Descoberta sobre mudança no microbioma do pênis após circuncisão pode contribuir com novas pesquisas para prevenção do HIV
A circuncisão altera drasticamente o microbioma do pênis, o que pode representar mais uma razão para que os homens circuncidados tenham maior proteção contra o HIV e outras infecções durante o ato sexual sem camisinha com mulheres, informa um estudo publicado nesta terça-feira, 16 de abril, no jornal on-line da Sociedade Americana de Microbiologia, mBio.
O estudo pesquisou o efeito da circuncisão em tipos de bactérias que vivem abaixo do prepúcio do pênis antes e depois da circuncisão. Um ano após o procedimento, o total de bactérias na área mudou drasticamente. A prevalência de bactérias anaeróbias, que se proliferam em ambientes com pouco oxigênio, diminuiu e a quantidade de algumas das aeróbias aumentou.
Segundo os pesquisadores, outros estudos já mostraram que a circuncisão masculina diminui o risco de infecção pelo HIV entre 50% e 60%, além de reduzir o risco de infecção pelo Vírus do Papiloma Humano (HPV) e do herpes, mas a biologia por trás desses dados ainda não é totalmente compreendida. Eles explicam que pode ser que a anatomia do pênis circuncidado ajude a prevenir a infecção, ou que a mudança no microbioma confira esta proteção, ou ainda uma combinação de ambos.
"A mudança na comunidade (de micro-organismos) é realmente caracterizada pela perda de anaeróbias", diz Lance Price, um dos autores do estudo. "Da perspectiva ecológica, é como rolar uma pedra e ver o ecossistema mudar. Você remove o prepúcio e aumenta a quantidade de oxigênio, diminuindo a umidade. Nós mudamos o ecossistema", diz o cientista.
Price e seus colegas pesquisadores das universidade TGen e Johns Hopkins (EUA) avaliaram uma amostra de homens de Uganda para chegar a essa conclusão. Esses homens foram divididos em dois grupos, um de circuncidados e o outro não. Os pesquisadores compararam amostras de ambos os grupos antes do procedimento e um ano após o procedimento.
Segundo Price, esse trabalho vai além da circuncisão. “Se nós descobrirmos, por exemplo, que é um grupo de anaeróbias que está aumentando o risco de transmissão e contração do HIV, nós podemos achar formas alternativas de diminuir a quantidade dessas bactérias e prevenir a infecção pelo vírus em homens sexualmente ativos”, diz.
Da EurekAlert
O estudo pesquisou o efeito da circuncisão em tipos de bactérias que vivem abaixo do prepúcio do pênis antes e depois da circuncisão. Um ano após o procedimento, o total de bactérias na área mudou drasticamente. A prevalência de bactérias anaeróbias, que se proliferam em ambientes com pouco oxigênio, diminuiu e a quantidade de algumas das aeróbias aumentou.
Segundo os pesquisadores, outros estudos já mostraram que a circuncisão masculina diminui o risco de infecção pelo HIV entre 50% e 60%, além de reduzir o risco de infecção pelo Vírus do Papiloma Humano (HPV) e do herpes, mas a biologia por trás desses dados ainda não é totalmente compreendida. Eles explicam que pode ser que a anatomia do pênis circuncidado ajude a prevenir a infecção, ou que a mudança no microbioma confira esta proteção, ou ainda uma combinação de ambos.
"A mudança na comunidade (de micro-organismos) é realmente caracterizada pela perda de anaeróbias", diz Lance Price, um dos autores do estudo. "Da perspectiva ecológica, é como rolar uma pedra e ver o ecossistema mudar. Você remove o prepúcio e aumenta a quantidade de oxigênio, diminuindo a umidade. Nós mudamos o ecossistema", diz o cientista.
Price e seus colegas pesquisadores das universidade TGen e Johns Hopkins (EUA) avaliaram uma amostra de homens de Uganda para chegar a essa conclusão. Esses homens foram divididos em dois grupos, um de circuncidados e o outro não. Os pesquisadores compararam amostras de ambos os grupos antes do procedimento e um ano após o procedimento.
Segundo Price, esse trabalho vai além da circuncisão. “Se nós descobrirmos, por exemplo, que é um grupo de anaeróbias que está aumentando o risco de transmissão e contração do HIV, nós podemos achar formas alternativas de diminuir a quantidade dessas bactérias e prevenir a infecção pelo vírus em homens sexualmente ativos”, diz.
Da EurekAlert
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