Últimas notícias:

Coração saudável no Carnaval: cuidado com a mistura de álcool e energético, calor intenso e a privação do sono

A maior festa popular do país está chegando e, além de muita alegria, descontração e música, infelizmente, alguns abusos por parte dos foliões marcam o Carnaval. E podem resultar em doenças sérias, como alguns tipo de arritmias cardíacas. Especialistas membros da Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (SOBRAC) alertam para os exageros cometidos nesse período, que podem estragar a festa. “O grande problema é quando as pessoas exageram e desrespeitam os limites do próprio corpo”, diz o Presidente da SOBRAC, o cardiologista baiano Luiz Pereira de Magalhães.

Entre os principais fatores de risco está a associação entre álcool e bebidas energéticas. “Esta mistura, ou seu consumo excessivo, pode funcionar como catalizador para a geração de algumas arritmias cardíacas, como as extra-sístoles - arritmia supraventricular e ventriculares -, e a fibrilação atrial”, alerta Magalhães, que também é coordenador do Serviço de Eletrofisiologia do Hospital Universitário Prof. Edgard Santos, do Hospital Ana Nery (UFB) e do Serviço de Arritmia do Hospital Português.

Existe inclusive um quadro chamado de “Holiday Heart Syndrome” (Síndrome do Coração do Feriado), relativo ao desenvolvimento de fibrilação atrial relacionado a épocas de mudança de hábitos, geralmente com grande ingestão de álcool em um período muito curto, como no Carnaval. As extra-sístoles, junto com a fibrilação atrial, estão muito relacionadas à ingestão alcoólica, tabagismo e desidratação.

“Cada dose de bebida alcoólica aumenta em quase 10% a chance de se apresentar um episódio de fibrilação atrial. Além disso, os energéticos podem contribuir para o aparecimento das arritmias cardíacas, já que esses contém cafeína”, lembra o cardiologista gaúcho Leandro Zimerman, Chefe do Setor de Arritmias Cardíacas do Hospital Moinhos de Vento e do Hospital de Clínicas de Porto Alegre.

O Carnaval acontece em pleno verão brasileiro e, em boa parte do território nacional, os termômetros marcam elevadas temperaturas. Segundo Zimerman, o calor excessivo aumenta o risco de eventos cardíacos, incluindo o infarto e a morte súbita cardíaca, muito provavelmente em virtude da desidratação e perda de eletrólitos (sódio, potássio).

O cardiologista carioca Eduardo Saad, diretor científico da SOBRAC, especialista em arritmias e estimulação cardíaca artificial pela Cleveland Clinic Foundation (EUA), médico do Hospital Pró-Cardíaco, explica que o calor excessivo leva a um maior consumo de oxigênio pelo miocárdio e, portanto, requer maior demanda na sua função. Frente a corações com distúrbios elétricos ou entupimentos das artérias coronárias, as altas temperaturas podem aumentar o risco de alterações agudas no sistema elétrico (arritmias) e na irrigação de sangue (isquemia). “As arritmias não são causadas apenas pelos excessos. O coração tem um distúrbio que predispõe aos problemas elétricos que podem aparecer mais facilmente quando expostos aos fatores de risco”, diz Saad.

Portadores de doenças cardiovasculares
O presidente da SOBRAC, Luiz Magalhães, alerta também os portadores de alguma doença cardiovascular. O mais correto é que estes se submetam a avaliação médica cardiológica para esclarecimento diagnóstico e orientação mais adequada para atividade física e ingestão de bebidas. Desta forma, estarão mais seguros e poderão aproveitar a folia de maneira saudável, porém com moderação.

As arritmias podem atingir pessoas de qualquer sexo, classe social e faixa etária, podendo acometer também atletas e pessoas ativas. Por isso, sensações recentes e intensas, como palpitações, dor no peito, falta de ar e desmaios, devem ser investigadas. O recomendado é que, a qualquer um destes sintomas, procure atendimento médico com brevidade. “Portadores de insuficiência cardíaca (coração fraco e dilatado), de arritmas cardíacas significativas e isquemia cardíaca devem participar de festas com moderação, mas evitar bebida em excesso, exercício intenso e desidratação”, observa o cardiologista Eduardo Saad.

A privação do sono é outro aspecto relevante que os foliões devem prestar atenção. A falta de repouso eleva as chances de problemas cardíacos, como a pressão arterial, a isquemia e as arritmias cardíacas. “O coração pode ficar mais rápido e mais irregular, já que a falta de sono deixa a pessoa com uma carga de adrenalina aumentada por mais tempo, que é a principal causa desses problemas”, explica o cardiologista gaúcho Leandro Zimerman.

O Carnaval não é o limiar entre a saúde e a doença cardiovascular. O que pode tender para um lado é a alegria, a felicidade, a saúde e os aspectos fundamentais de uma vida saudável. Por outro, os excessos, constantes neste período. Portanto, respeite os limites do seu corpo. Seguindo estas recomendações, você aproveitará o Carnaval no ritmo certo, sem sustos.

0 comentários:

Otorrinolaringologista alerta sobre cuidados com os ouvidos durante o Carnaval

O programa Tarde Nacional, da Rádio Nacional de Brasília AM, conversou com o dr. Paulo Roberto Lazarini, otorrinolaringologista do Hospital Sepaco, sobre os cuidados que as pessoas precisam ter com os ouvidos durante as festas de Carnaval, já que a exposição prolongada ao som alto pode levar a diversos graus de surdez.

Cada pessoa tem um grau de sensibilidade e ficar próximo demais de trios elétrico, bateria de escola de samba e ambientes com música muito alta pode causar danos aos ouvidos. “Em um primeiro momento a pessoa não se dá conta do problema, mas no decorrer dos anos pode ocasionar uma surdez irreversível”, comenta o médico.

Além disso, há vários outros sintomas que contribuem para a perda auditiva gradual, nestas festas, tais como zumbido, ansiedade, alteração de humor, irritabilidade e hipertensão arterial. O alerta do especialista é para conscientizar as pessoas do perigo, pois pode vir a se tornar algo mais sério.

As dicas do especialista para curtir o Carnaval sem problemas são: evitar ficar tão próximo à fonte do ruído, diminuir o tempo de permanência no local e usar protetores auriculares para abafar o som. “Essas precauções podem colaborar para amenizar os efeitos nocivos do som alto, poupando o nervo auditivo que é muito sensível”, explica o dr. Lazarini.

0 comentários:

Bebês com baixo peso podem ter hiperatividade e depressão na infância

Um estudo apontou que os bebês nascidos com peso abaixo do normal têm maior chance de desenvolver hiperatividade e depressão na infância. Para chegar à conclusão, a pesquisa feita pela Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto comparou a saúde mental de 665 crianças, com idade entre 10 e 11 anos.

Segundo a pesquisadora responsável, Claudia Mazzer Rodrigues, o estudo dividiu as crianças em cinco grupos de peso: muito baixo (abaixo de 1,5 quilos), baixo (1,5 kg a 2,5 kg), insuficiente (2,5 kg a 3 kg), normal (3 kg a 4,25 kg) e muito alto (acima de 4,25 kg). Esses valores são usados como referência pela Organização Mundial da Saúde.

No estudo, constatou-se que as crianças com peso muito baixo representam a maioria das que têm quadros de problemas mentais. Entre as 665 crianças avaliadas, 6,9% apresentavam indicadores de depressão. Os cientistas usaram questionários respondidos pelos pais e pelas próprias crianças.

No Brasil, de 0,4% a 3% das crianças sofrem de depressão. Entre os adolescentes, esse número varia de 3,3% a 12,4%. Quem tem a doença na infância e na adolescência apresenta mais chances de desenvolver depressão em idade adulta.

Especialistas definem como causas da depressão em crianças, como perda de vínculos afetivos, divórcio dos pais, falta de apoio familiar e violência física ou psicológica. Os pais devem ficar atentos aos primeiros sinais de alerta, que são queda do rendimento escolar, mudanças repentinas do estado de ânimo, isolamento e tristeza.

[ABr]

0 comentários:

Médico alerta para os cuidados durante os agitos do Carnaval

Durante o Carnaval é comum as pessoas ficarem roucas. Isso acontece porque, nesta época de festividade, os foliões acabam forçando suas cordas vocais, sem se darem conta. É importante adotar algumas medidas preventivas para cuidar da voz e garantir muito agito sem preocupações com a saúde.

O dr. Alexandre Minoru Enoki, otorrinolaringologista do Hospital Paulista, explica que, costumeiramente, as músicas estão sempre com um volume muito alto e os foliões elevam naturalmente o tom de voz para conversar. Outros mais animados começam a cantar e até a gritar, sem nenhum tipo de orientação, o que pode acarretar inflamação das cordas vocais e favorecer a formação de lesões como nódulos ou pólipos.

É fácil perceber os sintomas do problema. Normalmente surge uma dificuldade de falar, o tom da voz muda e ela acaba soando fraca, ofegante, estridente ou áspera. Para o especialista, nestas ocasiões, a melhor maneira de prevenir a rouquidão é sempre ingerir líquidos e não exagerar no esforço das cordas vocais.

Ainda segundo o otorrinolaringologista, essas alterações nas pregas vocais podem levar à rouquidão de instalação súbita ou progressiva, com duração que pode variar de dias até permanente. O tratamento destas alterações na voz pode consistir em simples repouso vocal, com alguns medicamentos ou, eventualmente, necessitar de cirurgias.

“Esses cuidados preventivos, como ingestão de água e evitar abuso vocal, podem ajudar na diminuição da agressão nas pregas vocais, geralmente melhorando a qualidade da voz”, explica o Dr. Enoki.

0 comentários:

Segurar a urina pode trazer problemas graves

Muitas pessoas, especialmente as mulheres, têm o hábito de segurar a urina por muito tempo. A mania é bastante comum nos dias atuais, em que a correria predomina na maior parte do dia e, então, as pessoas ficam sempre prolongando o momento de ir ao banheiro até terminarem o que estão fazendo. O problema é que, mesmo parecendo um gesto inofensivo, ele pode trazer consequências para a saúde.

Segundo o nefrologista Rui Alberto Gomes, do Instituto de Nefrologia de Mogi das Cruzes, quem tem esse hábito está propenso a desenvolver infecção urinária, que pode piorar e até mesmo levar a uma doença renal. “Uma vez ou outra, quando não há banheiro por perto, por exemplo, não faz mal, mas a frequência é que é perigosa. As mulheres, principalmente, devem tomar mais cuidado. Como elas possuem a uretra (canal por onde passa a urina) mais curta do que a do homem, contraem infecção urinária com mais facilidade. O ideal, entretanto, para ambos os sexos, é não retardar a micção, urinando toda vez que sentir vontade”, adverte o médico.

Gomes salienta que a maioria das infecções urinárias, sobretudo a cistite (tipo mais comum da doença), não costuma ser grave e os quadros são relativamente simples de serem curados.Porém, se não forem tratadas adequadamente, podem atingir os rins, causando a pielonefrite(infecção no trato urinário que afeta quase todas as estruturas do rim). Quando isso acontece, a infecção passa a ser mais grave e exige assistência médica imediata, para um tratamento adequado e mais prolongado.

Quando o órgão é atingido, os sintomas comuns da cistite mudam (dor ao urinar e aumento do número deidas ao banheiro) e a pessoa passa a apresentar febre, dores na região lombar e calafrios.“Na pielonefrite, existe até mesmo o risco potencial de a infecção se generalizar pelo corpo, causando uma septicemia, trazendo risco de morte ao paciente; daí a importância do adequado e imediato tratamento”, explica Gomes.

O recomendado, de acordo com o médico, é sempre procurar um especialista ao sentir quaisquer sintomas diferentes no corpo.

0 comentários:

Ortopedista orienta sobre cuidados com o corpo no carnaval

0 comentários:

Especialista dá dicas para recuperar a pele

O dermatologista Ricardo Fenelon recomenda que, mesmo depois da exposição ao sol, o uso de um hidratante que tenha filtro solar em sua composição para recuperar a pele. O médico falou ainda da importância de beber muita água para evitar a desidratação da pele. Ouça as dicas para evitar problemas e até o câncer de pele.

//www.mixcloud.com/widget/iframe/?feed=http%3A%2F%2Fwww.mixcloud.com%2Fsemprebem%2Fdicas-para-recuperar-a-pele%2F&mini=1&stylecolor=0060ff&hide_artwork=1&embed_type=widget_standard&embed_uuid=d8b2de18-8270-4368-bf18-8ab92b3c64f3&hide_tracklist=1

[ABr]

0 comentários:

Cuidado com os ouvidos para não perder o Carnaval

ouvido_postAs pessoas normalmente não dispensam a devida atenção à saúde de seus ouvidos, principalmente em épocas de festa como Carnaval. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) apontam que o índice de volume nunca deve ultrapassar os 75 decibéis. A buzina de um carro pode chegar a 100 decibéis, imagine os danos que o som do batuque das baterias e trios elétricos pode causar aos ouvidos, comparados com a voz humana que fica entre 40 e 60 decibéis.

Segundo a dra. Cristiane Dias Passos Levy, otorrinolaringologista do Hospital Paulista, cada pessoa tem um grau de sensibilidade e a exposição prolongada ao som alto pode levar a diversos graus de surdez. Além disso, também pode resultar em sintomas como zumbido, ansiedade, alteração de humor, irritabilidade e hipertensão arterial, contribuindo para a perda auditiva gradual. “O alerta serve para conscientizar as pessoas do perigo, pois pode vir a se tornar algo mais sério, levando à surdez irreversível”, comenta a médica.

Sendo assim, o que fazer para curtir o Carnaval sem correr riscos de lesionar meus ouvidos?

As dicas da especialista são: evite ficar tão próximo à fonte do ruído e diminuir o tempo de permanência no local. “Essas precauções podem colaborar para amenizar os efeitos nocivos do som alto, poupando o nervo auditivo que é muito sensível”, explica a dra. Dias.

“Se você sentir algum dos sintomas comentados consulte um especialista o quanto antes e não tome nenhum medicamento sem prescrição médica. Vale lembrar que é importante procurar um otorrinolaringologista, periodicamente, para avaliar se existe alguma perda de audição e realizar exames específicos, caso necessário”, finaliza.

0 comentários:

Casos de câncer no mundo devem crescer 57% em 20 anos, estima OMS

O número de novos casos de câncer deve aumentar 57% em 20 anos, de acordo com relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Agência Internacional para a Pesquisa sobre o Câncer, divulgado hoje (3). Se em 2012 foram 14 milhões de casos diagnosticados, a previsão é que haverá 22 milhões nas próximas duas décadas. No período, as mortes por câncer, que atualmente chegam a 8,2 milhões por ano, devem chegar a 13 milhões.

O relatório destaca que a doença está crescendo em ritmo alarmante e alerta para a necessidade de implementação urgente de estratégias de prevenção para mudar esse quadro.

Os tipos de câncer mais frequentes mundialmente são os de pulmão (1,8 milhão de casos, 13% do total), mama (1,7 milhão, 11,9%) e cólon (1,4 milhão, 9,7%). Segundo o texto, o câncer de pulmão é responsável pelo maior número de mortes (1,6 milhão, 19,4%). Em seguida vêm o de fígado (9,1%) e o de estômago (8,8%).

Mais de 60% dos casos estão na África, Ásia, América Central e América do Sul, regiões que concentram total de 70% das mortes causadas pela doença no mundo todo.

O estudo teve a colaboração de 250 cientistas de mais de 40 países. A OMS ressalta que o envelhecimento da população e a falta de um sistema de saúde eficiente em países subdesenvolvidos devem ser os principais motivos desse aumento.

Segundo o relatório, em 2010, os gastos anuais totais com câncer foram estimados em aproximadamente US$ 1,16 trilhão. O texto ressalta, entretanto, que metade dos casos de câncer poderia ser evitada se o conhecimento dos países sobre a doença fosse traduzido em ações adequadamente implementadas. [ABr]

0 comentários: