma maior saciedade e prazer, porém, são pobres em nutrientes – tem na inserção de sucos naturais, uma alternativa à alimentação que confere diversos benefícios ao organismo e contribuem na ingestão de vitaminas, minerais e fibras, além de conferir uma forma de absorção mais rápida dos nutrientes.

Outro diferencial que os sucos trazem pode ser observado já em suas cores. Determinadas pela presença dos pigmentos, que colorem e são grandes aliados da saúde, por prevenirem e protegerem o organismo, as cores são indicadores ainda da quantidade de nutrientes: quanto maior a variedade de cores, maior a quantidade de nutrientes que será ingerida.

Alimentos nas tonalidades de amarelo, alaranjado, verde-escuro, encontrados em alimentos como manga e cenoura, por exemplo, fortalecem o sistema imunológico e deixam a pele saudável. Já os tons de vermelho, encontrado em tomates (principalmente em forma de molho e ketchup), melancia, morango, goiaba vermelha e framboesa, indicam que há licopeno em sua composição, que são ótimos antioxidantes e, em conjunto com outros antioxidantes ajudam na diminuição do colesterol. Já os alimentos de coloração vermelha, roxo e azulado tem antocianina, que ajuda no combate dos radicais livres e na redução do colesterol, facilmente encontrado em alimentos como uvas e açaí.

As frutas também têm seus benefícios particulares. Queridinhos como os sabores de laranja, abacaxi e maracujá, por exemplo, são grandes representantes entre os sabores com diversos benefícios. A laranja, famosa por ser rica em vitamina C, fortalece as defesas naturais do corpo e seu consumo ajuda a combater resfriados, gripes e febres. O abacaxi tem propriedades diuréticas e antitérmicas e suco de maracujá é utilizado popularmente por seu efeito calmante e tem propriedades antissépticas, reforça o sistema imunológico e estimula a digestão.

DICA: É importante que os sucos sejam tomados imediatamente após o preparo, assim, evita-se a perda de nutrientes e vitaminas. Além disso, com as diversas opções de escolha, opte sempre pelos sucos naturais, feitos da própria fruta. Na ausência destes, escolha a polpa e, por último, os concentrados (se forem consumidos ocasionalmente).

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Atividade física é incluída como fator de saúde na legislação

A alteração de lei que inclui a atividade física como fator determinante da saúde foi sancionada pelo presidente da República em exercício, Michel Temer. A sanção foi publicada nesta quarta-feira (25) no Diário Oficial da União e traz ao Sistema Único de Saúde (SUS) a responsabilidade pela gestão de ações de vigilância epidemiológica. A mudança no texto cria uma possibilidade de financiamento para o setor.

A proposta foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados no início de julho. A Lei 8.080 regula os serviços de saúde e estabelece princípios, diretrizes e objetivos do SUS.

Antes da inclusão da atividade física, a lei estabelecia como fatores determinantes e condicionantes da saúde, entre outros, a alimentação, a moradia, o saneamento básico, o meio ambiente, o trabalho, a renda, a educação, o transporte, o lazer e o acesso aos bens e serviços essenciais.[ABr]

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Mais de 1 milhão são portadores de glaucoma no Brasil

Foto: Bernardo Chaves
O glaucoma é uma doença assintomática que, aos poucos, ceifa a visão do paciente, podendo levá-lo à cegueira total e irreversível. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada ano são registrados 2,4 milhões de novos casos no mundo. Cerca de 60 milhões de pessoas tinham glaucoma em 2010. Esse número chegará a 80 milhões em 2020. No Brasil, não há estatísticas populacionais sobre a doença, mas estima-se que existam mais de 1 milhão de portadores. Os números são alarmantes, mas há dados ainda piores. Boa parte dos doentes em estágio avançado teria chances de evitar a cegueira se tivesse sido diagnosticado a tempo e recebido o tratamento adequado. Até mesmo nos países desenvolvidos, 50% dos indivíduos afetados não receberam o diagnóstico nem estão em tratamento. Metade deles, no entanto, fez exames oftalmológicos nos últimos dois anos.

No livro Glaucoma – Informações essenciais para preservar sua visão (88 p., R$ 29,90), lançamento da MG Editores, o professor Remo Susanna Jr., um dos maiores especialistas mundiais em glaucoma, traz informações claras e precisas para portadores e seus familiares. Ele oferece definições importantes sobre o glaucoma, explica os mitos mais comuns relacionados à doença, aborda os principais tipos de tratamento e oferece recursos para melhorar a deficiência visual decorrente do problema.

“O glaucoma é considerado o mais astuto ladrão da visão, que não respeita classe social, sexo e raça, sendo a principal causa de cegueira irreversível no mundo. Quando o paciente percebe que algo não vai bem com a sua visão, a extensão da lesão já é enorme e o glaucoma encontra-se em fase avançada”, explica o autor, destacando que 2% a 4% da população acima de 40 anos têm a doença.

O principal objetivo do livro, único no país sobre o tema, é oferecer ao leitor dados que lhe permitam entender e lidar melhor com o glaucoma. “Com esse conhecimento, o paciente poderá interagir com seu médico e estabelecer com ele uma parceria indispensável para o controle do glaucoma, evitando a progressão da doença”, afirma o professor Susanna.

Segundo o especialista, semelhante ao que ocorre em acidentes aéreos e em outros desastres não esperados, o glaucoma acontece por uma associação infeliz de erros. Ele classifica os erros como verdadeiros pecados praticados com frequência. De forma isolada ou conjunta, “os sete pecados” são responsáveis por quase todos os casos de perda de visão relacionados ao glaucoma.

“Acredito que perder a visão por falta de informação quando esta está disponível ou por omissão é inadmissível. Isso, por si só, já compõe um terrível pecado, mas ele se torna mais relevante porque, se evitados os sete pecados, a cegueira provocada pela doença se torna bastante improvável”, alerta o especialista. No livro, dr. Susanna descreve cada um dos pecados, esclarecendo algumas inverdades que se tornaram mitos e estão associadas a informações que frequentemente prejudicam os pacientes e a população em geral.

Na obra, o especialista lembra que a visão é responsável por 90% da nossa comunicação com o mundo exterior, sendo extremamente importante na formação de nosso mundo interior. É por esse motivo que, nos Estados Unidos, o medo da cegueira é suplantado apenas pelo receio de um câncer incurável. No mundo todo, existem aproximadamente 11 milhões de pessoas cegas de ambos os olhos e 20 milhões cegas de um olho em decorrência do glaucoma.

Dados de 2012, do Bright Focus Foundation, revelam que nos Estados Unidos o custo direto com o glaucoma ou com a perda de produtividade em consequência do problema atinge o valor de US$ 2,6 bilhões todos os anos. “Além do grande prejuízo pessoal e emocional provocado pela perda da visão, seu dano social e econômico é enorme”, complementa o professor Susanna.

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A má formação gera indivíduos depressivos*

Alguns meses atrás, conversando com uma amiga, discutíamos a questão da doença tão conhecida e fácil diagnosticada, a depressão. Na discussão vinham e iam as predisposições, os comportamentos, o social, as fraquezas e outras nuances que ajudam a tentar entender o porquê de tantas pessoas tomando tarja preta hoje em dia.

Em uma das colocações, esta minha amiga disse: “Se você colocar uma roupa preta, disser ao médico que tem chorado muito e que não tem mais vontade para nada, o médico certamente lhe dará um antidepressivo, sem ao menos ouvir as suas considerações, pois para este profissional tempo é dinheiro. Também lhe dará um atestado de quinze dias, mesmo que você não ache necessário, pois como paciente não tem voz ativa. Ele que sabe de tudo e o médico fará você se afastar para relaxar”. Com estas considerações, comecei a refletir sobre alguns pontos que fazem sentido.

Quinze dias afastado do trabalho me darão a sensação de abandono profundo. Quinze dias sem motivo plausível para sair de dentro de casa. Quinze dias que não me possibilitarão nenhuma chance de ver o quanto sou importante para o mundo lá fora, para as pessoas que me rodeiam.

Na indicação médica não estão anexados exercícios físicos, alimentação adequada, terapia para respirar com qualidade, para que o cérebro possa pensar melhor, para que eu possa avaliar melhor o meu estado. Os médicos não são formados para ler problemas nas entrelinhas, a formação os orienta para atender seus pacientes da mesma maneira que o curso de pedagogia tem orientado os professores para atender inclusões.

Uma enxurrada de teorias, no mínimo antiquadas, pois são de dezenas de anos atrás. Trata-se de um caminhão de teses ultrapassadas que quase não se usam mais hoje em dia, pois o mundo é outro e os seres humanos reagem de forma diferente, mas infelizmente a questão medicamentosa tem a ver com financeiro, tem a ver com fábricas de medicamentos ganhando muito dinheiro.

Vivemos hoje a era da informação absoluta, a internet gerou indivíduos sociais cibernéticos que não sabem viver em sociedade e quando são jogados nela de corpo e alma, no início da vida profissional, necessitam viver as regras da sociedade e não conseguem fazê-lo. Nunca foram contrariados, nunca ouviram a palavra não. Aliás, o não parece ser proibido dentro das casas.

É triste ver a vida real. Entristeço-me quando sou contrariado, quando vejo o mundo real, e o médico caracteriza meu ponto de vista como depressão, caracteriza minha dificuldade para com o social como uma doença, caracteriza minha dificuldade em seguir regras e padrões de condutas sociais como elementos de depressão.

Será que estamos com tantos educadores afastados por depressão pela falta de competência dos médicos de avaliar com qualidade? É preciso falar de mudança de estilo de vida, não somente medicar, mas sim auxiliar este ser humano em dificuldade para seguir a vida sem tarja preta. Acredito que devemos repensar a questão medicamentosa, pensando na melhora da saúde e não no aumento da doença. Temos que pensar na formação dos médicos na percepção humana, fazendo com que vejam seus pacientes como seres humanos que precisam ser ouvidos, olhados, enxergados, sentidos, como alguém que precisa, sim, de uma postura diferente e não apenas de remédio tarja preta. É necessário um repensar do que realmente é importante e tem valor.

[*por Esther Cristina Pereira – diretora da Escola Atuação, de Curitiba (PR)]

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Crianças aprendem na escola a ter uma vida saudável

No Centro de Ensino Fundamental 2, na Cidade Estrutural (DF), frutas e verduras não são opcionais, todos os dias as crianças fazem refeições balanceadas e, nas salas de aula, aprendem a importância de uma vida saudável. A escola não é a única. A preocupação com os bons hábitos de alimentação e a prática de atividades físicas chegam cada vez mais às escolas públicas e particulares em todo o país. A fase escolar é importante, segundo o Ministério da Saúde, pois os hábitos adquiridos na infância e na adolescência são levados para a vida adulta.

No Brasil, segundo pesquisa divulgada pelo ministério, 51% da população acima de 18 anos estão acima do peso ideal. O problema que atinge os adultos começa na infância. Entre as crianças, o sobrepeso atinge 34,8% da faixa entre 5 e 9 anos, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Uma coisa é certa, quanto mais precocemente a gente chegar ao ator, melhor. Trabalhar com as crianças é o ponto chave. Na infância, a gente trabalha a educação e não a reeducação, como na fase adulta”, diz a professora do Departamento de Nutrição da Universidade de Brasília Kênia Mara Baiocchi. Ela diz ainda que o que aprende na escola, a criança leva para a família, contribuindo para a mudança de hábitos dos pais.

Na escola da Cidade Estrutural, 1,7 mil estudantes foram pesados e examinados. A vice-diretora, Neide Saad, surpreendeu-se com os resultados. “Esperávamos mais desnutrição que sobrepeso, já que a escola está em uma região vulnerável, mas tivemos uma quantidade grande de sobrepeso”, informa. Para ela, a culpa está nas guloseimas: “Os alunos comem muita besteira. Eles já chegam à escola com um saco de balinha ou de salgadinho”. 

Constatado o problema, a escola esforçou-se para resolvê-lo. No Distrito Federal, um grupo de nutricionistas cuida da alimentação das escolas públicas desde 2010. “As crianças que precisam ganhar peso estão ganhando, percebemos no dia a dia. As crianças com obesidade, nós convidamos para a educação integral, para que tenham uma alimentação mais saudável o dia todo, acompanhada de atividades físicas”, explica Neide.

Nem sempre a mudança de hábito é fácil. Vitor Linhares, do 5º ano esforça-se. “Gosto do prato principal com salada. Não gosto das verduras e legumes. Mas, aqui na escola, como mesmo assim porque quando elas vão colocar a verdura no prato fico sem graça de falar que não quero”, conta.

Nas escolas particulares, um acordo entre o Ministério da Saúde e a Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep) prevê uma série de ações de conscientização para melhorar a alimentação dos estudantes. Como nas privadas, as opções são as cantinas ou a merenda trazida de casa. Entre as ações do acordo está a distribuição de cartilhas aos cantineiros.

Os maus hábitos alimentares dos estudantes podem ser constatados na Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (Pense/2009). O levantamento mostrou que um terço dos alunos matriculados no ensino fundamental da rede privada consome frutas e hortaliças em cinco dias ou mais na semana. Os refrigerantes e frituras fazem parte da rotina alimentar de 40% dos alunos.

Segundo a presidenta da Fenep, Amábile Pacios, já é possível perceber os efeitos da iniciativa, pelo menos 80% das escolas oferecem opção saudável de lanche. “A intenção não é proibir o uso do alimento, mas educar para que a criança, a partir do que aprende na escola faça a opção correta onde quer que esteja”, explica.

A preocupação com a alimentação e a prática de exercício físico deve ser levada para dentro de casa, segundo o presidente da Associação de Pais de Alunos das Instituições de Ensino (Aspa-DF), o advogado Luis Claudio Megiorin. Pai de Luca, de 8 anos, e de Nicole, de 12, o  advogado diz que alimentação saudável e exercício físico são prioritários em casa.

Normalmente, seguimos essa orientação em casa. É importante os pais estarem com os filhos em pelo menos uma das refeições”. Ele se preocupa também com outros hábitos das crianças. Ficar no computador ou no videogame o dia todo é proibido na casa de Megiorin.

Para aqueles que não contam com orientação em casa, a professora Kênia destaca o papel da escola. “Eu me preocupo quando não tem educação física na escola, brincadeira, atividade lúdica. Se em casa os meninos têm essa coisa da TV, de videogame, do sofá, que pelo menos na escola tenham um ambiente mais saudável”. Segundo ela, trata-se de buscar o equilíbrio. “Não tem problema ele ficar no computador, desde que haja um limite. Tem criança que fica oito horas, dez horas na frente de uma tela, isso provoca prejuízos”.


[ABr]

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OMS recomenda exercícios físicos diários para população acima de 18 anos

Com 51% da população acima de 18 anos com excesso de peso, de acordo com a pesquisa Vigitel, do Ministério da Saúde, atividades simples como caminhar, dançar, andar de bicicleta e desempenhar atividades domésticas surgem como alternativas para os que querem recuperar ou manter a forma física e não podem gastar com academia. Essas atividades físicas estão entre as recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a quem tem mais de 18 anos.

No dia a dia, deixar o carro em casa e ir a pé à padaria, passear com o cachorro e trocar o elevador pelas escadas também são atitudes simples que podem contribuir para que as pessoas não deixem de se movimentar, como explica a presidenta do Conselho Regional de Educação Física do Distrito Federal, Cristina Calegaro.

“Quanto mais a pessoa se movimenta, mais ela quer se movimentar. Em vez de pedir ao filho para pegar um copo de água, levante-se, sugere. "Antes, não tínhamos controle remoto na TV e era preciso levantar para mudar de canal. O avanço tecnológico também contribuiu para diminuir a necessidade de movimento. Com pequenas mudanças de rotina, as pessoas vão se movimentando e sentindo necessidade de mais movimento”, diz Cristina.

A OMS recomenda a prática de 30 minutos de atividade física em cinco ou mais dias por semana. Esse tempo pode ser contabilizado de forma separada nas atividades do dia a dia, explica a professora do Departamento de Nutrição da Universidade de Brasília Kênia Mara Baiocchi. “A atividade física é qualquer movimento que você faça. É a caminhada, a escada para não pegar elevador. E esses 30 minutos não precisam ser juntos. Passear com o cachorro está valendo, cuidar da casa, do jardim”, diz.

Uma alternativa que vem ganhando espaço são as academias em praças e espaços públicos que reúnem um conjunto de equipamentos para incentivar a prática de atividades físicas ao ar livre por iniciativa de governos estaduais e municipais. A dona de casa Maria Selva, de 54 anos, que vive no Paranoá, região administrativa do Distrito Federal, aderiu à prática de atividades físicas em uma dessas academias.

Ela conta que recebeu recomendação médica para fazer atividade física por ter diabetes e pressão alta. Procurando opções que não trouxessem gastos extras, Maria Selva começou caminhar. “Eu não tinha condições de pagar academia e também não há nenhuma perto da minha casa”, disse. A atividade agradou, mas as companheiras de caminhada deixaram o exercício e Maria Selva passou a se exercitar na academia da saúde. “Faço mais de 30 minutos de exercícios de segunda a sábado. Depois que comecei, senti que tenho mais disposição, chego em casa mais disposta para trabalhar”, contou.

A profissional de educação física Cristina Calegaro alerta para o cuidado de não exagerar nos exercícios físicos nas academias públicas, já que os frequentadores não contam com a orientação de um professor.

A pesquisa Vigitel mostra que, à medida que a idade avança, as pessoas se exercitam menos. No grupo pesquisado entre 18 e 24 anos, 47,6% fazem atividade física no tempo livre. O percentual se reduz gradativamente e, a partir dos 65 anos, é apenas 23,6%. Dos pesquisados acima de 18 anos, a pesquisa mostra que as mulheres são as que menos se exercitam no tempo livre. Enquanto 41,5% dos homens fazem atividade física no tempo livre, o percentual é 26,5% das mulheres.
 

[ABr]

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Crack e cocaína avançam entre as mulheres em São Paulo

Nos últimos quatro anos, mudou o perfil das mulheres dependentes químicas, que procuram tratamento no ambulatório do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Se antes as mulheres que procuravam tratamento no Programa da Mulher Dependente Química (Promud) eram em maior número de dependentes de álcool, hoje a maioria é de mulheres dependentes em drogas ilícitas.

Entre 1996, quando o Promud começou a funcionar, até 2008, 60% dos casos atendidos no programa correspondiam a mulheres alcoólatras e 40% eram dependentes de drogas. No entanto, a partir de 2009, o número foi invertido: 60% dos casos passaram a representar mulheres dependentes de cocaína e crack e o alcoolismo passou a somar 40% dos atendimentos.

O estudo, que está em andamento e deverá ser divulgado em outubro, durante o Congresso Brasileiro de Psiquiatria, em Curitiba, mostra que houve mudança na faixa etária das mulheres que buscam tratamento, com aumento de dependência das mulheres acima de 30 anos, o que era raro.

“O que temos percebido nos últimos quatro anos é uma mudança no perfil das mulheres. Quando começamos no Promud, as pacientes eram 60% dependentes de álcool e mais velhas, entre 40 anos e 50 anos, e as demais 40% eram muito mais jovens, em torno de 20 anos, dependentes de cocaína. Nos últimos anos, mais de 50% das mulheres que chegaram [no Promud] têm acima dos 30 anos”, disse Patricia Hochgraf, médica-assistente e coordenadora do Promud.

Segundo Patricia, o Promud não tem respostas sobre o que provocou a mudança. “Temos algumas hipóteses. Observamos que aumentou muito a oferta de droga. É mais fácil achar crack. Quase todas as mulheres começam a usar crack e cocaína com o companheiro, seja marido ou namorado. São mulheres que nem usavam drogas antes, o que chama muito a atenção”, disse ela. Patricia ressaltou que muitas mulheres usam crack ou cocaína pensando, por exemplo, que vão emagrecer.

De acordo com Silvia Brasiliano, psicóloga, e também coordenadora do Promud, 70% das pacientes que procuram o tratamento no Promud o fazem por pressão dos filhos. O tratamento contra a dependência, segundo Silvia, deve ser procurado o mais rapidamente possível, principalmente no caso de dependência por crack. “O crack é uma droga que tem grande poder de causar dependência. É o tipo de droga em que se deveria procurar tratamento até uma semana depois”, disse.

[ABr]

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Cigarro não fornece a força para enfrentar a vida, diz psicóloga

O que leva uma pessoa a ficar presa à vontade de fumar é a dependência causada por uma das substâncias presentes no cigarro: a nicotina. Mas também está vinculada à carga emocional e aos hábitos, segundo explica a psicóloga Ivone Charran, coordenadora da área de tabaco do Centro de Referência em Álcool, Tabaco e outras Drogas.

“Muitos fumantes associam os atos de ir ao banheiro, de tomar um café ou sentar ao computador ao hábito de fumar. E alguns, por achar que não conseguem lidar com as dificuldades da vida, com os sentimentos, acendem um cigarro, associando a ele [o cigarro] a força que obtém. Então, é necessário retomar para si esta força”, recomenda a psicóloga, defendendo a conscientização dos hábitos que despertam o desejo.

Ela fez as recomendações ao participar da campanha da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo pelo Dia Nacional de Combate ao Fumo, hoje (29), em ação de alerta sobre os riscos do tabagismo. Em um espaço montado na Estação da Luz, próximo às plataformas de embarque e desembarque da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), dentistas, nutricionistas e outros profissionais passaram a manhã dando consultas e orientação aos interessados.

Foi oferecida medição do índice de massa corporal e dadas orientações sobre alimentação saudável. “Muitas pessoas têm medo de parar de fumar e engordar”, explicou Ivone Charran. Foram feitos também exames de detecção de lesões na boca, com suspeita de câncer. Os casos graves foram encaminhados para tratamento em unidades públicas especializadas.

Além disso, quem passou pelo atendimento recebeu folhetos com informações de alerta contra o tabagismo e um kit denominado fissura, composto por porções de cravo, canela, uva-passa, semente de abóbora e casca de laranja seca. O uso das porções é alternativa que, segundo Charran, ajuda afastar o cigarro, porque deixam um gosto forte na boca, que não combina com o tabaco.

Assim que bateu os olhos no cartaz sobre a campanha o aposentado Wanderley Zani, de 69 anos, foi atraído para o local onde fez o exame de monoximetria, equipamento que mede o índice de monóxido de carbono no organismo. Com a mesma técnica utilizada pelo bafômetro, a presença de gás é detectada quando a pessoa sopra um bocal.

No caso do aposentado, o resultado foi 28 partes por milhão (ppm) de monóxido de carbono, que o coloca na categoria do fumante pesado. Nesse tipo de teste, a classificação tem quatro categorias que se inicia pelo não fumante, que vai de 1 a 6 ppm, passa pelo fumante leve (de 7 a 10 ppm), pelo fumante intermediário (11 a 20 ppm) e acima disso, fumante pesado.

“Eu estou aqui mais por causa da minha filha. Ela fuma muito”, relatou ele, e “seria bom encontrar uma maneira de estimulá-la a largar o cigarro”. A orientação que recebeu foi para procurar uma unidade de saúde, a mesma recomendação feita a vários fumantes submetidos ao exame.

“Eu quero parar [de fumar], porque não quero morrer”, afirmou Vitalina Soares Pereira, de 65 anos, nascida em Minas Gerais e moradora de Itapecerica da Serra desde 1989. No teste dela, o resultado do monóxido de carbono foi 15 ppm. Com kit fissura na mão, saiu com a esperança de atingir o objetivo.

Um estudo feito pelo Ministério da Saúde, por meio da pesquisa Vigilância de Fatores de Riscos e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel 2012), indica que a parcela da população brasileira acima dos 18 anos que fuma caiu 20% durante o ano passado. No Estado de São Paulo, a taxa ficou um pouco menor, 17%.



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Comer bem pode ser barato, diz nutricionista

Alimentar-se bem custa caro? Segundo a professora do Departamento de Nutrição da Universidade de Brasília Kênia Mara Baiocchi, pequenas mudanças nos hábitos diários podem garantir melhor qualidade de vida e comida saudável pode não representar reais a menos no bolso. Para ela, as escolhas na hora de fazer compras no supermercado ou de montar um prato em um restaurante self-service podem fazer grandes diferenças para a saúde. 

“A gente precisa quebrar alguns paradigmas. Alimentação saudável  pode ser cara e pode não ser, depende das escolhas. É claro que um kiwi, um pêssego, uma ameixa, uma cereja, uma lichia são alimentos saudáveis e muito caros. Mas a banana, a laranja, o abacaxi, a melancia não são caros”, explica. “Só não pode comprar e deixar apodrecer em casa, tem que consumir. Tem que ter o hábito e a educação de procurar esses alimentos”.

Kênia diz que a vida moderna trouxe o estresse, a falta de tempo e o sedentarismo, mas é possível ser saudável nesse ambiente que ela chama de obesogênico. Uma pesquisa divulgada na última semana pelo Ministério da Saúde mostra que 51% da população acima de 18 anos estão acima do peso ideal. O levantamento mostra que 22,7% da população consomem a quantidade recomendada de frutas e verduras - cinco ou mais porções por dia em pelo menos cinco dias na semana.

“A alimentação fora de casa é uma realidade, cada vez mais a gente tem que recorrer ao almoço fora de casa. Muita gente recorre ao self-service. Aí está o trabalho de educação ou reeducação, quando é o caso”, diz Kênia. Nesses restaurantes está disponível uma alimentação saudável, avalia, “mas as pessoas colocam tudo no prato, sem buscar nenhuma harmonia. É peixe com feijoada e sushi no mesmo prato”.

Segundo ela, nenhum desses alimentos está proibido, mas é preciso balancear. “Eu posso ter o dia da feijoada, mas nesse dia eu não como peixe, como apenas a feijoada e é um dia na semana”.

Uma alimentação saudável, para o Ministério da Saúde, é, em termos gerais, saborosa, variada, colorida, acessível do ponto de vista físico e financeiro, equilibrada em quantidade e qualidade e segura sanitariamente. Mas essa alimentação ainda tem que ser adotada por parte dos brasileiros.

Segundo a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2008-2009, apesar de haver uma ingestão satisfatória de proteínas, o consumo excessivo de açúcares foi observada em 61% da população, o de gorduras saturadas, em 82%. O consumo insuficiente de fibras foi observado em 68% dos brasileiros. Quanto ao sal, o consumo diário no país é 12 gramas, enquanto o recomendado pela Organização Mundial da Saúde é 5 gramas.

Além do excesso de peso, outros problemas são associados aos maus hábitos alimentares, como pressão alta, colesterol alto e diabetes.

Foram esses problemas que fizeram a dona de casa Maria Selva mudar os hábitos alimentares. Ela tem pressão alta e diabetes. “Como arroz, feijão, carne. Verdura e salada, só de vez em quando porque não gosto. Mas como bastante fruta”. A dona de casa Vilani Oliveira também mudou os hábitos depois dos 50 anos, por recomendação médica, pois tinha o colesterol alto. Hoje, com 65 anos, faz caminhada e academia quase todos os dias. Junto com o exercício, veio a mudança na alimentação. “Comecei a me exercitar e passei a comer alimentos com pouca gordura, pouca carne vermelha”.


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